Hércules Meneses: O Declínio da Autoridade de Campo na Era do VAR                                                                       

O Declínio da Autoridade de Campo na Era do VAR

 


Algumas jornadas do campeonato italiano ficarão marcadas como períodos nebulosos e desconexos na história recente da arbitragem. O que se tem testemunhado nos gramados é um colapso da coerência, com uma série de intervenções que, em vez de pacificar o jogo, serviram apenas para inflamar as polêmicas. A expectativa de que o VAR trouxesse decisões inquestionáveis foi substituída por uma realidade de incertezas, onde o erro tecnológico é muito mais difícil de ser aceito pelos torcedores e profissionais do que a falha humana tradicional do juiz de campo.

A análise técnica indica que o problema não reside apenas na competência dos árbitros, mas na maneira prejudicial como a tecnologia está sendo aplicada. Existe uma percepção crescente de que o VAR condiciona excessivamente os juízes, muitas vezes revertendo escolhas que estavam corretas ou que faziam parte da interpretação orgânica da partida. Essa dinâmica retira o protagonismo de quem está no gramado e transfere a responsabilidade para a cabine, gerando um "caos" que prejudica a fluidez do espetáculo e a credibilidade das instituições desportivas.

Exemplos emblemáticos desta desorientação ocorreram em confrontos envolvendo Lazio, Fiorentina, Nápoles e Verona. Na capital, a falta de critério foi evidente: uma falta clara sobre Gila foi ignorada tanto no campo quanto no monitor, enquanto um contato mínimo e quase invisível sobre Gudmundsson foi transformado em penalidade máxima após intervenção externa. Já no estádio Maradona, a atuação de Marchetti foi completamente desfigurada pela sala de tecnologia. O árbitro havia optado por deixar o jogo seguir em lances de toque de mão, mas o VAR interveio para conceder um pênalti ao Verona e invalidar um tento do Nápoles, ignorando a objetividade da visão de campo em favor de uma busca obsessiva por incidentes mínimos.

O ponto de ruptura parece ser a transformação do VAR em um agente que "caça" problemas onde eles não existem. Essa conduta diminui a autoridade dos árbitros e cria uma confusão mediática sem precedentes. O erro no gol de Dimarco é o exemplo definitivo dessa crise: um impedimento mal marcado por um auxiliar que parece não querer mais assumir o risco de suas funções. Se a tendência é que todas as decisões sejam delegadas ao suporte digital, a própria existência de árbitros e assistentes de campo passa a ser questionada, sugerindo um futuro onde o elemento humano é dispensável.

A discussão sobre a eficácia dessas ferramentas no futebol contemporâneo nunca foi tão necessária. Resta saber se o árbitro de vídeo efetivamente cumpriu sua promessa de reduzir as injustiças e os erros humanos ou se apenas adicionou novas camadas de frustração. Será que o ser humano não está sabendo usar o VAR? Se o agente humano não consegue enxergar e interpretar corretamente a realidade apresentada no monitor, a culpa é realmente da tecnologia? O grande desafio atual é entender como os profissionais do esporte podem otimizar o uso da tecnologia para preservar a essência do futebol. Você acredita que o esporte evoluiu com o VAR? As injustiças diminuíram ou apenas mudaram de forma? Deixe seu ponto de vista nos comentários sobre como o ser humano pode gerir melhor essa inovação.



Alcune giornate del campionato italiano resteranno segnate come periodi confusi della storia recente dell'arbitraggio. Ciò che si è visto sui campi è stato un collasso della coerenza, con una serie di interventi che hanno alimentato le polemiche. L'aspettativa di decisioni inoppugnabili è stata sostituita da una realtà di incertezza, dove l'errore tecnologico è molto più difficile da digerire rispetto alla tradizionale svista umana dell'arbitro di campo.

L'analisi tecnica indica che il problema risiede nel modo dannoso in cui viene applicata la tecnologia. C'è la sensazione che il Var condizioni eccessivamente i direttori di gara, spesso ribaltando scelte corrette o figlie dell'interpretazione organica della partita. Questa dinamica toglie protagonismo a chi è sul terreno di gioco e sposta la responsabilità nella cabina di regia, generando un caos che danneggia la fluidità dello spettacolo e la credibilità delle istituzioni.

Esempi di questo disorientamento si sono visti in varie occasioni coinvolgendo Lazio, Fiorentina, Napoli e Verona. All'Olimpico, la mancanza di criteri è stata evidente: un fallo netto su Gila è stato ignorato, mentre un contatto quasi invisibile su Gudmundsson è diventato rigore. Allo stadio Maradona, l'operato di Marchetti è stato snaturato dalla tecnologia. L'arbitro aveva scelto di lasciar correre su tocchi di mano dubbi, ma il Var è intervenuto per assegnare un rigore al Verona e annullare un gol al Napoli, ignorando l'oggettività della visuale di campo.

Il punto di rottura è la trasformazione del Var in un agente che "caccia" l'episodio anche dove non c'è nulla. Questa condotta sminuisce l'autorità degli arbitri e crea una confusione mediatica senza precedenti. L'errore sul gol regolarissimo di Dimarco è l'esempio definitivo: un fuorigioco segnalato da un assistente che non vuole più assumersi rischi. Se tutte le decisioni vengono delegate al supporto digitale, la necessità di avere arbitri in campo viene meno, suggerendo un futuro dove l'elemento umano è superfluo.

La discussione sull’efficacia di questi strumenti nel calcio contemporaneo non è mai stata così necessaria. Resta da capire se l’arbitro video abbia effettivamente mantenuto la promessa di ridurre le ingiustizie e gli errori umani o se abbia semplicemente aggiunto nuovi strati di frustrazione. Possibile che l’essere umano non stia sapendo utilizzare il VAR? Se l’agente umano non riesce a vedere e interpretare correttamente la realtà mostrata sul monitor, la colpa è davvero del VAR? La grande sfida attuale è capire come i professionisti dello sport possano ottimizzare l’uso della tecnologia per preservare l’essenza del calcio. Credi che lo sport sia evoluto con il VAR? Le ingiustizie sono diminuite o hanno semplicemente cambiato forma? Lascia il tuo punto di vista nei commenti su come l’essere umano possa gestire meglio questa innovazione.




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