A capital da Lombardia vive um momento de tirar o fôlego, não nas arquibancadas lotadas do lendário San Siro, mas nos gabinetes da política e do futebol. O fantasma da exclusão paira sobre Milão. O presidente da FIGC, Gabriele Gravina, foi categórico: o majestoso Estádio Giuseppe Meazza, o palco de tantas glórias de Inter e Milan, foi declarado inadequado pela UEFA para receber a EURO 2032. O estádio mais icônico da Itália falhou em cumprir os 130 requisitos modernos e, como um soco no estômago dos tifosi, perdeu a chance de sediar a final da Champions League de 2027.
"O desejo é que a política e os clubes encontrem a melhor solução," suplicou Gravina. Essa "melhor solução" tem um nome: novo estádio. A pressão é imensa e o relógio está correndo. A Prefeitura de Milão tem uma data final — segunda-feira, 29 de setembro — para selar a venda do terreno do Meazza para Inter e Milan, liberando o caminho para a construção da nova arena que deverá ficar pronta até 2032. Se o acordo não sair, a cidade mais "aberta à Europa" da Itália corre o risco real de ficar de fora do torneio continental.
Essa urgência em Milão é o reflexo de um problema nacional: a lentidão crônica da burocracia italiana. A FIGC precisa de cinco estádios aprovados até julho de 2026. No entanto, apenas a moderníssima arena da Juventus, o Allianz Stadium, está 100% pronta. O que fazer com as outras 12 cidades interessadas, de Roma a Nápoles, que sonham em reformar seus vetustos palcos?
A esperança está depositada em um salvador burocrático, o Comissário Extraordinário. Gravina clama por sua nomeação imediata, juntamente com o poder de fogo dos prefeitos. Esses líderes municipais, atuando como subcomissários, terão a autoridade inédita de passar por cima de todas as travas históricas – aquelas restrições arquitetônicas e ambientais que há anos engessam os projetos. É uma medida de exceção, um "plano B" desesperado, que pode, finalmente, dar o impulso necessário para tirar a Itália do atraso e garantir que a festa da EURO 2032 aconteça em grandes e modernos estádios, com Milão à frente.
As possíveis opções da Itália para receber os jogos da EURO 2032:
Bari (San Nicola)
Bolonha (Dall’Ara)
Cagliari (Unipol Domus, também conhecido como Sardegna Arena)
Florença (Artemio Franchi)
Gênova (Luigi Ferraris)
Milão (novo estádio Inter-Milan)
Nápoles (Maradona ou novo estádio Napoli)
Palermo (Renzo Barbera)
Roma (Olimpico/novo estádio Roma)
Salerno (Arechi)
Turim (Allianz Stadium)
Verona (Marcantonio Bentegodi).
Il presidente della FIGC, Gabriele Gravina, ha lanciato un allarme: lo stadio Meazza non è idoneo per EURO 2032. Per salvare la candidatura di Milano, è urgente che Inter e Milan costruiscano un nuovo stadio, il cui progetto deve essere cantierabile entro marzo 2027. Attualmente, solo l'Allianz Stadium risponde ai requisiti UEFA. La FIGC chiede la nomina di un Commissario Straordinario per velocizzare i progetti di ammodernamento e costruzione in tutte le 13 città interessate, evitando l'esclusione di Milão e garantendo il successo della candidatura italiana all'Europeo.
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