A neblina de Veneza não estava apenas sobre os canais neste fim de semana; ela pairou como um mau presságio sobre o líder Frosinone, que sofreu um colapso emocional e tático no Estádio Pierluigi Penzo. O Venezia entrou em campo com a intensidade de uma tempestade, entregando um 3 a 0 avassalador que sacudiu a tabela e reescreveu o roteiro do campeonato.
A bola mal havia rolado e a energia lagunari já era palpável. Aos três minutos, um rugido irrompeu das arquibancadas: Compagnon abriu o placar. O Frosinone, líder invicto, parecia ter esquecido de entrar em campo. Mas o verdadeiro show de determinação viria em seguida, orquestrado pelo furacão chamado Yeboah.
O atacante estava em uma noite de pura adrenalina. Aos 16 minutos, ele invadiu a área e ganhou um pênalti. Na cobrança, o goleiro defendeu. Por um instante, o silêncio pairou. Mas Yeboah, com a cabeça no lugar de um artilheiro, correu mais rápido que o pensamento, pegou o rebote e mandou para o fundo das redes. 2 a 0. A jogada, rocambolesca e genial, foi o ponto de virada emocional do jogo. O líder estava nocauteado antes dos 20 minutos.
O intervalo trouxe uma falsa sensação de esperança para os torcedores ciociari. No entanto, o técnico do Venezia tinha uma carta na manga. A entrada de Casas foi fatal. Em um lance rápido, no início da segunda etapa, a bola chegou ao recém-entrado, que não perdoou. 3 a 0! O gol de Casas foi a sentença final.
A partir dali, o jogo se transformou em um exercício de controle e festa para o Venezia. A vitória incontestável não apenas levou o time a 12 pontos, ficando mais próximo do topo, mas também deixou uma marca indelével na mente dos adversários. O Frosinone saiu de Veneza com uma derrota que machuca e ensina, enquanto o Venezia emerge como um protagonista feroz e determinado na briga pelo acesso à Série A.
Il Venezia travolge il Frosinone, capolista, con un netto 3-0 in casa. I lagunari aprono le marcature al 3' con Compagnon. Yeboah, sebbene sbagli un rigore, raddoppia subito dopo (16') sul tap-in. Il subentrato Casas chiude i conti a inizio ripresa (52'). Con questa vittoria, il Venezia sale a 12 punti, a soli due punti dal Frosinone (14).
A vitória do Monza por 2 a 1 sobre a Catanzaro foi mais do que a conquista de três pontos; foi um teste de resiliência e maturidade tática. O jogo começou com um ponto fraco evidente para os brianzoli: a desatenção inicial. Sofrer um gol logo aos cinco minutos, impulsionado pela qualidade do assistente Iemmello para Cissé, colocou o Monza em uma situação desconfortável em seu próprio campo, exigindo uma reação imediata contra um adversário conhecido por sua obstinação nos empates.
Contudo, a força do Monza residiu na sua capacidade de absorver o choque e reagir com calma, sem desespero. O empate, marcado por Álvarez com assistência precisa de Birindelli – que se mostrou o nome da partida –, veio antes do intervalo, restaurando a paridade e a confiança da equipe. Este foi um ponto forte crucial, pois impediu que o Catanzaro se fechasse completamente com a vantagem.
A segunda etapa consolidou a superioridade do time da casa. O ponto forte da jogada do gol da virada foi o trabalho de equipe e a persistência na bola parada, com Keita iniciando, Izzo na assistência sutil e, novamente, Birindelli finalizando de forma oportunista. Este gol não apenas garantiu a vitória, mas também destacou a profundidade do elenco e a importância das peças de apoio na área adversária.
A Catanzaro, embora tenha demonstrado um ponto forte na capacidade de abrir o placar, revelou uma fragilidade preocupante: a falta de poder de fogo para buscar o empate após a desvantagem. O time calabrês parou na sua especialidade, os empates, e sofreu sua primeira derrota na temporada, o que acende um sinal de alerta sobre a dificuldade de reverter placares adversos.
O momento de maior descontrole da partida veio com a expulsão de Aquilani por protestos, um ponto fraco de temperamento que só prejudicou a tentativa final dos visitantes de voltar ao jogo.
Em contraste, o Monza mostrou controle emocional e eficácia ofensiva nos momentos cruciais. A vitória leva o time a 11 pontos, um ponto forte que o consolida na parte de cima da tabela. A atuação de Birindelli, com uma assistência e o gol da vitória, deve ser destacada como o grande diferencial desta bela virada em casa.
Il Monza vince in rimonta 2-1 contro il Catanzaro in casa. Dopo il gol iniziale di Cissé (assist Iemmello) al 5', i brianzoli pareggiano con Álvarez (assist Birindelli) al 37', e completano la virata al 66' con Birindelli. Il Monza sale a 11 punti, mentre il Catanzaro subisce la prima sconfitta stagionale.
O Estádio San Nicola testemunhou uma noite de pura emoção e catarse. O Bari precisava de uma vitória para acalmar os ânimos da torcida e dar fôlego ao técnico Fabio Caserta. A virada épica de 2 a 1 sobre o Padova não apenas cumpriu essa missão, como resgatou a alma de um clube. Foi um jogo que parecia destinado ao fracasso, mas se transformou em um triunfo de tirar o fôlego.
A tensão era palpável nas arquibancadas. O primeiro tempo foi uma frustração: o Bari começou forte, mas viu o Padova, aos poucos, ganhar terreno e confiança, assustando o goleiro e neutralizando os ataques dos donos da casa. Quando Bortolussi balançou as redes aos 50 minutos, abrindo o placar para os visitantes, o silêncio desceu sobre o San Nicola. O time biancorosso estava atrás no placar e a pressão só aumentava.
O drama atingiu seu ápice aos 69 minutos. Em uma jogada de velocidade, o zagueiro Capelli, do Padova, cometeu a falta que mudaria o destino da partida. Cartão vermelho direto. A exclusão foi um presente de peso para o Bari. A responsabilidade de Moncini era imensa, mas ele não hesitou. Pênalti convertido aos 71 minutos, o empate estava feito e o San Nicola explodiu em euforia.
Mas o Bari não parou. Sentindo o cheiro da vitória e com um homem a mais, a equipe de Caserta se lançou ao ataque, determinada a completar a remontada. Aos 84 minutos, o ápice da noite. Em uma jogada envolvente, Dorval serviu Cerri, que não perdoou. A bola no fundo das redes. 2 a 1. A virada estava consumada. A explosão de alegria foi indescritível; jogadores e torcedores celebraram a primeira vitória da temporada com a intensidade de um título.
Este jogo será lembrado não só pelos três pontos, mas pela força mental que o Bari demonstrou ao se levantar após o golpe. A vitória heroica sobre um Padova competitivo pode ser um divisor de águas, um prenúncio de que a equipe pode estar pronta para lutar e que o San Nicola continua sendo um campo de batalha onde as viradas são possíveis.
O palco estava montado para a festa dos biancoverdi. No coração da Campânia, o Estádio Partenio esperava ver o Avellino consolidar sua posição entre os líderes. Contudo, o que se viu foi uma noite de tensão e frustração, culminando em um empate sem gols (0 a 0) contra o Mantova, um resultado que deixou um sabor amargo para a torcida.
A partida começou com um choque de realidade. O Avellino, que se destacou pela garra em jogos anteriores, parecia travado, quase petrificado pela pressão do jogo. Foi o Mantova, o time que luta nas posições inferiores, quem ousou mais no primeiro tempo. Os visitantes dominavam o meio-campo com coragem, e a defesa do Avellino, liderada por atuações heroicas, precisou se desdobrar para evitar o pior. A emoção no Partenio era de ansiedade: a cada avanço do Mantova, um suspiro de alívio da arquibancada.
O intervalo trouxe uma injeção de ânimo. O técnico do Avellino, provavelmente, convocou a alma guerreira da Campânia, pois o time voltou com uma nova atitude. Mais aguerridos, os biancoverdi pressionaram, mas o gás rapidamente se esvaiu. O jogo se transformou em uma batalha tática no centro do campo, onde a criatividade se escondeu. As chances claras de gol existiram, contudo, a frustração se instalou no estádio.
O apito final, com o placar inalterado, selou o 0 a 0. O Avellino somou mais um ponto, chegando a 12, mas a sensação era de derrota. A torcida esperava a vitória, mas recebeu uma exibição de pouca inspiração ofensiva. Para o Mantova, o ponto fora de casa, que o leva a 4 pontos, foi celebrado como uma pequena vitória, um sinal de que a luta pela permanência está mais viva do que nunca. A noite no Partenio foi de silêncio: um lembrete cruel de que, no futebol, a garra é essencial, mas o gol é a alma da vitória.
Avellino e Mantova pareggiano 0-0 in un match privo di reti. Nel primo tempo il Mantova domina, ma l'Avellino resiste. Nella ripresa, nonostante la maggiore grinta dei campani, le occasioni scarseggiano. L'Avellino sale a 12 punti, il Mantova a 4.
A vitória do Palermo por 2 a 1 sobre o Spezia foi um espetáculo de ineficiência e drama, com o time da casa demonstrando uma capacidade preocupante de criar e desperdiçar. O resultado, embora apertado, reflete um domínio de oportunidades por parte do Spezia, que pressionou, mas pecou na finalização e no controle emocional.
O Ponto Forte do Palermo residiu na sua eficiência ofensiva e na resiliência defensiva. O time marcou seus dois gols em momentos-chave: um no final do primeiro tempo com Joel Pohjanpalo e outro no início do segundo tempo com Niccolò Pierozzi, ambos originados de lances de bola parada, o que evidencia o foco tático em aproveitar essas situações. No segundo tempo, apesar da intensa pressão do Spezia, o Palermo conseguiu se segurar, mesmo com a substituição de zagueiros importantes, demonstrando uma capacidade de se adaptar e proteger a vantagem.
Por outro lado, o Spezia exibiu um volume de jogo notável, especialmente no segundo tempo. A equipe buscou o gol com insistência, culminando em um pênalti a seu favor aos 43 minutos. No entanto, o Ponto Fraco mais gritante do Spezia foi o desperdício de chances e a falta de qualidade na finalização. A chance mais clara, o pênalti batido por Salvatore Esposito, que foi desperdiçado, mantendo o Palermo na liderança e ilustrando a má sorte e a pressão que o time da casa enfrentou. A sucessão de chutes defendidos e tentativas falhadas, como o chute de Lapadula defendido por pouco, mostra um ataque que consegue chegar, mas não consegue converter.
Outro Ponto Fraco notável no jogo foi a desorganização do Spezia na reta final, que, embora tenha conseguido um gol contra de Samuel Giovane, transformou a partida em um confronto caótico de ataque contra defesa. As múltiplas substituições efetuadas pelo técnico do Spezia, incluindo a entrada de Antonio Candela e Gabriele Artistico, tentaram injetar energia, mas não trouxeram a calma necessária para reverter o placar. O jogo foi tenso, com cartões amarelos para ambos os lados e um alto número de faltas, refletindo a intensidade da disputa, mas também uma certa falta de controle. A performance do Spezia foi a de um time que se desespera ao invés de manter a calma sob pressão.
O Estádio de Reggio Emilia testemunhou uma montanha-russa de emoções na 7ª rodada da Série B, mas no final, o grito da torcida era uníssono: "Motta! Motta!". A vitória de 2 a 1 da Reggiana sobre o ex-líder Cesena não foi apenas um resultado tático; foi um triunfo da paixão e da defesa histórica de um jovem: Edoardo Motta.
A tensão começou cedo. O Cesena, ex-líder, impôs seu ritmo, e era questão de tempo para o gol sair. Quando Ciervo finalmente furou a defesa aos 15 minutos, o estádio silenciou, temendo o inevitável. Mas foi nesse momento de fragilidade que a Reggiana mostrou seu coração. Em uma virada relâmpago que durou meros quatro minutos, a energia do time mudou. Aos 20, o arremate de Tavsan encontrou as redes, explodindo a torcida. Quatro minutos depois, Portanova completou a virada, transformando o temor em euforia.
O segundo tempo, contudo, seria escrito nas mãos de Motta. O Cesena voltou do vestiário sedento por vingança, cercando a área da Reggiana. O ápice veio em um lance que ficará gravado na memória da Série B: uma defesa dupla, quase sobrenatural. Motta, o garoto de 21 anos, parou Shpendi com a ponta da chuteira em uma finalização à queima-roupa e, no segundo seguinte, sem tempo para respirar, mergulhou para desviar o chute de Berti. A defesa foi um grito de guerra, um balde de água fria nas esperanças do Cesena.
O time do Cesena, frustrado e sem respostas, desmoronou no final, culminando na expulsão de Simone Bastoni. O apito final trouxe alívio e celebração para a Reggiana, que deu um salto na tabela. Mas acima de tudo, a noite foi de Edoardo Motta, o nome que o clube e a torcida não vão esquecer. Ele não apenas garantiu os três pontos, ele escreveu um novo capítulo na história de esforço e superação da Reggiana.
La Reggiana batte il Cesena (ex capolista) 2-1 nella 7a giornata di Serie B. Il Cesena segna per primo con Ciervo (15'), ma la Reggiana ribalta in quattro minuti con Tavsan (20') e Portanova (24'). Il portiere U21 Edoardo Motta è l'MVP, salvando la vittoria con parate decisive nel secondo tempo, inclusa una doppia parata "irreale". Il Cesena, che chiude in dieci, resta a 11 punti; la Reggiana sale a 9.
A vitória por 3 a 0 da Carrarese sobre o até então invicto Juve Stabia merece uma análise detalhada. O resultado, conquistado sob o silêncio atípico do Stadio dei Marmi devido ao protesto da torcida organizada, foi um dos mais expressivos da rodada e representa um ponto de virada para a equipe de Calabro.
O primeiro ponto forte foi a eficiência precoce. A Carrarese conseguiu capitalizar a primeira oportunidade clara, convertendo o pênalti de Schiavi logo aos 8 minutos. Abrir o placar cedo não só deu conforto, mas também permitiu ao time adotar uma postura tática mais conservadora quando o adversário cresceu.
No entanto, o placar final esconde uma fase de fragilidade no meio-campo durante grande parte do primeiro tempo. Após o 1 a 0, a Carrarese perdeu a posse de bola e foi forçada a se defender em bloco baixo, sofrendo intensa pressão do Juve Stabia. Esse período de recuo excessivo, onde Bleve precisou intervir crucialmente contra Reale e Carissoni, é um ponto fraco tático que precisará ser corrigido contra adversários de maior poder ofensivo.
A Juve Stabia demonstrou ser um time de bons atributos ofensivos, com capacidade de manter o ritmo e criar chances, especialmente pelos lados do campo. O lado negativo do time de Campânia, no entanto, foi sua incapacidade de concretizar as oportunidades criadas. O momento-chave para os visitantes ocorreu no início da segunda etapa, quando o cabeceio de Bellich exigiu uma defesa milagrosa de Bleve.
O jogo foi decidido pela capacidade de reação da Carrarese após esse susto. A resposta veio com o chute de Finotto na trave e, subsequentemente, com o brilho individual. O segundo gol, com Finotto servindo Hasa, e o terceiro, uma bela finalização de Zanon, destacaram o segundo grande ponto forte da Carrarese: a eficácia letal nas transições ofensivas e o talento individual em momentos de decisão.
Individualmente, o goleiro Bleve foi o pilar da defesa, merecendo destaque por manter a meta inviolada em momentos de pressão. No ataque, a atuação de Finotto foi crucial, com participação direta nos dois últimos gols (assistência e jogada que gerou a chance do terceiro), superando o azar da bola na trave. Sua proteção de bola no segundo gol foi um exemplo de inteligência tática.
A vitória, portanto, deve ser vista como um triunfo de resiliência e contra-ataque, mas não de domínio absoluto. A Carrarese venceu o jogo tático no segundo tempo, aproveitando o desgaste e a desorganização da Juve Stabia após não converter suas chances. O resultado é um forte recado para a liga, demonstrando que o time tem potencial para desafiar a parte de cima da tabela. A fragilidade temporária no controle do jogo, contudo, é um alerta.
O retorno da Carrarese ao caminho das vitórias em casa, quebrando a série invicta de um oponente respeitável, é inegavelmente um impulso moral. Resta saber se o protesto da torcida, que deixou a curva vazia, será resolvido, pois a paixão de seus adeptos é um fator que, no longo prazo, se traduz em força e pressão sobre os adversários, algo que faltou à atmosfera do estádio neste dia. A força mostrada em campo, porém, supera a ausência da voz das arquibancadas.
La Carrarese batte 3-0 la Juve Stabia allo Stadio dei Marmi, conquistando la prima vittoria casalinga e interrompendo l'imbattibilità degli ospiti. Nonostante la curva in protesta fosse vuota, la squadra di Calabro ha brillato con i gol di Schiavi (rigore), Hasa e Zanon. Il portiere Bleve è stato decisivo con parate cruciali, confermando la Carrarese come seria candidata al vertice in Serie C.
O relógio marcava 51 minutos no Estádio Druso. A frustração da torcida era palpável, misturada à incredulidade. O Empoli, jogando em casa e com um homem a mais desde os 5 minutos de jogo, estava empatando em 1 a 1 com a Südtirol. O drama da equipe azzurra parecia caminhar para mais um resultado decepcionante, que colocaria a permanência do técnico Pagliuca em risco iminente.
Mas o futebol, na sua essência mais cruel e emocionante, reservou a redenção para o último toque.
Tudo começou com um erro capital. Aos 5 minutos, o lançamento cirúrgico de Saporiti encontrou o caminho de Shpendi, e o zagueiro Kofler viu o cartão vermelho direto. A vantagem numérica deveria ter sido o trampolim para uma vitória fácil. No entanto, o Empoli entregou 40 minutos de futebol lento e previsível, culminando na punição: o gol de Pecorino aos 42 minutos. A Südtirol, mesmo em desvantagem, mostrou organização e ousadia, calando o estádio. O grito de Pecorino, ao acertar a trave de Fulignati momentos antes do gol, foi um aviso de que a história não seria simples.
A volta para o segundo tempo trouxe um Empoli transformado. A entrada de Nasti e a garra de Ilie finalmente quebraram a retranca visitante. Aos 15 minutos, Shpendi empatou, incendiando a partida. O placar estava igual, mas a virada teimava em não sair. O tempo avançava, e as chances eram desperdiçadas, como a de Yepes, que chutou para fora quando estava livre.
Foi então, no último instante, que o drama se resolveu. Aos 51 minutos, a bola encontrou Nasti na área. Sem hesitar, o jovem atacante soltou um míssil de esquerda, potente e rasteiro, no canto direito de Adamonis. GOL! Com exceção do lado da torcida visitante, o Estádio Druso passou longe da euforia.
O técnico Pagliuca, suspenso na arquibancada, pôde, enfim, soltar o ar. Não foi uma vitória bonita, mas foi vital. Os três pontos tiram a corda do pescoço da comissão técnica e dão ao Empoli o fôlego necessário para trabalhar a pausa da Serie B com mais tranquilidade. A virada, no apagar das luzes, é um lembrete do quão dramático é o futebol italiano e do poder de um gol no último segundo.
L'Empoli vince in rimonta 2-1 contro il Sud Tirol nella Serie B, nonostante abbia giocato in superiorità numerica fin dal 5' (espulsione di Kofler). Dopo un brutto primo tempo e lo svantaggio (Pecorino al 42'), gli Azzurri pareggiano con Shpendi e vincono al 96' con il gol decisivo di Nasti. La vittoria salva la panchina di Pagliuca, portando l'Empoli a 9 punti in classifica.
O Estádio Luigi Ferraris se preparava para um pesadelo, mas testemunhou um despertar de titã. A noite que começou com a frustração e o silêncio atordoado da torcida da Sampdoria se transformou em uma explosão de gols e um rugido de esperança. O placar final de Sampdoria 4 x 1 Pescara não conta a história da montanha-russa emocional que a equipe blucerchiata enfrentou, antes de finalmente entregar aos seus torcedores uma virada inesquecível.
No primeiro tempo, o drama foi palpável. A Sampdoria dominava o campo, mas o gol parecia blindado. Simone Pafundi, a jovem promessa, desfilava talento, mas seus chutes potentes paravam nas mãos do goleiro ou na linha de fundo. O artilheiro Coda ensaiou um golaço de voleio, mas a bola teimava em não entrar. O clima de injustiça aumentou com a confusão do VAR, que anulou um pênalti claro, e culminou no gol de Olivieri para o Pescara aos 44 minutos, em um contra-ataque letal. O grito de gol adversário soou como um "banho de água fria" no silêncio do estádio, levando a Sampdoria para os vestiários com o peso da desvantagem e da frustração.
Mas o intervalo foi o palco de uma transformação. O técnico Donati deve ter injetado uma dose de orgulho e fúria no time, pois a Sampdoria que retornou para o segundo tempo era outra. A intenção era clara: rasgar a desvantagem. Em menos de 17 minutos, o inferno virou céu. Aos 54 minutos, o motor Coda lançou Pafundi, o pênalti veio, e o próprio Coda, com a frieza de um matador, empatou a partida.
O momento que incendiou o estádio, porém, foi aos 62 minutos. Em uma triangulação perfeita, Bellemo roubou a bola, correu em direção ao gol, e Coda, em um gesto de pura generosidade e inteligência, devolveu-lhe a bola no "prato de prata". O toque final de Pafundi para o 2 a 1 não foi apenas um gol; foi a virada mental que a equipe precisava.
A partir daí, a Sampdoria se transformou em um rolo compressor. Depaoli, em um lance de pura velocidade e força, fulminou o goleiro para o 3 a 1. E mesmo com o jogo ganho, o time não parou. O goleiro Desplanches se viu em uma muralha solitária, fazendo milagres contra Coda e Henderson, que ainda viu seu chute ser beijado pela trave. O golpe de misericórdia veio nos acréscimos, quando o recém-chegado Ioannou marcou o quarto gol, selando a goleada.
A noite terminou com o som que a torcida ansiava: aplausos, longos e merecidos. A Sampdoria não apenas venceu; ela superou a adversidade e resgatou a sua alma, provando que, mesmo nos momentos mais difíceis, a Fúria Blucerchiata vai prevalecer nas próximas rodadas?
La Sampdoria batte il Pescara 4-1 con una rimonta eccellente nel secondo tempo. Dopo essere andati sotto (0-1) per un gol di Olivieri, i blucerchiati hanno ribaltato il risultato con le reti di Coda (rigore), Bellemo, Depaoli e Ioannou. La prestazione di Coda e Pafundi è stata decisiva. La vittoria, frutto di una forte reazione mentale, ha meritato gli applausi dei tifosi.
O Modena não apenas venceu, mas dominou o Entella por 2 a 0, selando a 7ª rodada da Série B e recuperando o primeiro lugar da tabela. A atuação dos canarini foi uma demonstração de força e consistência tática, enviando um claro aviso aos rivais sobre suas ambições de promoção. A equipe de Sottil mantém a invencibilidade e acumula 17 pontos, estabelecendo uma vantagem importante antes da pausa internacional.
Um dos pontos mais fortes da vitória foi a dominação territorial e a criação de oportunidades desde os primeiros minutos. Jogadores como Santoro mostraram um ímpeto ofensivo constante, forçando a defesa adversária a se desdobrar. A equipe soube, ainda que tardiamente, capitalizar sua superioridade. O artilheiro da Serie B, Gliozzi, demonstrou seu faro de gol ao converter o pênalti que abriu o placar, seu quinto na competição, confirmando sua importância como peça central no ataque gialloblù. O golpe final, uma cabeçada potente de Pedro Mendes aos 90 minutos, reforçou a capacidade do Modena de ser letal nos momentos cruciais. A capacidade de fechar a partida com segurança é uma característica de um time que almeja a primeira divisão.
No entanto, a atuação, apesar de vitoriosa e dominante, revelou um ponto fraco que pode ser crucial em jogos mais equilibrados: a falta de eficiência na conversão de chances no primeiro tempo. O placar deveria ter sido inaugurado muito antes dos 65 minutos. Perdas de gol claras por Di Mariano e o próprio Gliozzi mantiveram a Entella no jogo, permitindo que a equipe lígure, através de Debenedetti e Marconi, ensaiasse algumas ameaças. Essa demora em matar a partida expôs a defesa a riscos desnecessários, especialmente no início do segundo tempo, quando o chute perigoso de Marconi exigiu atenção.
A gestão da partida também foi notável. A resiliência em face das inusitadas interrupções por falhas na bola no primeiro tempo – um fato que gerou instabilidade – demonstra o foco da equipe. A vitória coloca o Modena em uma posição de comando, superando Palermo e Frosinone, e garantindo a moral elevada para o próximo grande confronto: o duelo direto contra o Palermo, considerado um dos principais favoritos ao acesso. A Entella, por sua vez, demonstrou fragilidade, estagnado nos 6 pontos e longe de ser uma ameaça real para os líderes, refletindo a disparidade de forças da liga. A equipe lígure precisa urgentemente reorganizar seu setor defensivo. A performance do Modena, no entanto, solidifica sua candidatura como uma das grandes forças da Série B.
Il Modena vince 2-0 contro l'Entella nella 7a giornata di Serie B e torna in testa alla classifica con 17 punti, superando Palermo e Frosinone. Gliozzi (su rigore) e Pedro Mendes segnano. La squadra di Sottil resta imbattuta e si prepara allo scontro diretto col Palermo dopo la sosta Nazionali.
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