
O ex-jogador de 83 anos, primeiro italiano a vencer a Bola de Ouro, concedeu uma entrevista ao jornal Il Fatto Quotidiano em que falou sobre a ação judicial contra a Electronic Arts, as críticas à FIFA e os problemas do futebol italiano.
L’ex calciatore di 83 anni, primo italiano a vincere il Pallone d’Oro, ha concesso un’intervista al giornale Il Fatto Quotidiano in cui ha parlato della causa legale contro la Electronic Arts, delle critiche alla FIFA e dei problemi del calcio italiano.
A história começa com um contrato assinado em 2005, quando Rivera ainda era eurodeputado. A empresa EA afirma que aquele acordo permite o uso da imagem do ex-campeão do Milan em todas as edições do videogame FIFA. Os advogados de Rivera discordam: segundo eles, o consentimento dado naquele momento não pode ser transformado em uma exploração sem limites no tempo.
La storia inizia con un contratto firmato nel 2005, quando Rivera era ancora eurodeputato. L’azienda EA afferma che quell’accordo permette l’uso dell’immagine dell’ex campione del Milan in tutte le edizioni del videogioco FIFA. Gli avvocati di Rivera dissentono: secondo loro, il consenso dato in quel momento non può essere trasformato in un’esplorazione senza limiti nel tempo.
Rivera explicou que aceitou o acordo na época porque a iniciativa lhe foi apresentada como uma forma de promover o esporte entre os jovens, e não como uma operação comercial para usar sua imagem de forma global e contínua. “Eu nunca fiz publicidade para ninguém, mesmo tendo recebido muitas propostas lucrativas ao longo dos anos”, disse ele.
Rivera ha spiegato che ha accettato l’accordo all’epoca perché l’iniziativa gli era stata presentata come un modo per promuovere lo sport tra i giovani, e non come un’operazione commerciale per usare la sua immagine in modo globale e continuo. “Non ho mai fatto pubblicità per nessuno, nonostante abbia ricevuto molte proposte redditizie nel corso degli anni”, ha detto lui.
O jogador revelou que só descobriu o uso real de sua imagem anos depois, ao ver os filhos de amigos jogando o videogame. Ao ultrapassar certos níveis, os usuários podiam enfrentar grandes campeões do passado, entre eles o próprio Rivera, em um contexto que também incluía importantes patrocinadores.
Il giocatore ha rivelato che ha scoperto l’uso reale della sua immagine solo anni dopo, vedendo i figli di amici giocare al videogioco. Superando certi livelli, gli utenti potevano affrontare grandi campioni del passato, tra cui lo stesso Rivera, in un contesto che includeva anche importanti sponsor.
“Enquanto o dinheiro comandar, o futebol não vai mudar”, afirmou Rivera, em uma crítica direta à FIFA e ao modelo econômico que domina o esporte. Segundo ele, do ex-presidente Blatter ao atual Infantino, o dinheiro sempre foi o verdadeiro dono do futebol mundial.
“Finché comanda il denaro, il calcio non cambierà”, ha affermato Rivera, in una critica diretta alla FIFA e al modello economico che domina lo sport. Secondo lui, dall’ex presidente Blatter all’attuale Infantino, il denaro è sempre stato il vero padrone del calcio mondiale.
Rivera também criticou os jogadores de hoje. “Os atletas de hoje são empresas e formam equipe com os outros apenas dentro de campo”, afirmou. Ele destacou que os laços de pertencimento e a sensibilidade em relação ao sistema como um todo, que caracterizavam outras épocas, desapareceram. Ele se referiu à criação do sindicato dos jogadores em 1969, experiência da qual participou diretamente.
Rivera ha anche criticato i giocatori di oggi. “I giocatori di oggi sono aziende e formano squadra con gli altri solo dentro del campo”, ha affermato. Ha sottolineato che i legami di appartenenza e la sensibilità verso il sistema nel suo complesso, che caratterizzavano altre epoche, sono scomparsi. Si è riferito alla creazione del sindacato dei giocatori nel 1969, esperienza alla quale ha partecipato direttamente.
Sobre sua relação com as instituições do futebol, Rivera disse: “Eu sou uma pessoa incômoda, ontem e hoje, porque minhas ideias sempre incomodaram o poder”. Ele voltou à FIGC em 2010 como presidente do Setor Juvenil e Escolar, mas sua longa distância dos altos escalões do futebol, segundo ele, não se explica apenas pela carreira política.
Sul suo rapporto con le istituzioni del calcio, Rivera ha detto: “Io sono una persona scomoda, ieri e oggi, perché le mie idee hanno sempre disturbato il potere”. È tornato alla FIGC nel 2010 come presidente del Settore Giovanile e Scolastico, ma la sua lunga distanza dai vertici del calcio, secondo lui, non si spiega solo con la carriera politica.
Sobre as recentes escolhas da Federação, Rivera elogiou a possível participação de Paolo Maldini, destacando sua independência. Já sobre o retorno de Roberto Mancini ao comando da seleção italiana, foi severo: “Levar Mancini de volta ao banco é um ultraje para torcedores e jogadores”, disse, lembrando a decisão anterior do técnico de deixar a Itália para aceitar um cargo na Arábia Saudita.
Sulle recenti scelte della Federazione, Rivera ha elogiato la possibile partecipazione di Paolo Maldini, sottolineandone l’indipendenza. Mentre sul ritorno di Roberto Mancini alla guida della nazionale italiana, è stato severo: “Portare Mancini di nuovo in panchina è un oltraggio per tifosi e giocatori”, ha detto, ricordando la decisione precedente del tecnico di lasciare l’Italia per accettare un incarico in Arabia Saudita.
Na análise de Rivera, a crise do futebol italiano começou principalmente por dois fatores: o papel crescente dos agentes e a forma como os jovens jogadores são formados. Sobre os agentes, seu veredicto foi claro: “Eles são a verdadeira praga”. A crítica também se estendeu ao trabalho nos setores juvenis, onde, segundo ele, a preparação tática tem sido privilegiada em detrimento do desenvolvimento técnico individual.
Nell’analisi di Rivera, la crisi del calcio italiano è iniziata principalmente per due fattori: il ruolo crescente degli agenti e il modo in cui i giovani giocatori vengono formati. Sugli agenti, il suo verdetto è stato chiaro: “Loro sono la vera peste”. La critica si è estesa anche al lavoro nei settori giovanili, dove, secondo lui, la preparazione tattica è stata privilegiata a scapito dello sviluppo tecnico individuale.
O ex-Bola de Ouro contesta um modelo que forma jogadores acostumados apenas a seguir instruções, em vez de criar atletas capazes de entender o jogo de forma autônoma. Para ele, a solução passa por inverter as prioridades: colocar o jovem no centro do projeto, trabalhar a técnica e as qualidades individuais, e construir jogadores capazes de pensar em campo. “Nos setores juvenis precisamos de mestres de futebol, não estrategistas táticos”, resumiu Rivera.
L’ex Pallone d’Oro contesta un modello che forma giocatori abituati solo a seguire istruzioni, invece di creare atleti capaci di capire il gioco in modo autonomo. Per lui, la soluzione passa per invertire le priorità: mettere il giovane al centro del progetto, lavorare sulla tecnica e sulle qualità individuali, e costruire giocatori capaci di pensare in campo. “Nei settori giovanili ci servono maestri di calcio, non strateghi tattici”, ha riassunto Rivera.
Essa filosofia faz parte de um projeto de reforma do futebol italiano no qual o ex-campeão está trabalhando junto com Adolfo Sormani, filho de Angelo Sormani, seu companheiro no Milan nos anos 1960.
Questa fa parte di un progetto di riforma del calcio italiano su cui l’ex campione sta lavorando insieme ad Adolfo Sormani, figlio di Angelo Sormani, suo compagno nel Milan negli anni Sessanta.
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