Hércules Meneses: Crise e Sucessão na FIGC: Futuro do Futebol Italiano                                                                       

Crise e Sucessão na FIGC: Futuro do Futebol Italiano

 



A Serie A vive um momento decisivo nos bastidores após a renúncia de Gabriele Gravina, que levou ao cancelamento de uma reunião previamente agendada para discutir sua permanência. Diante do novo cenário, os clubes já se mobilizam para antecipar a próxima assembleia, inicialmente prevista para 20 de abril.

Segundo informações da imprensa italiana, há a possibilidade de o encontro ocorrer já no dia 13 ou até mesmo em 10 de abril, refletindo o caráter emergencial da situação. O principal tema será a sucessão na presidência da FIGC, cuja definição deve acontecer após as eleições marcadas para 22 de junho.

O prazo para a apresentação oficial de candidaturas se encerra em 13 de maio, o que aumenta a pressão por um alinhamento rápido entre os clubes da elite italiana. Mais do que escolher um nome, a prioridade é estabelecer uma estratégia comum que fortaleça o papel da liga no cenário do futebol nacional.

O presidente da liga, Ezio Maria Simonelli, destacou a necessidade de protagonismo da competição: a ideia é que a Serie A assuma uma posição de liderança, promovendo reformas estruturais, incentivando o desenvolvimento de jovens talentos e reforçando a governança e a saúde financeira dos clubes.

Apesar de ainda não haver discussões formais sobre candidatos, o dirigente reconheceu que o momento exige ação imediata. A expectativa é de que os 20 clubes atuem em conjunto para influenciar o processo eleitoral e garantir que o futuro presidente da federação esteja alinhado com os interesses da principal liga do país.

O futebol italiano vive mais um capítulo turbulento de sua história institucional. As recentes dimissões de Gabriele Gravina da presidência da FIGC (Federação Italiana de Futebol) abriram oficialmente a corrida pela sucessão, ainda que o calendário eleitoral preveja a abertura formal da campanha apenas dentro de 40 dias. A saída de Gravina, no entanto, não significa o fim de sua influência: o dirigente continua a exercer peso político sobre diversas componentes federais e pode, de forma indireta, determinar quem ocupará o novo posto máximo do futebol italiano.

Ao mesmo tempo, paira sobre o cenário a possibilidade de commissariamento, uma intervenção externa que já ocorreu em momentos críticos da história da federação e que não está totalmente descartada pelo governo.


Gravina: Saída Estratégica, mas Não Definitiva

Apesar de ter renunciado, Gravina não está fora do jogo. Seu nome continua a circular nos bastidores e sua capacidade de articulação política permanece intacta. Segundo informações divulgadas pelo jornal La Repubblica, Gravina estaria disposto a patrocinar a candidatura de Giancarlo Abete, ex-presidente da FIGC entre 2007 e 2014 e atual líder da Lega Nazionale Dilettanti desde 2022.

Essa escolha teria também um caráter de revanche contra o ministro Andrea Abodi, responsável por pressionar publicamente pela saída de Gravina após a não classificação da seleção italiana para a Copa do Mundo. Curiosamente, Gravina havia apoiado Abodi em 2017 como possível presidente da FIGC, mas a relação entre ambos se deteriorou e transformou antigos aliados em rivais.


Malagò: O Retorno do Ex-Presidente do CONI

Outro nome de peso que surge na disputa é o de Giovanni Malagò, ex-presidente do CONI (Comitê Olímpico Nacional Italiano). Malagò já iniciou sua movimentação política, buscando apoio entre clubes da Série A e dirigentes influentes. Entre seus aliados está Aurelio De Laurentiis, presidente do Napoli, que recentemente o chamou de “amigo de longa data”.

Malagò tem até o dia 13 de maio para oficializar sua candidatura, com eleições previstas para 22 de junho. O dirigente aposta em sua experiência e em sua capacidade de articulação, lembrando sua vitória em 2013, quando superou Raffaele Pagnozzi na disputa pela presidência do CONI.

O ex-presidente do CONI também vê na candidatura uma oportunidade de fortalecer o projeto de trazer novamente os Jogos Olímpicos para Roma, um sonho que ainda não foi abandonado.


A Rede de Apoios e a Disputa de Bastidores

Para vencer, Malagò precisa consolidar uma maioria sólida. O objetivo é chegar ao prazo final de candidatura já com a vitória praticamente assegurada, contando com o apoio dos dilettanti, jogadores, treinadores e clubes da Série A. Essa estratégia busca evitar surpresas de última hora, como candidaturas inesperadas que possam fragmentar os votos.

Entre os possíveis nomes que poderiam surgir está Matteo Marani, presidente da Lega Pro. Além disso, há uma expectativa entre os jogadores de que finalmente surja uma candidatura própria, representando diretamente os atletas. Nesse contexto, o nome de Demetrio Albertini, ex-meio-campista do Milan e ex-vice-presidente da FIGC, volta a ser cogitado.

Albertini já tentou se candidatar em 2014 e enfrentou resistência do sistema, assim como Damiano Tommasi em 2018. A diferença agora é que, caso sua candidatura seja apresentada pela Lega Dilettanti, poderia ganhar força real.


O Fantasma do Commissariamento

Apesar das movimentações eleitorais, não se pode ignorar a possibilidade de commissariamento. O ministro Abodi, que recebeu a missão diretamente do governo, ainda considera essa hipótese. Em 2018, após a primeira exclusão da Itália da Copa do Mundo, a eleição da FIGC terminou em impasse: nenhum dos três candidatos conseguiu maioria simples, e Malagò, então presidente do CONI, foi obrigado a intervir e nomear um comissário.

Esse precedente serve como alerta. Caso a eleição de junho não produza um vencedor claro, o governo poderia novamente recorrer a essa solução, mantendo o controle sobre os rumos da federação.


Análise Política e Esportiva

O cenário atual revela a complexidade da política esportiva italiana. A FIGC não é apenas uma entidade administrativa: é um espaço de disputa de poder que envolve clubes, dirigentes, jogadores, treinadores e até o governo.

  • Gravina: mesmo fora da presidência, busca manter influência e garantir que seu legado não seja apagado.

  • Abete: representa a continuidade de uma gestão tradicional, com experiência acumulada.

  • Malagò: aposta em sua capacidade de articulação e em sua imagem pública para conquistar apoio.

  • Albertini: simboliza a tentativa dos jogadores de ganhar protagonismo político dentro da federação.

  • Abodi: como ministro, atua como fiscalizador e pode intervir diretamente caso o processo eleitoral fracasse.


O futebol italiano vive um momento decisivo. A sucessão de Gravina abre espaço para diferentes projetos e visões de futuro, mas também expõe fragilidades institucionais que podem levar a novos impasses.

Seja com Abete, Malagò, Albertini ou outro nome, o próximo presidente da FIGC terá a missão de reconstruir a credibilidade da federação e preparar o terreno para que a seleção italiana volte a ocupar o lugar que lhe cabe no cenário mundial.

Enquanto isso, o fantasma do commissariamento continua à espreita, lembrando que, em momentos de crise, o futebol italiano sempre esteve sujeito a soluções emergenciais.


Gianni Rivera surpreende e anuncia intenção de disputar presidência da FIGC

Uma candidatura inesperada e simbólica: Gianni Rivera, primeiro italiano a conquistar a Bola de Ouro, anunciou publicamente sua intenção de disputar a presidência.

Rivera revelou que possui um programa estruturado em colaboração com amigos e especialistas, entre eles o filho de Angelo Sormani. Segundo ele, trata-se de um modelo de gestão que pode oferecer soluções para os problemas crônicos da Federação. Em entrevista ao programa “Caffè”, da Rai Radio 1 Sport, Rivera foi direto ao comentar a ausência da Itália na última Copa do Mundo: “Não há motivo para surpresa. Os problemas são profundos e ainda não foram superados”.

O sistema eleitoral da FIGC é complexo e reflete a diversidade do futebol italiano. São 516 votos distribuídos entre diferentes componentes:

  • Série A: 20 delegados, peso total de 92,88 votos (18%)

  • Série B: 20 delegados, 30,96 votos (6%)

  • Lega Pro: 57 delegados, 61,902 votos (12%)

  • LND (Liga Nacional de Amadores): 99 delegados, 175,428 votos (34%)

  • Jogadores: 52 delegados, 103,168 votos (20%)

  • Treinadores: 26 delegados, 51,584 votos (10%)

O presidente será eleito por maioria absoluta dos votos válidos, incluindo as cédulas em branco, mas excluindo os votos nulos.

A entrada de Rivera, ícone do Milan e da seleção italiana, adiciona peso simbólico e histórico ao pleito. Sua candidatura, ainda não oficializada, pode mobilizar setores que buscam renovação e credibilidade para o futebol italiano, que vive um momento de crise técnica e institucional.






La Serie A attraversa una fase delicata dopo le dimissioni di Gabriele Gravina, che hanno reso inutile la riunione prevista nei giorni scorsi. Di fronte a questa situazione, i club stanno valutando di anticipare la prossima assemblea, inizialmente fissata per il 20 aprile.

L’incontro potrebbe infatti svolgersi già il 13 o addirittura il 10 aprile, a causa dell’urgenza legata alla nomina del nuovo presidente della FIGC, che dovrebbe essere designato dopo le elezioni del 22 giugno.

Con la scadenza per la presentazione delle candidature fissata al 13 maggio, i club di massima serie avvertono la necessità di un confronto immediato. L’obiettivo non è solo individuare un candidato, ma soprattutto definire una linea comune per rafforzare il peso della lega nel sistema calcistico italiano.

Il presidente della lega, Ezio Maria Simonelli, ha sottolineato l’importanza di un ruolo guida: la Serie A vuole tornare protagonista attraverso riforme, valorizzazione dei giovani e un miglioramento della governance e della solidità economica delle società.

Al momento non ci sono ancora candidati ufficiali in discussione, ma il tempo stringe. I 20 club puntano a fare fronte comune per incidere sulle scelte future e assicurarsi che il prossimo presidente della federazione condivida le loro priorità strategiche.

Il calcio italiano sta vivendo un nuovo capitolo turbolento della sua storia istituzionale. Le recenti dimissioni di Gabriele Gravina dalla presidenza della FIGC (Federazione Italiana Giuoco Calcio) hanno ufficialmente aperto la corsa alla successione, anche se il calendario elettorale prevede l’apertura formale della campagna soltanto tra quaranta giorni. La sua uscita, tuttavia, non significa la fine della sua influenza: Gravina continua a esercitare un peso politico su diverse componenti federali e potrebbe, indirettamente, determinare chi sarà il nuovo vertice del calcio italiano.

Allo stesso tempo, sullo sfondo rimane la possibilità di un commissariamento, un intervento esterno che già in passato ha segnato momenti critici della federazione e che non è del tutto escluso dal governo.

Gravina: Uscita Strategica, ma Non Definitiva

Nonostante le dimissioni, Gravina non è fuori dai giochi. Il suo nome continua a circolare nei corridoi e la sua capacità di tessere alleanze rimane intatta. Secondo quanto riportato da La Repubblica, Gravina sarebbe pronto a sponsorizzare la candidatura di Giancarlo Abete, già presidente della FIGC dal 2007 al 2014 e attuale numero uno della Lega Nazionale Dilettanti dal 2022.

Questa scelta avrebbe anche un carattere di rivalsa nei confronti del ministro Andrea Abodi, colui che ha chiesto pubblicamente le dimissioni di Gravina dopo la mancata qualificazione della Nazionale ai Mondiali. Curiosamente, Gravina aveva sostenuto proprio Abodi nel 2017 come possibile presidente della FIGC, ma la relazione tra i due si è incrinata trasformando un alleato in rivale.

Malagò: Il Ritorno dell’Ex Presidente del CONI

Un altro nome di peso nella corsa è quello di Giovanni Malagò, ex presidente del CONI. Malagò ha già iniziato a muoversi politicamente, cercando appoggi tra i club di Serie A e tra dirigenti influenti. Tra i suoi alleati figura Aurelio De Laurentiis, presidente del Napoli, che lo ha definito recentemente “amico di lunga data”.

Malagò ha tempo fino al 13 maggio per ufficializzare la sua candidatura, con elezioni fissate per il 22 giugno. Il dirigente punta sulla sua esperienza e sulla capacità di costruire consenso, ricordando la vittoria del 2013 quando superò Raffaele Pagnozzi nella corsa alla presidenza del CONI.

La sua candidatura è anche legata al sogno di riportare i Giochi Olimpici a Roma, un progetto che continua ad affascinarlo e che potrebbe trovare nuova linfa con un ritorno al vertice sportivo nazionale.

La Rete di Appoggi e la Battaglia nei Corridoi

Per vincere, Malagò deve consolidare una maggioranza solida. L’obiettivo è arrivare alla scadenza del 13 maggio già con la vittoria praticamente blindata, contando sull’appoggio dei dilettanti, calciatori, allenatori e club di Serie A. Questa strategia mira a evitare sorprese dell’ultimo minuto, come candidature inattese che potrebbero frammentare i voti.

Tra i possibili outsider figura Matteo Marani, presidente della Lega Pro. Inoltre, c’è attesa tra i calciatori affinché emerga finalmente una candidatura forte che li rappresenti direttamente. In questo contesto, torna il nome di Demetrio Albertini, ex centrocampista del Milan ed ex vice presidente della FIGC.

Albertini aveva già tentato la candidatura nel 2014, trovando resistenze da parte del sistema, così come Damiano Tommasi nel 2018. La differenza oggi è che, se la sua candidatura fosse sostenuta dalla Lega Dilettanti, potrebbe avere una reale possibilità di successo.

Il Fantasma del Commissariamento

Nonostante le manovre elettorali, non si può ignorare la possibilità di un commissariamento. Il ministro Abodi, investito direttamente dal governo, non ha abbandonato questa ipotesi. Nel 2018, dopo la prima esclusione della Nazionale dai Mondiali, le elezioni FIGC terminarono in stallo: nessuno dei tre candidati riuscì a ottenere la maggioranza semplice e Malagò, allora presidente del CONI, fu costretto a commissariare la federazione.

Quel precedente rimane un monito. Se le elezioni di giugno non produrranno un vincitore chiaro, il governo potrebbe nuovamente ricorrere a questa soluzione, mantenendo il controllo sui destini della FIGC.

Analisi Politica e Sportiva

Il quadro attuale rivela tutta la complessità della politica sportiva italiana. La FIGC non è soltanto un ente amministrativo: è un terreno di scontro tra club, dirigenti, calciatori, allenatori e governo.

  • Gravina: pur dimissionario, cerca di mantenere influenza e garantire continuità al suo operato.

  • Abete: rappresenta la tradizione e l’esperienza di una gestione consolidata.

  • Malagò: punta sulla sua immagine pubblica e sulla capacità di costruire alleanze.

  • Albertini: simboleggia la volontà dei calciatori di avere voce politica nella federazione.

  • Abodi: come ministro, vigila sul processo e può intervenire direttamente in caso di impasse.


Il calcio italiano si trova davanti a un bivio. La successione di Gravina apre la strada a diversi progetti e visioni, ma mette anche in luce fragilità istituzionali che potrebbero portare a nuovi stalli.

Che sia Abete, Malagò, Albertini o un altro nome, il prossimo presidente della FIGC dovrà ricostruire la credibilità della federazione e preparare il terreno affinché la Nazionale torni protagonista nel panorama mondiale.

Nel frattempo, il fantasma del commissariamento continua a incombere, ricordando che nei momenti di crisi il calcio italiano è sempre stato soggetto a soluzioni straordinarie.


Gianni Rivera si candida alla guida della FIGC:
un nuovo capitolo per il calcio italiano

L’autocandidatura di Gianni Rivera, primo Pallone d’Oro italiano, ha destato grande attenzione.

Rivera ha dichiarato di avere un programma chiaro, elaborato insieme ad amici e collaboratori, tra cui il figlio di Angelo Sormani. Secondo l’ex campione, il modello proposto potrebbe aiutare la Federazione a superare le difficoltà attuali. Intervenuto al programma “Caffè” su Rai Radio 1 Sport, Rivera ha commentato con franchezza la mancata qualificazione dell’Italia al Mondiale: “Non c’è da meravigliarsi. I problemi sono gravi e non li abbiamo ancora superati”.

Il meccanismo di voto della FIGC è articolato e assegna un totale di 516 voti ai delegati delle varie componenti:

  • Serie A: 20 delegati, 92,88 voti complessivi (18%)

  • Serie B: 20 delegati, 30,96 voti (6%)

  • Lega Pro: 57 delegati, 61,902 voti (12%)

  • LND (Lega Nazionale Dilettanti): 99 delegati, 175,428 voti (34%)

  • Calciatori: 52 delegati, 103,168 voti (20%)

  • Allenatori: 26 delegati, 51,584 voti (10%)

Il presidente federale sarà eletto con la maggioranza assoluta dei voti validi, comprese le schede bianche ma escluse quelle nulle.

La candidatura di Rivera, leggenda del Milan e della Nazionale, porta con sé un forte valore simbolico. In un momento di crisi tecnica e istituzionale, la sua figura potrebbe rappresentare un punto di svolta e un richiamo alla tradizione, ma anche alla necessità di rinnovamento.


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