Hércules Meneses: Crise na seleção italiana pressiona comando da federação e abre disputa política no futebol                                                                       

Crise na seleção italiana pressiona comando da federação e abre disputa política no futebol

 




A crise da seleção italiana voltou a expor fragilidades estruturais no comando do futebol do país. Após a terceira ausência consecutiva em Copas do Mundo — confirmada com a derrota nos pênaltis para a Bósnia — o presidente da FIGC, Gabriele Gravina, passou a enfrentar forte pressão política e institucional.

O debate ganhou força inclusive no governo. O ministro do Esporte, Andrea Abodi, mencionou diretamente a responsabilidade da cúpula da federação e chegou a levantar a possibilidade de intervenção externa. Nos bastidores, uma reunião entre Gravina e representantes das principais ligas — Série A, Série B, Lega Pro, além de associações de jogadores e treinadores — deve definir os próximos passos.

Sistema sem voto de desconfiança

Diferentemente do que ocorre na política tradicional, o estatuto da FIGC não prevê um mecanismo direto de “voto de desconfiança” para destituir o presidente. Assim, mesmo diante de resultados esportivos negativos e pressão interna, Gravina não pode ser removido por votação simples.

A única alternativa seria indireta: uma renúncia coletiva dos membros do conselho federal ou a perda da maioria de apoio. Nesse cenário, todo o conselho — incluindo o presidente — seria automaticamente dissolvido, abrindo caminho para novas eleições em até 90 dias.

Demissão: o caminho mais direto

Do ponto de vista jurídico, a saída mais simples seria a renúncia voluntária de Gravina. Caso isso aconteça, tanto ele quanto o conselho perderiam seus cargos imediatamente, mantendo apenas funções administrativas até a eleição de uma nova liderança.

O processo eleitoral da FIGC envolve um sistema de votos ponderados, no qual diferentes setores do futebol têm pesos distintos. A Liga Nacional Amadora lidera com maior influência, seguida por jogadores, clubes da elite e outras categorias.

Entre os possíveis sucessores, já circulam nomes como Giovanni Malagò e Giancarlo Abete, figuras conhecidas no cenário esportivo italiano.

Intervenção é improvável no curto prazo

Apesar das declarações políticas, a hipótese de intervenção externa — prevista no estatuto do CONI — é considerada pouco provável neste momento. As regras exigem falhas graves de gestão ou impossibilidade de funcionamento institucional, o que não se configura apenas por resultados ruins em campo.

Historicamente, intervenções na federação ocorreram em cenários mais amplos de crise administrativa. Um exemplo recente foi após a saída de Carlo Tavecchio, quando houve paralisação interna e perda de governabilidade.

Futuro indefinido

Mais do que uma simples crise esportiva, o momento atual reflete uma disputa política interna. O ponto central agora é saber se Gravina ainda possui apoio suficiente para permanecer no cargo ou se o sistema optará por iniciar um novo ciclo no comando do futebol italiano.




La Russa critica a Azzurra e pede mudanças profundas

O presidente do Senado italiano, Ignazio La Russa, não poupou críticas à Seleção Italiana após a derrota para a Bósnia. Em entrevista ao programa Un giorno da pecora, da Radio1, La Russa afirmou que não se trata de pedir demissões, mas de exigir mudanças estruturais:

“Não me interessam as demissões, mas digo algo que já afirmei em tempos não suspeitos: é preciso fazer mudanças profundas e cada equipe deve escalar pelo menos quatro italianos durante todos os minutos da partida.”

La Russa destacou que não pede a saída de Gattuso, mas que o treinador deve refletir sobre o resultado:

“Não quero tirar Gattuso, deve decidir ele. Se fosse um clube como o Sassuolo perdendo a partida da vida, eu me preocuparia. Mas a Seleção é diferente.”

O senador classificou a atuação como “horrível” e ironizou os comentários pós-jogo, dizendo que pareciam comemorar uma vitória. Para ele, perder contra um país com pouco mais de 3,5 milhões de habitantes, “menos que a Sicília”, é inadmissível.

Apesar das críticas, La Russa reconheceu que torce por Gattuso e pela Itália, embora mantenha suas reservas:

“Quando escolheram Gattuso, manifestei minhas dúvidas, mas logo depois passei a torcer por ele e pela Itália. As dúvidas continuam.”




De Laurentiis pede “reset” no futebol italiano após novo fracasso da seleção

O novo fracasso da seleção italiana — fora da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva após derrota para a Bósnia nos pênaltis — reacendeu o debate estrutural no futebol do país. E uma das vozes mais contundentes foi a de Aurelio De Laurentiis, presidente do SSC Napoli.

Em entrevista à rádio CRC, o dirigente defendeu mudanças profundas: “É preciso resetar tudo, sem medo de recomeçar do zero. Jogamos demais, são muitos times. A Serie A deveria ter 16 clubes, e a seleção precisa de dois meses para treinar adequadamente”.

Calendário inflado e desgaste dos jogadores

De Laurentiis criticou diretamente o atual formato da Serie A, que conta com 20 equipes. Para ele, o excesso de jogos — incluindo competições internacionais e amistosos comerciais, como a Supercopa em países como a Arábia Saudita — prejudica o desempenho dos atletas e, consequentemente, da seleção.

Segundo o dirigente, os clubes investem nos jogadores e acabam sendo prejudicados pelo calendário apertado, enquanto entidades como FIFA e UEFA não arcam com esses custos.

Debate antigo, mas sem consenso

A discussão sobre reduzir o número de clubes na elite italiana não é nova. Em uma assembleia da Lega Serie A, realizada há dois anos, foi colocada em votação a proposta de diminuir o campeonato para 18 equipes.

O resultado, no entanto, mostrou resistência: apenas quatro gigantes — Inter, Juventus FC, AC Milan e AS Roma — apoiaram a mudança. Outros 16 clubes votaram pela manutenção do modelo atual, incluindo o próprio Napoli, presidido por De Laurentiis.

Entre os que defenderam os 20 times estão equipes como Atalanta BC, SS Lazio e Torino FC, refletindo o interesse coletivo em preservar o formato vigente.

Seleção como prioridade

Para De Laurentiis, a solução passa por uma reformulação ampla: menos clubes, menos jogos e mais tempo dedicado à seleção nacional. A proposta inclui até dois meses exclusivos para preparação da equipe, algo raro no futebol moderno.

Apesar das críticas, o desafio é político e econômico. Reduzir o número de clubes implica redistribuição de receitas e mudanças profundas no sistema — algo que, até agora, não encontrou apoio suficiente dentro do futebol italiano.



La crisi della Nazionale italiana riaccende il dibattito sulla governance del calcio e mette sotto pressione il presidente della FIGC, Gabriele Gravina. Dopo la terza mancata qualificazione consecutiva ai Mondiali, arrivata con la sconfitta ai rigori contro la Bosnia, il tema è diventato anche politico.

Il ministro dello Sport, Andrea Abodi, ha richiamato apertamente le responsabilità della dirigenza federale, evocando persino l’ipotesi di commissariamento. Nelle prossime ore è atteso un incontro decisivo tra Gravina e i vertici delle principali componenti del sistema calcistico.

Nessuna sfiducia formale

Nel sistema federale italiano non esiste un voto di sfiducia come in ambito parlamentare. Lo statuto della FIGC non consente di destituire direttamente il presidente in carica.

L’unica via passa da una crisi interna al Consiglio federale: dimissioni collettive o perdita della maggioranza porterebbero alla decadenza automatica dell’intero organo, presidente incluso, e all’avvio di nuove elezioni entro 90 giorni.

Dimissioni come soluzione più lineare

La strada più diretta resta quella delle dimissioni volontarie. In questo caso, decadrebbero immediatamente presidente e Consiglio, con gestione temporanea fino alla nuova assemblea elettiva.

Tra i possibili candidati alla successione emergono i nomi di Giovanni Malagò e Giancarlo Abete, già protagonisti del panorama sportivo nazionale.

Commissariamento difficile senza crisi istituzionale

L’ipotesi di commissariamento, prevista dallo statuto del CONI, richiede condizioni ben più gravi: irregolarità gestionali o blocco del funzionamento degli organi.

I precedenti storici, come quello seguito alle dimissioni di Carlo Tavecchio, confermano che serve una crisi istituzionale profonda, non solo un fallimento sportivo.

Una crisi più politica che sportiva

Il vero nodo resta politico: capire se Gravina manterrà il sostegno necessario per restare alla guida della federazione o se il sistema calcistico italiano aprirà una nuova fase, ridisegnando i propri equilibri interni.

La Russa attacca la Nazionale: “Servono cambiamenti radicali”

Il presidente del Senato, Ignazio La Russa, ha commentato duramente la sconfitta dell’Italia contro la Bosnia. Intervenendo a Un giorno da pecora su Radio1, ha ribadito che non si tratta di chiedere dimissioni, ma di riforme:

“Non mi interessano le dimissioni, ma dico una cosa detta in tempi non sospetti: servono profondi cambiamenti e ogni squadra deve schierare almeno quattro italiani per tutti i minuti della partita.”

La Russa ha sottolineato che non vuole togliere Gattuso dal suo ruolo, ma che l’allenatore deve riflettere:

“Non lo voglio levare Gattuso, deve decidere lui. Se fossi al posto di un club come il Sassuolo che perde la partita della vita, mi porrei il problema. Ma la Nazionale è diversa.”

Il senatore ha definito la partita “orribile” e ha ironizzato sulle interviste post-gara, che sembravano celebrare una vittoria. Per lui, perdere contro una nazione con 3,5 milioni di abitanti, “meno della Sicilia”, è inaccettabile.

Pur criticando, La Russa ha ribadito il suo sostegno:

“Quando è stato scelto Gattuso, ho espresso perplessità, ma subito dopo ho tifato per lui e per l’Italia. Le perplessità restano.”


 

De Laurentiis: “Serve un reset totale”. Scontro sul futuro della Serie A

Dopo l’ennesimo fallimento della Nazionale italiana, esclusa dai Mondiali per la terza volta consecutiva dopo la sconfitta ai rigori contro la Bosnia, Aurelio De Laurentiis torna a scuotere il sistema calcio.

Il presidente del SSC Napoli, intervenuto a Radio CRC, ha lanciato un messaggio chiaro: “Bisogna resettare senza paura. Si gioca troppo, ci sono troppe squadre: dobbiamo passare a 16 e dare alla Nazionale il tempo necessario per allenarsi”.

Troppe partite, sistema da rivedere

Nel mirino del dirigente c’è il formato della Serie A a 20 squadre. Secondo De Laurentiis, il calendario è eccessivamente carico, tra campionato, coppe e competizioni internazionali, con ricadute negative sulle prestazioni dei giocatori.

Ha inoltre criticato eventi come le Supercoppe disputate all’estero, sottolineando come i club sostengano i costi dei calciatori, a differenza di FIFA e UEFA.

La riforma mancata

Il tema della riduzione delle squadre è stato già affrontato dalla Lega Serie A. In una votazione di due anni fa, solo Inter Milan, Juventus FC, AC Milan e AS Roma si espressero a favore della riduzione a 18 squadre.

La maggioranza dei club — tra cui Atalanta BC, SS Lazio e Torino FC — votò invece per mantenere il formato attuale a 20 squadre, confermando lo status quo.

Nodo politico ed economico

La proposta di De Laurentiis riapre un dibattito complesso, che intreccia interessi sportivi ed economici. Ridurre il numero di squadre significherebbe ridisegnare il sistema di distribuzione delle risorse e il peso delle diverse componenti del calcio italiano.

Per ora, il “reset” invocato dal patron del Napoli resta una provocazione forte, ma difficile da realizzare senza un consenso ampio all’interno del sistema.

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