Hércules Meneses: A Memorável Conquista do Terceiro Título da Roma na Série A                                                                       

A Memorável Conquista do Terceiro Título da Roma na Série A



Um evento gravado na memória dos torcedores. Sob o comando de Fabio Capello, a equipe garantiu o primeiro Scudetto desde 1983, em um período considerado o ápice da qualidade do campeonato italiano. A Roma, com um elenco estelar, superou todos os rivais, conquistando seu terceiro título nacional. Jogadores, uniforme e estilo de jogo daquela época se tornaram símbolos icônicos do clube.


A campanha vitoriosa foi marcada por diversos momentos importantes. Além da tradicional vitória no clássico contra a Lazio, que imortalizou Paolo Negro na história do clube, triunfos sobre Inter de Milão, Fiorentina, Parma (em duas ocasiões) e Atalanta foram cruciais para a conquista. Um empate heroico contra a Juventus, impulsionado pela entrada de Hidetoshi Nakata, que garantiu o 2 a 2 em Turim, também merece destaque, aliviando a pressão sobre a equipe na reta final do campeonato.


O esquema tático predominante era o 3-4-1-2, com uma defesa sólida formada por Walter Samuel, Aldair, Zago e Jonathan Zebina, protegendo o goleiro Francesco Antonioli. Os laterais Cafu e Vincent Candela, com seu dinamismo e qualidade, impulsionavam o ataque da equipe. No meio-campo, Capello contava com opções como Damiano Tomassi, Cristiano Zanetti e Emerson, além de Marcos Assunção, Gianni Guigou e Eusebio Di Francesco.

No entanto, o setor ofensivo daquela Roma é o mais lembrado pelos amantes do futebol.



Na temporada 2000/2001, a Roma de Fabio Capello conquistou o Scudetto com um ataque poderoso e um esquema tático bem definido. Francesco Totti, atuando como trequartista, desfrutava de grande liberdade criativa, orquestrando as jogadas ofensivas com maestria e contribuindo com gols e assistências. O ataque contava ainda com o artilheiro Gabriel Batistuta, cuja força física e faro de gol o tornavam um perigo constante para as defesas adversárias. Batistuta, contratado com a expectativa de levar a Roma ao título, correspondeu às expectativas com 20 gols no campeonato.


Montella e Delvecchio se revezavam como parceiros de ataque de Batistuta, com Montella se destacando com 14 gols, mostrando versatilidade ao se movimentar pelos lados do campo. O quarteto ofensivo, somando 50 gols e 17 assistências, demonstrava não só poder de finalização, mas também grande capacidade de criação de jogadas. A disputa pelo título se estendeu até a última rodada, com a Roma precisando vencer o Parma para garantir o título.


O adversário, porém, contava com grandes jogadores como Buffon, Thuram e Cannavaro. Mesmo assim, a Roma, jogando com sua formação 3-4-1-2 característica, com Totti, Montella e Batistuta no ataque, venceu por 3 a 1 em uma partida memorável. A escalação de Capello, com Tommasi e Emerson no meio-campo, Cafu e Candela nas alas, e uma defesa sólida, se mostrou eficaz. O treinador ainda contava com opções de qualidade no banco de reservas, como Delvecchio e Nakata. A vitória consagrou a Roma como campeã italiana, coroando o trabalho de Capello e o talento de seus jogadores.

A defesa da Roma, conhecida por sua organização e consistência ao longo da temporada, neutralizou com eficiência o ataque do Parma, composto por Di Vaio e Milosevic. A marcação pressão, com Samuel, Zago e Zebina executando suas funções com precisão, dificultou as investidas adversárias, especialmente quando tentavam passes em profundidade ou infiltrações.

A estratégia de pressionar o portador da bola e reduzir o espaço no último terço do campo se mostrou crucial para conter os ataques do Parma. Após abrir o placar com um gol de Totti, a Roma adotou uma postura mais cautelosa, recuando para um bloco médio e priorizando a compactação e a disciplina tática. Emerson e Tommasi foram peças-chave nesse esquema, interceptando passes e iniciando contra-ataques rápidos.

A solidez defensiva da Roma se destacou também nas bolas aéreas e nos cruzamentos, graças à altura e à antecipação de seus defensores, que impediram o Parma de criar chances claras de gol. Essa eficiência defensiva contribuiu para que a equipe sofresse apenas 33 gols na temporada, demonstrando a qualidade do sistema defensivo.

No ataque, a Roma demonstrou um futebol vistoso e inteligente, criando inúmeras dificuldades para a defesa do Parma. Totti, com liberdade para se movimentar, explorou os espaços entre as linhas, nos flancos e também recuando para o meio-campo, onde organizava as jogadas e criava superioridade numérica. Sua habilidade nos passes e dribles abriu caminho para diversas oportunidades de gol, desestabilizando a estrutura defensiva do Parma. Em resumo, a partida demonstrou o equilíbrio e a qualidade da Roma tanto na defesa quanto no ataque, com destaque para a atuação de Totti.

A estratégia da Roma dependia crucialmente das atuações de Batistuta e Montella. Montella demonstrava grande versatilidade tática, ora atuando como um armador avançado, recuando para criar jogadas, ora se lançando em velocidade nas costas da defesa adversária. Batistuta, por sua vez, posicionava-se constantemente na linha de defesa rival, oferecendo uma opção de passe em profundidade e, crucialmente, atraindo a marcação de um ou mais defensores. Essa movimentação de Batistuta abria espaços valiosos para jogadores como Totti explorarem o meio-campo. Além disso, sua presença física e habilidade no jogo aéreo o tornavam um alvo eficaz para lançamentos longos, permitindo à Roma ganhar a posse de bola em zonas perigosas do campo.

Tommasi complementava o ataque com infiltrações rápidas e surpreendentes na área, dificultando a marcação da defesa do Parma e criando mais opções de finalização para a Roma. A cobertura de Emerson a Tommasi durante essas investidas garantia o equilíbrio defensivo da equipe.

Os laterais Cafu e Candela desempenhavam um papel fundamental na amplitude do ataque da Roma. Com constantes avanços, eles pressionavam a defesa adversária e esticavam o campo, criando espaços e opções de passe. A agressividade ofensiva de Cafu, em particular, forçava o recuo do time adversário e atraía a marcação de múltiplos jogadores, gerando superioridade numérica para a Roma em outras áreas do campo.

A partida decisiva foi interrompida por cerca de vinte minutos devido a uma invasão de campo perto do fim, mas, após o reinício, o apito final soou, dando início a uma grande festa no estádio Olímpico, que estava completamente cheio.


Roma - Parma (jogo completo)


Após a vitória, o técnico Capello destacou a garra, a liderança e a mentalidade vencedora de sua equipe, composta por jogadores determinados e com muita personalidade.

Visivelmente emocionado, o ídolo Totti descreveu o momento como mágico e a realização de um sonho de toda a vida.

É sempre prazeroso recordar a trajetória daquela Roma talentosa e completa, que dominou o futebol italiano naquela temporada.


Todos os Gols da Roma que conduziram ao terceiro título


Antonello Venditti cantando o Hino da Roma

(Festa com mais de 1 milhão de pessoas)



Documentário sobre o Terceiro Titulo Romanista







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