Hércules Meneses: O Retorno do Campeão: Roberto Mancini e a Segunda Chance na Seleção Italiana                                                                       

O Retorno do Campeão: Roberto Mancini e a Segunda Chance na Seleção Italiana

 

Após uma saída polêmica em 2023 e passagens pelo Oriente Médio, o técnico reassume a Azzurra sob nova gestão na FIGC.

Certos amores não apenas dão voltas imensas para depois retornar; eles também desafiam a lógica do futebol. A volta de Roberto Mancini ao comando da Seleção Italiana é a prova viva de que o destino no esporte é cíclico e, muitas vezes, surpreendente. Após uma saída conturbada em 2023, que deixou feridas abertas na torcida e na federação, o treinador jesino está oficialmente de volta ao banco da Azzurra. O anúncio encerra um período de especulações e marca o início de uma nova era, impulsionada por mudanças políticas drásticas no futebol italiano.

A Queda de Gravina e a Mudança de Comando

A reviravolta que viabilizou o retorno de Mancini começou com uma crise institucional. Após o desempenho desastroso da Itália na Bósnia, o então presidente da FIGC (Federação Italiana de Futebol), Gabriele Gravina, renunciou ao cargo. Para o seu lugar, assumiu Giovanni Malagò, que não hesitou em tomar uma decisão ousada: trazer de volta o homem que levou a Itália à glória na Euro 2020.

A escolha não foi simples. Afinal, a última imagem de Mancini na Itália estava ligada ao fatídico 13 de junho de 2023, quando uma nota oficial da FIGC confirmou sua demissão repentina, encerrando um ciclo histórico iniciado em 2018. Na época, desentendimentos sobre a reformulação de sua comissão técnica — que incluiu as saídas de Chicco Evani e a mudança de Attilio Lombardo para o Sub-21, pouco depois da trágica morte de seu “gêmeo” Gianluca Vialli — criaram um mal-estar insustentável.

O Calvário no Deserto Saudita

Após romper com a Itália, Mancini aceitou o bilionário desafio de comandar a seleção da Arábia Saudita em agosto de 2023. No entanto, o projeto no deserto passou longe do sucesso esperado. Logo na estreia, uma derrota por 3 a 1 para a Costa Rica deu o tom do que seriam meses difíceis. Sob o comando de Mancini, a equipe saudita colecionou tropeços contra Coreia do Sul, Nigéria e Mali.

Embora tenha engatado uma sequência de quatro vitórias nas Eliminatórias e na Copa da Ásia, a eliminação nas oitavas de final do torneio continental diante da Coreia do Sul minou a confiança da federação local. O desempenho irregular colocou em risco até a vaga para a Copa do Mundo de 2026. O estopim veio em outubro de 2024: após uma derrota em casa para o Japão e um empate em 0 a 0 contra o Bahrein, a federação saudita rescindiu o contrato que ia até 2027. O saldo final foi medíocre: 18 jogos, 7 vitórias, 5 empates e 6 derrotas, com uma média de gols (1.44 por jogo) muito inferior à de sua primeira passagem pela Itália (2.17).

A Redenção no Qatar e o Arrependimento Público

Em novembro de 2025, Mancini buscou a reabilitação no Al Sadd, do Qatar. Ali, o cenário foi diferente. Em apenas 25 jogos, conquistou 17 vitórias, alcançou a final da Qatar Cup e chegou às quartas de final da Champions da Ásia. O momento mais marcante foi a conquista do campeonato nacional, que precisou ser comemorada duas vezes em vinte dias devido a uma reviravolta jurídica nos tribunais esportivos locais.

Enquanto isso, a Itália vivia momentos de transição, passando das mãos de Luciano Spalletti para as de Rino Gattuso. Longe de casa, Mancini já manifestava publicamente o seu arrependimento. Em junho de 2025, ele declarou: “Se eu pudesse voltar atrás, não teria deixado a Seleção. Foi um erro meu”.

O Início do “Mancini Bis”

Ao todo, foram 43 partidas no exterior antes do retorno. O Al Sadd se despediu do técnico com gratidão por seu curto, mas vitorioso período. Agora, com o apoio da nova gestão de Malagò, Mancini ganha a chance de juntar os cacos do passado. O desafio será provar que esta segunda oportunidade pode repetir o brilho de 2021 e apagar as sombras de sua polêmica despedida.



Dopo un addio polemico nel 2023 e le esperienze in Medio Oriente, il tecnico si riprende l’Italia sotto la nuova gestione della FIGC.

Certi amori non fanno solo dei giri immensi per poi ritornare; a volte sfidano anche le logiche più imprevedibili del calcio. Il ritorno di Roberto Mancini alla guida della Nazionale italiana è la prova vivente che il destino sportivo è ciclico e spesso sorprendente. Dopo l’addio tormentato del 2023, che aveva lasciato ferite profonde tra i tifosi e i vertici federali, il tecnico jesino siede di nuovo ufficialmente sulla panchina azzurra. Questo annuncio chiude una lunga estate di indiscrezioni e apre un capitolo inedito, favorito da scossoni politici ai vertici dello sport italiano.

La Caduta di Gravina e il Cambio di Presidenza

La svolta che ha riaperto le porte a Mancini è nata da una profonda crisi istituzionale. In seguito al disastroso rendimento della Nazionale in Bosnia, il presidente della FIGC Gabriele Gravina ha rassegnato le proprie dimissioni. Al suo posto è subentrato Giovanni Malagò, che non ha perso tempo e ha preso una decisione tanto coraggiosa quanto romantica: richiamare l’uomo che aveva guidato l’Italia al trionfo di Euro 2020.

Non è stata una scelta immediata, poiché l’ultimo ricordo di Mancini in azzurro era legato a quella domenica pomeriggio del 13 giugno 2023. In quell’occasione, una nota ufficiale della FIGC confermò le dimissioni del CT, chiudendo una pagina storica iniziata nel 2018. I motivi di quell’addio erano da ricercare nei forti dissidi interni legati alla rivoluzione dello staff tecnico — tra cui l’addio di Chicco Evani e lo spostamento di Attilio Lombardo nell’Under 21 — arrivati pochi mesi dopo la dolorosa scomparsa del suo “gemello” Gianluca Vialli. Un mal di pancia federale che Mancini non era riuscito a digerire.

Il Calvario nel Deserto Saudita

Dopo la rottura con l’Italia, Mancini ha accettato la ricca sfida dell’Arabia Saudita nell’agosto del 2023. Tuttavia, l’avventura mediorientale si è rivelata tutt’altro che florida. Sin dalla prima amichevole, persa per 3-1 contro il Costa Rica, si è capito che il percorso sarebbe stato in salita. Nei mesi successivi la situazione non è migliorata, con sconfitte contro la Corea del Sud e il Mali, e un pareggio contro la Nigeria.

Nonostante una striscia successiva di quattro vittorie consecutive tra Qualificazioni Mondiali e Coppa d’Asia, l’eliminazione agli ottavi di finale di quest’ultima competizione (sempre per mano della Corea del Sud) ha incrinato i rapporti con la federazione locale. I risultati altalenanti hanno persino messo a rischio il pass per i Mondiali in Nord America. Il capolinea è arrivato a metà ottobre 2024: dopo il ko interno con il Giappone e lo 0-0 contro il Bahrein, è arrivata la risoluzione consensuale del contratto valido fino al 2027. Il bilancio finale recita: 18 partite, 7 vittorie, 5 pareggi e 6 sconfitte, con una media gol di 1.44 a partita, ben distante dal 2.17 registrato nella prima gestione azzurra.

La Redenzione in Qatar e il Pentimento Pubblico

Nel novembre del 2025, Mancini ha cercato il riscatto sulla panchina dell’Al Sadd, in Qatar. In questa seconda esperienza asiatica, i risultati sono stati decisamente migliori: 17 vittorie su 25 partite, una finale di Qatar Cup e i quarti di finale di Champions League asiatica. L’esperienza è culminata con la vittoria del campionato, festeggiata curiosamente due volte in venti giorni a causa di un ricorso legale vinto e poi neutralizzato sul campo nell’ultima giornata contro l’Al Shamal (vinta per 3-2).

Mentre Mancini vinceva a Doha, l’Italia viveva un periodo di transizione tecnica, passando dalle mani di Luciano Spalletti a quelle di Rino Gattuso. Il tecnico marchigiano, però, non ha mai nascosto la nostalgia di casa. Nel giugno del 2025 aveva infatti dichiarato: “Tornassi indietro non darei l’addio alla Nazionale, mi sono pentito. È stato un mio errore”.

L’Inizio del “Mancini Bis”

In totale, Mancini ha guidato 43 partite all’estero prima di questo clamoroso ritorno. L’Al Sadd lo ha salutato con affetto e gratitudine, definendo il suo passaggio “breve ma prezioso”. Ora, grazie al cambio di scenario politico e alla chiamata di Malagò, il Mancini bis può ufficialmente cominciare. La sfida più grande sarà rimettere insieme i cocci del passato e dimostrare che il secondo tempo di questa storia d’amore può essere vincente come il primo.


Postar um comentário

0 Comentários