O futebol italiano. A paixão, os ídolos, o glamour da Serie A. Mas, por trás das câmeras e dos aplausos, uma história obscura está vindo à tona. Uma história sobre dinheiro que desaparece, silêncio administrativo e uma batalha judicial que envolve 200 nomes que já brilharam nos gramados. O que está acontecendo com o dinheiro que os jogadores são obrigados a poupar?
Tudo começa com o "Fondo di Fine Carriera". A ideia parece boa: uma associação sem fins lucrativos criada para garantir uma indenização ao jogador quando ele pendura as chuteiras. Mas a realidade é imposta. Não há escolha. O desconto de 7,5% é automático. Clubes e a Federação Italiana, a FIGC, retêm o dinheiro na fonte. O teto? Mais de 8.300 euros mensais.
Com tanto dinheiro girando, quem controla? A governança inclui a AIC (Associação de Jogadores), a AIAC (Treinadores) e as ligas. Parece seguro, certo? Errado.
Emiliano Viviano, ex-goleiro da Serie A. Ele tentou o óbvio: perguntar onde estava o dinheiro dele. Ele pediu os balanços do Fundo. A resposta? Não. O silêncio. Hoje, o caso é um contencioso pendente no Tribunal de Roma. Viviano não está sozinho. Cerca de 200 ex-atletas e treinadores se uniram, assessorados pela consultoria Offside FC e pelo escritório T-Legal. Eles exigem transparência.
A situação é crítica para quem jogou nas Séries B e C. Muitos atletas nem sabiam que tinham direito a receber esse dinheiro. Outros relatam ter recebido menos do que o devido, precisando lutar para conseguir integrações. E tem os estrangeiros, que atuam meses na Itália e contribuem, mas enfrentam barreiras intransponíveis para reaver o valor.
Até o campeão do mundo de 1990, o alemão Thomas Berthold, engrossa a lista. Ele afirmou categoricamente: recebeu menos do que lhe era devido.
Beppe Dossena apelou aos grandes líderes: "Bonucci, Chiellini, Buffon... eles podem nos ajudar". Viviano faz as contas: desde 1975, mais de 60.000 jogadores passaram pelas Séries A e B. A estimativa é de mais de 120 milhões de euros movimentados.
O presidente do Fundo, Leonardo Grosso, insiste que tudo é transparente, auditado e que os jogadores podem ver tudo online. Mas, se tudo está claro, por que a batalha judicial? A decisão do tribunal de Roma pode mudar tudo, definindo o direito de controle dos atletas sobre suas próprias finanças. O futebol italiano está diante de um espelho, e a imagem não é bonita.
Il calcio italiano. La passione, gli idoli, il glamour della Serie A. Ma, dietro le telecamere e gli applausi, una storia oscura sta venendo a galla. Una storia di denaro che scompare, silenzio amministrativo e una battaglia giudiziaria che coinvolge 200 nomi che hanno brillato sui campi. Cosa sta succedendo al denaro che i calciatori sono obbligati a risparmiare?
Tutto inizia con il "Fondo di Fine Carriera". L'idea sembra buona: un'associazione senza scopo di lucro creata per garantire un'indennità al calciatore quando appende le scarpe al chiodo. Ma la realtà è imposta. Non c'è scelta. La trattenuta del 7,5% è automatica. Società e Federazione Italiana Giuoco Calcio (FIGC) trattengono il denaro alla fonte. Il tetto? Oltre 8.300 euro mensili.
Con così tanto denaro in giro, chi controlla? La governance include l'AIC (Associazione Calciatori), l'AIAC (Allenatori) e le leghe. Sembra sicuro, vero? Sbagliato.
Emiliano Viviano, ex portiere di Serie A. Ha tentato l'ovvio: chiedere dov'erano i suoi soldi. Ha chiesto i bilanci del Fondo. La risposta? No. Il silenzio. Oggi, il caso è un contenzioso pendente presso il Tribunale di Roma. Viviano non è solo. Circa 200 ex atleti e allenatori si sono uniti, assistiti dalla società di consulenza Offside FC e dallo studio T-Legal. Esigono trasparenza.
La situazione è critica per chi ha giocato in Serie B e C. Molti atleti non sapevano nemmeno di avere diritto a ricevere questo denaro. Altri riferiscono di aver ricevuto meno del dovuto, dovendo lottare per ottenere integrazioni. E ci sono gli stranieri, che giocano mesi in Italia e contribuiscono, ma affrontano barriere insormontabili per recuperare la somma.
Anche il campione del mondo del 1990, il tedesco Thomas Berthold, ingrossa la lista. Ha dichiarato categoricamente: ha ricevuto meno di quanto gli spettasse.
Beppe Dossena ha fatto appello ai grandi leader: "Bonucci, Chiellini, Buffon... loro possono aiutarci". Viviano fa i conti: dal 1975, oltre 60.000 calciatori sono passati tra Serie A e Serie B. La stima è di oltre 120 milioni di euro movimentati.
Il presidente del Fondo, Leonardo Grosso, insiste che tutto è trasparente, revisionato e che i giocatori possono vedere tutto online. Ma, se tutto è chiaro, perché la battaglia giudiziaria? La decisione del tribunale di Roma potrebbe cambiare tutto, definendo il diritto di controllo degli atleti sulle proprie finanze. Il calcio italiano è davanti a uno specchio, e l'immagine non è bella.
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