Hércules Meneses: Agredido em Praça Pública: Por que uma Jaqueta Causou Terror em Ascoli?                                                                       

Agredido em Praça Pública: Por que uma Jaqueta Causou Terror em Ascoli?



Janeiro de 2026. Enquanto a maioria das pessoas celebrava o início de um novo ciclo com esperança, a cidade de Ascoli Piceno, na Itália, tornava-se palco de uma cena que parece saída de um pesadelo de intolerância. O que era para ser um passeio em família transformou-se em uma "deriva" de fanatismo irracional. Um homem, uma lenda dos gramados das divisões de acesso, foi caçado em praça pública. O crime? Portar um símbolo de seu próprio passado. Hoje, vamos desvendar o ataque a Andrea Persia e como o futebol, às vezes, perde completamente o contato com a realidade.

Para entender a gravidade deste caso, precisamos saber quem é a vítima. Andrea Persia não é um torcedor comum. Aos 50 anos, ele carrega no currículo a seriedade de quem viveu o futebol profissional intensamente. Ex-meio-campista com passagens respeitadas pelo Livorno e pela Massese, Persia hoje molda o futuro do esporte como treinador da Vigor Perconti. Ele é um homem do campo, um técnico que entende o peso de uma camisa. Mas, naquela tarde de 1º de janeiro, ele era apenas um pai e um amigo de férias, caminhando entre a pista de patinação e os cafés históricos do centro de Ascoli.

Eram aproximadamente 15 horas. O clima era de festa. Persia caminhava com sua família e um grupo de amigos, incluindo várias crianças e adolescentes. Ele vestia uma jaqueta do Livorno. Não era uma provocação; era uma conexão emocional. Foi no Livorno, na temporada 1996/97, na antiga Série C2, que sua carreira realmente decolou. Aquela jaqueta, que ele exibe com orgulho até em suas fotos de redes sociais, representa o suor e a glória de um profissional. Mas, para um agressor que o observava das sombras da Piazza Arringo, aquelas cores eram um insulto que precisava de uma resposta violenta.

De repente, o clima de tranquilidade é quebrado. Um homem se aproxima. Ele não quer saber de saudações de Ano Novo. Ele mira na jaqueta. O agressor começa a proferir insultos, uma sequência de palavras de baixo calão que deixa a comitiva de Persia em choque. "Eu não entendia o que ele queria", relatou o ex-jogador mais tarde ao jornal local. O agressor exigia a jaqueta. O que começou como uma agressão verbal rapidamente escalou para algo físico e perigoso. Andrea, tentando proteger os menores e evitar uma tragédia, tenta se esquivar correndo, mas o fanatismo não tem freios.

Diante de turistas e passantes horrorizados, o agressor passa das palavras para a ação. Ele persegue Persia. Ele o alcança e começa a "strattonare" — a puxar e sacudir o ex-atleta com violência. Em um ato de pura humilhação, o agressor consegue, literalmente, arrancar a jaqueta do corpo de Andrea. O pânico se instala. As crianças do grupo, traumatizadas, assistem ao seu mentor ser agredido por um estranho por causa de um pedaço de tecido. Só a intervenção corajosa de algumas pessoas que passavam pelo local evitou que o agressor causasse danos físicos ainda maiores antes de fugir, desaparecendo nos becos do centro.

A chegada dos Carabinieri trouxe um pouco de ordem ao caos, mas o estrago emocional já estava feito. "Somos romani, não de Livorno! Ele jogou lá, por isso usa a jaqueta!", gritavam os amigos da comitiva, tentando explicar o óbvio a uma realidade que já não aceitava explicações lógicas. Andrea Persia, visivelmente abalado, questionou o jornal local: "Ficamos loucos? Não se pode mais circular livremente?". O agressor agora é um homem caçado pela polícia, enfrentando processos legais pesados e o temido Daspo urbano, que o banirá de qualquer evento esportivo.

O caso de Andrea Persia é um alerta vermelho. Quando um profissional do esporte é atacado por sua própria história em um passeio de férias, algo está profundamente quebrado. Ascoli começa o ano com uma mancha de intolerância que desafia as autoridades e envergonha o verdadeiro espírito esportivo. Até onde vai o ódio clubístico? Quando as ruas se tornaram tão perigosas quanto as arquibancadas mais radicais? A resposta precisa vir da justiça, para que o futebol volte a ser sobre história e respeito, e não sobre medo.

Infelizmente, o horror vivido por Persia na Piazza Arringo não foi um raio em céu azul. Nesta região, a violência por causa de cores clubísticas "sgraditi" — indesejadas — tornou-se um padrão alarmante. Pouco mais de um mês antes, em 23 de novembro, um episódio idêntico em sua futilidade chocou San Benedetto. Naquela ocasião, em Porto d'Ascoli, um torcedor da Sambenedettese, de apenas 21 anos, atacou covardemente dois irmãos de Martinsicuro. As vítimas eram crianças: uma de 12 e outra de 15 anos. O mais velho, ironicamente, era atleta da equipe Sub-15 do próprio Ascoli.

A resposta das autoridades foi rápida, mas parece não ter sido suficiente para inibir o agressor de Persia. O Questor (Chefe de Polícia Local) Aldo Fusco já havia emitido um Daspo (Decreto de Acesso Proibido a Manifestações Esportivas) de um ano contra o jovem de 21 anos, proibindo-o de frequentar recintos esportivos. Mas a justiça não parou por aí: sobre o agressor dos jovens pende uma denúncia dos carabinieri que resultou na abertura de um fascículo oficial pela Procura de Ascoli. Agora, o novo agressor de Piazza Arringo caminha pelo mesmo destino jurídico. As autoridades buscam identificar o homem que estragou o feriado de Persia, enquanto a cidade se pergunta: como proteger seus turistas e cidadãos de uma "psicose" que transforma camisas de futebol em alvos de ódio? O início de 2026 deixa um péssimo cartão de visitas: o trauma estampado no rosto de mulheres e crianças que viram a história de um profissional ser rasgada em praça pública.



Gennaio 2026. Mentre la maggior parte delle persone celebrava l’inizio di un nuovo ciclo con speranza, la città di Ascoli Piceno si trasformava nel palcoscenico di una scena uscita da un incubo di intolleranza. Quella che doveva essere una tranquilla passeggiata in famiglia è diventata una "deriva" di fanatismo irragionevole. Un uomo, una leggenda dei campi di categoria, è stato cacciato in pubblica piazza. Il crimine? Indossare un simbolo del proprio passato. Oggi sveliamo l'aggressione ad Andrea Persia e come il calcio, a volte, perda completamente il contatto con la realtà.

Per capire la gravità di questo caso, dobbiamo sapere chi è la vittima. Andrea Persia non è un tifoso qualunque. A 50 anni, porta nel curriculum la serietà di chi ha vissuto il calcio professionistico intensamente. Ex centrocampista con trascorsi rispettati nel Livorno e nella Massese, oggi Persia plasma il futuro dello sport come allenatore della Vigor Perconti. È un uomo di campo, un tecnico che capisce il peso di una maglia. Ma, in quel pomeriggio del 1° gennaio, era solo un padre e un amico in vacanza, tra la pista di pattinaggio e i caffè storici del centro di Ascoli.

Erano circa le 15:00. Il clima era di festa. Persia camminava con la sua famiglia e un gruppo di amici, inclusi diversi bambini e adolescenti. Indossava una giacca del Livorno. Non era una provocazione; era un legame emotivo. È proprio a Livorno, nella stagione 1996/97 in Serie C2, che la sua carriera è decollata. Quella giacca, che esibisce con orgoglio anche nelle sue foto sui social, rappresenta il sudore e la gloria di un professionista. Ma, per un aggressore che lo osservava dalle ombre di Piazza Arringo, quei colori erano un insulto che richiedeva una risposta violenta.

Improvvisamente, la tranquillità si spezza. Un uomo si avvicina. Non gli interessano gli auguri di buon anno. Mira alla giacca. L'aggressore inizia a lanciare insulti, una raffica di parole volgari che lascia la comitiva di Persia sotto shock. "Non avevo capito cosa volesse", ha raccontato l'ex calciatore più tardi al quotidiano locale. L'aggressore pretendeva la giacca. Ciò che era iniziato come un'aggressione verbale è degenerato rapidamente in qualcosa di fisico e pericoloso. Andrea, cercando di proteggere i minori e di evitare una tragedia, prova a scappare correndo, ma il fanatismo non ha freni.

Davanti a turisti e passanti inorriditi, l'aggressore passa dalle parole ai fatti. Insegue Persia. Lo raggiunge e inizia a strattonarlo con violenza. In un atto di pura umiliazione, l'aggressore riesce, letteralmente, a strappargli la giacca di dosso. Il panico dilaga. I bambini del gruppo, traumatizzati, guardano il loro mentore venire aggredito da uno sconosciuto per un pezzo di stoffa. Solo l'intervento coraggioso di alcuni passanti ha evitato che l'aggressore causasse danni fisici peggiori prima di dileguarsi tra i vicoli del centro.

L'arrivo dei Carabinieri ha portato un po' d'ordine nel caos, ma il danno emotivo era già fatto. "Siamo romani, non di Livorno! Lui ci ha giocato, per questo indossa la giacca!", gridavano gli amici della comitiva, cercando di spiegare l'ovvio a una realtà che non accettava più spiegazioni logiche. Andrea Persia, visibilmente scosso, ha chiesto alla stampa locale: "Ma siamo impazziti? Non si può più circolare?". L'aggressore è ora un uomo ricercato dalla polizia, rischiando pesanti conseguenze legali e il temuto Daspo urbano.

Il caso di Andrea Persia è un allarme rosso. Quando uno sportivo viene attaccato per la propria storia professionale durante una vacanza, qualcosa è profondamente rotto. Ascoli inizia l'anno con una macchia di intolleranza che sfida le autorità e vergogna il vero spirito sportivo. Fino a dove arriverà l'odio legato ai colori sociali? Quando le strade sono diventate pericolose quanto le curve più radicali? La risposta deve venire dalla giustizia, affinché il calcio torni a essere storia e rispetto, e non paura.

Purtroppo, l'orrore vissuto da Persia in Piazza Arringo non è stato un fulmine a ciel sereno. In questa zona, la violenza a causa di colori calcistici "sgraditi" è diventata un modello allarmante. Poco più di un mese fa, il 23 novembre, un episodio identico nella sua futilità aveva sconvolto San Benedetto. In quell'occasione, a Porto d'Ascoli, un tifoso della Sambenedettese di soli 21 anni aveva aggredito vigliaccamente due fratelli di Martinsicuro. Le vittime erano giovanissime: uno di 12 e l'altro di 15 anni. Il più grande, ironicamente, era un calciatore dell'Under 15 proprio dell'Ascoli.

La risposta delle autorità è stata rapida, ma sembra non essere bastata a inibire l'aggressore di Persia. Il Questore Aldo Fusco aveva già emesso un Daspo di un anno a carico del ventunenne, vietandogli l'accesso agli impianti sportivi. Ma la giustizia non si è fermata qui: sull'aggressore dei ragazzi pende una denuncia dei Carabinieri che ha portato all'apertura di un fascicolo ufficiale da parte della Procura di Ascoli. Ora, il nuovo aggressore di Piazza Arringo segue lo stesso destino giuridico. Le autorità cercano di identificare l'uomo che ha rovinato il Capodanno di Persia, mentre la città si chiede: come proteggere i turisti e i cittadini da una "psicosi" che trasforma le maglie da calcio in bersagli d'odio? L'inizio del 2026 lascia un pessimo biglietto da visita: il trauma impresso sul volto di donne e bambini che hanno visto la storia di un professionista strappata via in pubblica piazza.




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