Hércules Meneses: Gattuso na corda bamba pelo Mundial                                                                       

Gattuso na corda bamba pelo Mundial

 


A impossibilidade de realizar um estágio preparatório antes do confronto decisivo contra a Irlanda do Norte expõe, de maneira inequívoca, as fragilidades estruturais que continuam a impactar o planejamento esportivo da seleção italiana. O cenário descrito revela um conflito recorrente entre a lógica competitiva do calendário nacional e as necessidades técnicas da equipe nacional, obrigando o comissário técnico Gennaro Gattuso a operar em condições significativamente limitadas.

A expectativa inicial era utilizar dois dias de trabalho em Coverciano como instrumento para romper um longo período sem atividades coletivas, marcado por quatro meses de distanciamento competitivo entre jogadores e comissão técnica. Essa preparação mínima permitiria alinhar conceitos, avaliar condições físicas e, sobretudo, restabelecer uma identidade coletiva antes de um jogo eliminatório de altíssima pressão. No entanto, a definição do calendário, que será oficializada apenas na semana seguinte, já indica que essa possibilidade foi descartada sem margem para negociação.

O impacto esportivo dessa decisão é direto. A Itália enfrentará um playoff em jogo único sem qualquer preparação específica, dependendo exclusivamente do entrosamento prévio dos atletas em seus clubes. O trabalho do treinador, nesse contexto, se desloca do campo para a gestão remota: contatos individuais, observações presenciais em partidas e tentativas de manter um vínculo mínimo com o grupo. Trata-se de uma estratégia paliativa, distante do ideal para um confronto que representa o último obstáculo rumo ao Mundial na América do Norte.

A tentativa de flexibilizar o calendário, inclusive com a hipótese de deslocamento de uma rodada inteira do campeonato, nunca se consolidou como alternativa real. Mesmo a proposta intermediária — redistribuir os jogos da Copa Itália para liberar dois dias em fevereiro — mostrou-se inviável. Além de exigir a renúncia a jogadores envolvidos nos confrontos coincidentes com o estágio, a negativa dos clubes estrangeiros em liberar seus atletas selou o fracasso da iniciativa. A manutenção do jogo atrasado na segunda-feira acabou sendo o ponto final de qualquer possibilidade de ajuste.

Diante desse quadro, a única concessão ainda em análise é a antecipação do maior número possível de partidas da trigésima rodada, prevista para 22 de março. Ainda assim, essa solução depende de variáveis externas, como eventuais compromissos continentais, que podem inviabilizar até mesmo um deslocamento mínimo de datas. Na prática, Gattuso poderá contar com apenas dois treinamentos completos antes do duelo decisivo. Um contexto que impõe limites claros à preparação técnica e reforça a complexidade logística que envolve a gestão da seleção em meio a um calendário saturado.


L’assenza di uno stage preparatorio alla vigilia dello spareggio decisivo contro l’Irlanda del Nord rappresenta una sintesi efficace delle criticità strutturali che continuano a condizionare la programmazione della Nazionale italiana. Il quadro che emerge mette in evidenza un conflitto ormai ricorrente tra le esigenze competitive del calendario domestico e le necessità tecniche della squadra azzurra, costringendo il commissario tecnico Gennaro Gattuso a operare in condizioni tutt’altro che ideali.

L’idea iniziale prevedeva due giorni di lavoro a Coverciano per interrompere un lungo periodo di inattività collettiva, durato circa quattro mesi. Un’opportunità minima ma strategica, utile per riallineare principi di gioco, verificare lo stato fisico dei calciatori e ristabilire un’identità comune prima di una sfida secca, carica di pressione e significato sportivo. Tuttavia, la definizione del calendario — la cui ufficialità arriverà solo nei prossimi giorni — ha di fatto escluso qualsiasi margine di manovra.

Le conseguenze sportive sono immediate. L’Italia affronterà un playoff decisivo senza una preparazione mirata, affidandosi esclusivamente al lavoro svolto dai giocatori nei rispettivi club. Il ruolo del tecnico, in questo contesto, si sposta inevitabilmente dal campo alla gestione a distanza: contatti telefonici, cene collettive quando possibili e una presenza costante sugli spalti per osservare partite e valutare potenziali innesti. Si tratta di strumenti utili ma insufficienti per sostituire un lavoro strutturato sul campo.

Le ipotesi di modifica del calendario, inclusa la possibilità di spostare un’intera giornata di campionato, non hanno mai trovato un reale sostegno. Anche la soluzione intermedia — ridistribuire le partite dei quarti di finale di Coppa Italia per liberare due giorni a febbraio — si è rivelata impraticabile. Oltre alla rinuncia forzata ad alcuni giocatori, la netta opposizione dei club stranieri ha reso evidente l’impossibilità di procedere.

La decisione definitiva è maturata nel momento in cui è apparso chiaro che la Lega non avrebbe rinunciato al posticipo del lunedì. Resta soltanto la possibilità di anticipare alcune gare della trentesima giornata, prevista per il 22 marzo, per consentire almeno un breve raduno. Anche questa opzione, però, è vincolata a variabili esterne e rischia di rimanere sulla carta.

Alla vigilia della sfida contro l’Irlanda del Nord, Gattuso potrà contare su appena un paio di allenamenti con il gruppo al completo. Una condizione che espone la Nazionale a un rischio evidente e che conferma come, nei momenti di massima pressione competitiva, la gestione del calendario continui a prevalere sulle esigenze tecniche della squadra azzurra.


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