
A nova Série A chegou. Ainda atrás das grandes potências europeias no aspecto econômico, o campeonato italiano se propõe a voltar a brilhar em gols e espetáculo — e, ao menos até aqui, os dados das três primeiras rodadas sustentam a promessa: a Série A é o único dos cinco principais campeonatos da Europa que ainda não registrou um 0 a 0.
O contraste com a temporada passada é nítido. Naquele início de campeonato, nas primeiras 30 partidas já se contavam três empates sem gols e apenas 65 bolas na rede; neste início de temporada o número saltou para 82 — uma marca que não se via desde 2021. A tendência é, em grande parte, filha das novas diretrizes arbitrais propostas por Daniele Orsato, que devolvem aos torcedores partidas mais dinâmicas e fluidas: diminuem as faltas, aumenta o tempo de bola rolando e, em consequência, crescem gols e chances.
O vento de mudança é visível. Depois de temporadas em que o VAR dominava a conversa de domingo, com debates sobre seu uso e método de aplicação, a tecnologia parece ter desaparecido de repente. Casualidade? De jeito nenhum. A guinada vem de Daniele Orsato, que acabou de se tornar o designador dos árbitros da Série A e da Série B e é o autor de uma virada que, segundo muitos, está fazendo muito bem ao futebol italiano. O VAR sumiu — e parece que ninguém sente sua falta.
Os números confirmam um futebol decididamente diferente. O método é europeu: menos contatos apitados, menos tempo perdido com protestos, lesões “programadas” ou intermináveis verificações no monitor à procura do toque. Tudo parte do pressuposto de que o contato não deve mais ser sinônimo de falta. Deixa-se o jogo correr e se corre mais, e os números dão razão a quem teve essa ideia: zero chamadas ao VAR e zero pênaltis nas três primeiras rodadas. É a primeira vez que isso acontece na história da Série A. Só verificações silenciosas e mais escolhas reais de campo, que acompanham a dinamicidade de um esporte de contato. A convicção, explicada também por Orsato, é que o árbitro deva e possa voltar a ser uma figura central, corajosa e independente nas decisões, ainda que ciente de poder recorrer à tecnologia em caso de erro claro.
La nuova Serie A è arrivata. Probabilmente ancora indietro, sul piano economico, rispetto alle grandi potenze europee, il campionato italiano si promette di tornare a brillare per gol e spettacolo — e, almeno finora, i dati delle prime tre giornate sostengono la promessa: la Serie A è l’unico dei top 5 campionati europei a non aver ancora fatto registrare uno 0-0.
Il confronto con la stagione passata è netto. In quel avvio di torneo, nelle prime 30 partite si potevano già contare tre pareggi a reti bianche e soltanto 65 gol; in questo inizio di stagione il numero è salito a 82 — una cifra mai così alta dal 2021. Una tendenza che è, in gran parte, figlia delle nuove linee guida arbitrali proposte da Daniele Orsato, che stanno restituendo ai tifosi partite più dinamiche e scorrevoli: diminuiscono i falli, aumenta il tempo effettivo e, di conseguenza, crescono gol e occasioni.
Il vento di cambiamento si vede. Dopo stagioni in cui il Var dominava la conversazione domenicale, cercando di capirne usi e metodo di applicazione, la tecnologia sembra improvvisamente scomparsa. Casualità? Decisamente no. La sterzata arriva da Daniele Orsato, da poco diventato designatore degli arbitri per la Serie A e la Serie B e fautore di un cambio di rotta che, a detta di molti, sta giovando e non poco al calcio italiano. Il Var è sparito — e sembra che a nessuno manchi.
I numeri confermano un calcio decisamente diverso. Metodo europeo: meno contatti fischiati e meno perdite di tempo per proteste, infortuni “programmati” o infiniti check al monitor alla ricerca del contatto. Tutto parte dal presupposto che il contatto non debba più essere sinonimo di fallo. Si lascia correre e si corre di più, e i numeri danno ragione a chi ha avuto questa pensata: zero chiamate al Var e zero rigori nelle prime tre giornate. È la prima volta che succede nella storia della Serie A. Solo check silenziosi e più scelte di campo, reali, che assecondano la dinamicità di uno sport di contatto. La convinzione, spiegata anche da Orsato, è che l’arbitro debba e possa tornare a essere una figura centrale, coraggiosa e indipendente nelle decisioni, pur consapevole di poter ricorrere alla tecnologia in caso di chiaro errore.
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