
A Lazio voltou a colocar o projeto do Estádio Flaminio na mesa. E o relógio começou a correr de novo. Recomeçou a conferência de serviços preliminar para a requalificação do estádio histórico de Pier Luigi Nervi. O motivo: o clube de Claudio Lotito entregou na terça-feira as mudanças pedidas pelas autoridades nas últimas semanas. Se não houver novos atrasos, o processo vai até o início de agosto. Em 30 dias todos os órgãos envolvidos — Prefeitura, Região, Superintendência estadual e municipal, Prefeitura, Polícia, Corpo de Bombeiros e concessionárias de serviços públicos — precisam dar o parecer. Se for positivo, o projeto ainda terá que receber a declaração de “interesse público” da Junta e depois da Assembleia Capitolina. Ou seja: ainda tem muita burocracia pela frente.
Os dois nós que travam tudo
O último documento da Lazio tenta responder às críticas da Superintendência. E elas são duas, mas pesam como dez.
1. A marquise: É a única parte coberta da arquibancada do Flaminio. Os técnicos do patrimônio dizem: tem que ficar. A Lazio quer derrubar. Para o clube, atrapalha a visão moderna e a capacidade. Para Roma, é parte da identidade do estádio.
2. O segundo anel: A Lazio propõe criar um segundo nível que “engoliria” a estrutura atual de Nervi. O problema: esse anel pode apagar a assinatura arquitetônica mais famosa do Flaminio. A curva perfeita, o concreto aparente, a leveza. Para a Superintendência, seria como pintar um bigode na Mona Lisa.São esses os dois pontos que precisam ser resolvidos até a metade de agosto. Se não, o processo trava e o sonho de Lotito de ter um estádio próprio volta para a gaveta.
O novo ponto de vista: não é só um estádio. É um teste para Roma
Por trás das plantas e dos pareceres técnicos existe algo maior. A Lazio não está discutindo só arquibancada e cadeira. Está discutindo qual Roma ela quer para os próximos 30 anos. De um lado, Lotito defende um Flaminio funcional, rentável, com padrão europeu. Um estádio que gere receita, que tire a Lazio do aluguel do Olímpico e que dê ao clube poder de negociação.Do outro, a cidade defende um Flaminio-museu. Um monumento do pós-guerra, obra-prima de Nervi que não pode ser descaracterizada só para caber mais 5 mil torcedores.A reunião de hoje mostrou que o clima entre Formello e Campidoglio ainda é “positivo e propositivo”. Mas positivo não paga obra. E propositivo não resolve patrimônio.
O que está em jogo
Se a Lazio ceder na marquise e no anel, ganha velocidade, mas perde capacidade e receita.
Se a cidade ceder, ganha um clube feliz, mas perde um pedaço da sua história arquitetônica. O prazo é cruel: metade de agosto. Depois disso, qualquer impasse congela tudo por meses. Lotito já mostrou que está disposto a negociar. A cidade também. Mas alguém vai ter que abrir mão primeiro. No fim, o Flaminio virou mais que casa da Lazio. Virou o termômetro da relação entre futebol e cidade em Roma. Modernizar sem apagar. Lucrar sem destruir. É isso que está em disputa — tijolo por tijolo.
La Lazio ha rimesso il progetto dello Stadio Flaminio sul tavolo. E il cronometro è ripartito.Oggi è ripresa la conferenza dei servizi preliminare per la riqualificazione dell’impianto storico di Pier Luigi Nervi. La causa: il club di Claudio Lotito ha presentato martedì le modifiche richieste nelle scorse settimane dagli enti.Se non ci saranno ulteriori stop, i lavori andranno avanti fino a inizio agosto. Entro 30 giorni tutti i soggetti coinvolti — Comune, Regione, Soprintendenza statale e capitolina, Prefettura, Questura, Vigili del Fuoco e gestori dei servizi — dovranno esprimere il proprio parere.In caso di esito positivo, il progetto dovrà poi ottenere la dichiarazione di “pubblico interesse” prima dalla Giunta e poi dall’Assemblea Capitolina. La strada è ancora lunga.
I due nodi che bloccano tutto
L’ultimo documento presentato dalla Lazio punta a superare le criticità sollevate dalla Soprintendenza. E sono due, ma pesano come macigni.1. La pensilina. È l’unica parte di tribuna coperta del Flaminio. I tecnici del patrimonio dicono: va mantenuta. La Lazio vuole eliminarla. Per il club ostacola la visione moderna e la capienza. Per Roma è parte dell’identità dello stadio.2. Il secondo anello. La Lazio propone di realizzare un secondo livello che ingloberebbe l’attuale struttura di Nervi. Il dubbio: con questa modifica si perderebbe l’unicità della forma architettonica dell’opera. Per la Soprintendenza sarebbe come disegnare i baffi alla Gioconda.Questi sono i due punti da sciogliere entro la metà di agosto. Altrimenti l’iter si blocca e il sogno di Lotito di avere uno stadio di proprietà torna nel cassetto.
Il nuovo punto di vista: non è solo uno stadio. È un test per Roma
Dietro le planimetrie e i pareri tecnici c’è qualcosa di più grande.La Lazio non sta discutendo solo di tribune e sedili. Sta discutendo che tipo di Roma vuole per i prossimi 30 anni.Da una parte Lotito chiede un Flaminio funzionale, redditizio, a standard europei. Uno stadio che generi ricavi, che tolga la Lazio dall’affitto dell’Olimpico e che dia al club potere contrattuale.Dall’altra la città difende un Flaminio-monumento. Un’opera del dopoguerra, capolavoro di Nervi che non può essere snaturato solo per guadagnare 5mila posti in più.I confronti tra Formello e Campidoglio restano “positivi e propositivi”. Ma positivo non paga i lavori. E propositivo non risolve il tema del patrimonio.
Cosa c’è in gioco
Se la Lazio cede su pensilina e anello, guadagna velocità ma perde capienza e ricavi.
Se la città cede, accontenta un club ma perde un pezzo della sua storia architettonica.La scadenza è crudele: metà agosto. Dopo, ogni impasse congela tutto per mesi.Lotito ha dimostrato disponibilità al dialogo. Anche la città. Ma qualcuno dovrà fare il primo passo indietro.Alla fine il Flaminio è diventato più della casa della Lazio. È diventato il termometro del rapporto tra calcio e città a Roma.Modernizzare senza cancellare. Guadagnare senza distruggere. È questo che è in ballo — mattone dopo mattone.
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