Hércules Meneses: Por Que a Escolha de Andrea Pirlo Já Começa sob Suspeita?                                                                       

Por Que a Escolha de Andrea Pirlo Já Começa sob Suspeita?

 



Se a Federação Italiana de Futebol (FIGC) tivesse conseguido contratar um nome do peso de Pep Guardiola — ou até mesmo de Carlo Ancelotti, que também foi consultado —, toda a demora para anunciar o novo treinador da seleção teria valido a pena. Porém, passar um mês inteiro em cima do muro após a eleição do novo presidente, Giovanni Malagò, deixou todo mundo preocupado. E o resultado final desse impasse só aumentou as desconfianças: a escolha caiu sobre Andrea Pirlo, um profissional que ainda é quase um iniciante na carreira de técnico. Isso indica que a federação terá tempos bem difíceis pela frente. Afinal, basta o ex-jogador de Brescia tropeçar nos primeiros jogos para que os desentendimentos e o mal-estar que estavam escondidos entre a federação e os clubes da Série A venham à tona com força total.

Se la Federazione Italiana Giuoco Calcio (FIGC) fosse riuscita a ingaggiare un allenatore del calibro di Pep Guardiola — o persino di Carlo Ancelotti, che è stato comunque contattato —, tutta l'attesa per annunciare il nuovo commissario tecnico della Nazionale sarebbe valsa la pena. Tuttavia, passare un mese intero nell'incertezza subito dopo l'elezione del nuovo presidente, Giovanni Malagò, ha creato molta preoccupazione. E il finale di questa storia ha aumentato i dubbi: la scelta è caduta su Andrea Pirlo, un professionista ancora quasi agli inizi come allenatore. Questo fa capire che ci saranno tempi duri per la federazione. Infatti, basterà che il tecnico bresciano incontri le prime difficoltà perché le tensioni nascoste tra la FIGC e i club di Serie A vengano subito a galla.


Enquanto as Outras Seleções Voam, a Itália Ficou para Trás

Mentre gli Altri Corrono, l'Italia Resta a Guardare

O contraste com o resto da Europa é gigantesco. Seleções grandes que saíram machucadas ou no fim de um ciclo da última Copa do Mundo resolveram tudo em questão de dias. A Alemanha,  Portugal e a França logo acertaram com seus novos comandantes: Jürgen Klopp, Jorge Jesus e Zinedine Zidane (este último, na verdade, já estava com a vaga prometida há muito tempo para assumir os franceses). Enquanto essas potências agiram rápido com nomes de altíssimo nível, a Itália — que nem sequer participou do último Mundial — levou um mês inteiro para definir quem seria o novo comandante da equipe nacional.

Il confronto con il resto d'Europa è davvero schiacciante. Nazionali importanti che sono uscite male o a fine ciclo dall'ultimo Mondiale hanno risolto la questione in pochissimi giorni. La Germania, il Portogallo e la Francia hanno subito trovato i sostituti con nomi del calibro di Jürgen Klopp, Jorge Jesus e Zinedine Zidane (con quest'ultimo che in realtà era già prenotato da tempo per la panchina francese). Mentre queste grandi squadre hanno agito in fretta, l'Italia — che non ha nemmeno partecipato alla fase finale del Mondiale — ci ha messo un mese intero prima di decidere a chi affidare la guida della squadra.


O Sonho Guardiola e a Dura Realidade Financeira

Il Sogno Guardiola e la Dura Realtà dei Conti

Grande parte dessa demora aconteceu porque os dirigentes italianos acreditavam de verdade que poderiam convencer Pep Guardiola. E, se isso tivesse acontecido, ninguém poderia reclamar. O treinador catalão é, sem dúvida, um dos maiores nomes da história do futebol moderno. Além disso, por ser estrangeiro, ele não traria consigo os tradicionais favoritismos do futebol local. Há também o fato de que, apesar de ter jogado pela seleção espanhola, ele nunca escondeu seu apoio à independência da Catalunha.

Buona parte di questo ritardo è stata causata dal fatto che in federazione si sperava davvero di poter ingaggiare Pep Guardiola. E se ci fossero riusciti, nessuno avrebbe potuto dire nulla. Il tecnico catalano è sicuramente uno dei migliori allenatori della storia del calcio moderno. In più, per una federazione straniera, avrebbe avuto il vantaggio di non essere troppo legato al suo paese d'origine, dato che, pur avendo giocato con la Spagna, non ha mai nascosto le sue simpatie per l'indipendenza della Catalogna.

Se tivessem chegado a um acordo com Guardiola, teria sido uma jogada de mestre para Malagò, para o diretor Paolo Maldini, para o consultor Leonardo e para todo o futebol do país. Afinal, quem seria melhor do que o maior "mago" do futebol atual para reerguer uma seleção quatro vezes campeã do mundo, mas que não joga uma Copa desde 2014 e não faz uma boa campanha desde 2006? O grande problema, porém, sempre foi o dinheiro. Guardiola ganhava cerca de 25 milhões de euros por ano no Manchester City, enquanto a Itália pagava apenas 800 mil euros mais bônus para o antigo técnico, Gennaro Gattuso. A conta simplesmente não fechava.

Se si fosse trovato l'accordo con Guardiola, sarebbe stato un colpo eccezionale per Malagò, per il direttore Paolo Maldini, per il consulente Leonardo e per tutto il movimento italiano. Infatti, chi meglio del più grande maestro del calcio moderno avrebbe potuto rilanciare una Nazionale quattro volte campione del mondo, ma che non gioca un Mondiale dal 2014 e non fa bella figura dal 2006? Il vero problema, però, sono stati i soldi. Guardiola guadagnava circa 25 milioni all'anno al Manchester City, mentre la FIGC garantiva al precedente tecnico Gennaro Gattuso solo 800mila euro più bonus. La differenza era davvero troppa.


A Dança dos Nomes e a Guerra de Interesses

La Guerra dei Nomi e gli Interessi di Parte

Quando a negociação com o ex-técnico do Barcelona, Bayern e City furou, a "cortina de fumaça" caiu. Sem o escudo de um supertreinador, os graves problemas da nova gestão de Malagò ficaram expostos. Ficou claro que havia três nomes na disputa, cada um apoiado por um grupo diferente dentro do futebol italiano:

Quando la trattativa con l'ex allenatore di Barcellona, Bayern e City è fallita, lo scudo protettivo che il suo nome garantiva è sparito all'improvviso. Senza un grandissimo tecnico a coprire tutto, sono emersi i tanti problemi della nuova gestione di Malagò. Fuori dai sogni Guardiola e Ancelotti, i candidati veri erano tre, ognuno sostenuto da un gruppo di potere diverso:

  • Roberto Mancini (o preferido do presidente): Era o favorito de Giovanni Malagò. Foi o próprio Malagò que o chamou em 2018 para assumir o time no meio de uma crise. Mancini levou a Itália ao título da Eurocopa em 2021, mas o público não esquece que ele não classificou a seleção para a Copa de 2022 e, pior, "abandonou a barca" em agosto de 2023 para ganhar milhões na Arábia Saudita.

    • Roberto Mancini (il preferito del presidente): Era la scelta voluta da Giovanni Malagò. Fu proprio Malagò a sceglierlo nel 2018 durante una brutta crisi della federazione. Mancini ha vinto l'Europeo nel 2021, ma la gente non dimentica che ha fallito la qualificazione ai Mondiali del 2022 e soprattutto che ha lasciato la Nazionale all'improvviso nell'agosto 2023 per accettare i tantissimi soldi dell'Arabia Saudita.

  • Andrea Pirlo (o escolhido por Maldini): Tinha o apoio total do novo diretor técnico Paolo Maldini e de seu conselheiro Leonardo. Não foi uma surpresa, já que em 2023 Maldini tentou levar Pirlo para treinar o Milan, mas acabou demitido antes de concretizar o negócio.

    • Andrea Pirlo (il candidato di Maldini): Sostenuto fortemente dal nuovo direttore tecnico Paolo Maldini e dal suo consigliere Leonardo. Una scelta che non sorprende, visto che già nel 2023 Maldini voleva portarlo sulla panchina del Milan, prima di essere mandato via dalla società rossonera.

  • Antonio Conte (o favorito dos clubes): Embora a federação não tenha chegado a negociar diretamente com ele, Conte era o nome preferido dos times da Primeira Divisão (Série A). Os dirigentes acreditavam que ele era o homem certo para injetar ânimo, raça e garantir resultados rápidos no elenco.

    • Antonio Conte (il preferido dei club): Anche se non è mai stato contattato ufficialmente dalla FIGC, era il profilo preferito dai club di Serie A. Le società pensavano che fosse il tecnico giusto per riportare subito grinta, orgoglio e risultati alla squadra.


Um Começo Marcado por Concessões e Clima Tenso

Un Inizio Difficile e Primi Malumori

Sem o nome de Guardiola para unificar os discursos, o resultado foi uma queda de braço política. Para que Pirlo fosse anunciado, alguém teve que ceder e engolir o orgulho. Malagò, que chegou ao comando da federação graças aos votos dos clubes da Série A, acabou não entregando o técnico que esses clubes queriam (Conte). Da mesma forma, Malagò teve que ceder e aceitar Pirlo para não contrariar sua primeira grande contratação, Paolo Maldini. Se Malagò desautorizasse Maldini logo no primeiro dia, o ex-capitão poderia pedir demissão e afundar a federação em um caos imediato.

Senza la figura di Guardiola a mettere tutti d'accordo, si è arrivati a uno scontro politico dove qualcuno ha dovuto ingoiare il rospo. Malagò, diventato presidente della federazione soprattutto grazie al sostegno dei club di Serie A, non è riuscito a dare a questi club il tecnico che volevano (Conte). Allo stesso tempo, lo stesso Malagò ha dovuto cedere a Maldini accettando Pirlo pur di non smentire la sua prima scelta manageriale. Se avesse bocciato la proposta di Maldini subito, l'ex capitano si sarebbe potuto dimettere, creando un caos immediato.

Mesmo que o presidente e o diretor técnico devam ter total liberdade para trabalhar, é óbvio que o clima nos bastidores não é bom. A poeira nem tinha baixado e a primeira alfinetada pública já aconteceu. O presidente do Torino, Urbano Cairo, deu um recado bem claro durante uma reunião:

Anche se è giusto che il presidente e il direttore tecnico abbiano la massima libertà nelle loro decisioni, è chiaro che le tensioni esistono. Le prime critiche non si sono fatte attendere. Durante una visita in Lega Serie A, il presidente del Torino, Urbano Cairo, ha mandato un messaggio molto chiaro:

"Tenho muito respeito por Malagò e acho que ele pode fazer um bom trabalho. Maldini e Leonardo também me causaram uma boa impressão. Mas precisamos fazer as coisas muito mais rápido do que nesses planos de oito ou dez anos que eles mencionam para mudar o futebol italiano. Em qualquer empresa, os primeiros cem dias são decisivos. Precisamos de soluções rápidas para desenvolver talentos e investir no futebol nos próximos dois ou quatro anos."

"Confermo la mia stima per Malagò, è una persona valida. Maldini e Leonardo mi hanno fatto un'ottima impressione, ma bisogna fare le cose molto più velocemente rispetto ai tempi lunghi di cui parlano per riformare il nostro calcio. In qualsiasi lavoro i primi cento giorni sono decisivi. Servono tempi più brevi per cambiare le regole e sviluppare i talenti, parlando di programmi da realizzare in due o quattro anni."

 

A Pergunta que Não Quer Calar

Il Grande Dubbio Finale

No meio de toda essa confusão, fica uma dúvida no ar. Será possível que, durante os longos meses de conversas entre os clubes, Malagò e Maldini para distribuir os cargos da federação, ninguém parou para discutir o assunto mais importante: quem seria o novo treinador da Seleção Italiana? Se Andrea Pirlo não conseguir vitórias logo de cara, esse erro de planejamento pode custar muito caro.

In tutta questa vicenda, rimane un dubbio ancora più grande e pesante. Com'è possibile che, durante i lunghi incontri tra i club, Malagò e Maldini per spartirsi le poltrone della federazione, nessuno abbia mai affrontato la questione più importante di tutte: chi avrebbe dovuto guidare la Nazionale? Se Andrea Pirlo non dovesse iniziare subito con i risultati giusti, questo errore di pianificazione rischia di costare davvero caro.

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