Hércules Meneses: O Scudetto dos Invencíveis de Fabio Capello                                                                       

O Scudetto dos Invencíveis de Fabio Capello



O princípio do Milan dos Imbatíveis remonta à temporada 1991-92, quando os rubro-negros, comandados por Fábio Capello, triunfaram em um campeonato italiano formidável sem conhecer nenhuma derrota e assegurando matematicamente o título nacional em 10 de maio. O feito ocorreu após um empate em Nápoles, a antiga adversária memorável na década anterior, mas que já não representava uma concorrente ao triunfo na liga. Aquele 1 a 1, com os gols de Rijkaard e Blanc, foi crucial para manter a Juventus a uma distância segura.

Trinta e quatro confrontos e zero derrotas: uma trajetória mais eficiente que a do Perugia de 1978-79, o qual jogou 30 partidas, contudo, principalmente, ficou em segundo lugar, exatamente atrás do Milan. Unicamente a Juventus de Conte em 2012 concretizará um feito parecido, quiçá até superior, com um certame integral de 38 jornadas sem derrotas. Os vermelho-e-pretos naquele ano efetuaram uma mutação profunda, depois do período de quatro anos de Sacchi.

Para o treinador friulano, aliás, não é a estreia com o Diabo, visto que ao término da temporada 1986-87 havia sido selecionado para substituir Liedholm e conduzir os rubro-negros para o playoff da Uefa, vencido contra a Sampdoria. O time, aliás, precisa de pouquíssimas alterações. Aliás, não há necessidade sequer de aumentar o elenco para rodízio e afins: as partidas a serem disputadas, de fato, são apenas em solo italiano, visto que na Europa o Milan está suspenso por um ano, após os incidentes de Marselha na edição anterior da Copa dos Campeões, com a saída de campo a poucos minutos do término das quartas de final da volta em protesto contra um refletor que estava apresentando problemas. 

Desse modo, enquanto as concorrentes se “enfrentam com ferocidade” entre Liga dos Campeões, com a Samp alcançando a decisão, Taça das Taças e Liga Europa, para o time milanês é vantajoso focar no campeonato nacional. Alguns empates, como contra a Juve e a Fiorentina, acontecem por pouco, mas em geral o time mantém um ritmo constante que o faz concluir o primeiro turno com três pontos sobre a Juventus e vitórias expressivas como o 2 a 0 na casa da Sampdoria (dois gols de Gullit) ou o impressionante 5 a 0 sobre o Napoli, com cinco marcadores diferentes: Maldini, Rijkaard, Van Basten, Donadoni e Massaro.

O desempenho de Marco Van Basten foi excepcional. A mudança de Sacchi para Capello beneficiou muito o atacante holandês, que marcou 25 gols em 31 jogos, mostrando grande variedade de finalizações e conquistando três hat-tricks. Também, ocorreu a ascensão do jovem Demetrio Albertini no meio-campo, a despedida de Carlo Ancelotti e a solidez da defesa, liderada pelo novo goleiro Sebastiano Rossi. Em resumo, o Milan formou uma equipe quase perfeita, invicta no campeonato e sem rivais à altura.

A Juventus foi a única rival que ofereceu alguma resistência, mas o Milan se mostrou superior ao longo da temporada. Duas vitórias importantes contra a Sampdoria e a Inter consolidaram a vantagem. O título foi confirmado com um empate em 1 a 1 contra o Napoli, no estádio San Paolo, em 10 de maio. Rijkaard marcou para o Milan, e Blanc empatou para o Napoli. O empate foi suficiente para garantir o título, já que a Juventus também empatou seu jogo. Este foi o 12º Scudetto do Milan e o primeiro de Capello como técnico do clube, iniciando um período de grande sucesso com mais três títulos italianos e uma Liga dos Campeões em 1994. O Milan de Capello ficou conhecido como "Os Invencíveis" devido à longa sequência invicta, que durou 58 jogos, um recorde na Itália. 


Em pé: Rossi,Maldini,Gullit,Serena,Van Basten,Rijkaard
Agachados:Tassotti,Costacurta,Donadoni,F.Baresi Ancelotti








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