Hércules Meneses: Série B 2025/2026: 7ª Rodada                                                                       

Série B 2025/2026: 7ª Rodada

 


A neblina de Veneza não estava apenas sobre os canais neste fim de semana; ela pairou como um mau presságio sobre o líder Frosinone, que sofreu um colapso emocional e tático no Estádio Pierluigi Penzo. O Venezia entrou em campo com a intensidade de uma tempestade, entregando um 3 a 0 avassalador que sacudiu a tabela e reescreveu o roteiro do campeonato.

A bola mal havia rolado e a energia lagunari já era palpável. Aos três minutos, um rugido irrompeu das arquibancadas: Compagnon abriu o placar. O Frosinone, líder invicto, parecia ter esquecido de entrar em campo. Mas o verdadeiro show de determinação viria em seguida, orquestrado pelo furacão chamado Yeboah.

O atacante estava em uma noite de pura adrenalina. Aos 16 minutos, ele invadiu a área e ganhou um pênalti. Na cobrança, o goleiro defendeu. Por um instante, o silêncio pairou. Mas Yeboah, com a cabeça no lugar de um artilheiro, correu mais rápido que o pensamento, pegou o rebote e mandou para o fundo das redes. 2 a 0. A jogada, rocambolesca e genial, foi o ponto de virada emocional do jogo. O líder estava nocauteado antes dos 20 minutos.

O intervalo trouxe uma falsa sensação de esperança para os torcedores ciociari. No entanto, o técnico do Venezia tinha uma carta na manga. A entrada de Casas foi fatal. Em um lance rápido, no início da segunda etapa, a bola chegou ao recém-entrado, que não perdoou. 3 a 0! O gol de Casas foi a sentença final.

A partir dali, o jogo se transformou em um exercício de controle e festa para o Venezia. A vitória incontestável não apenas levou o time a 12 pontos, ficando mais próximo do topo, mas também deixou uma marca indelével na mente dos adversários. O Frosinone saiu de Veneza com uma derrota que machuca e ensina, enquanto o Venezia emerge como um protagonista feroz e determinado na briga pelo acesso à Série A.


Il Venezia travolge il Frosinone, capolista, con un netto 3-0 in casa. I lagunari aprono le marcature al 3' con Compagnon. Yeboah, sebbene sbagli un rigore, raddoppia subito dopo (16') sul tap-in. Il subentrato Casas chiude i conti a inizio ripresa (52'). Con questa vittoria, il Venezia sale a 12 punti, a soli due punti dal Frosinone (14).




A vitória do Monza por 2 a 1 sobre a Catanzaro foi mais do que a conquista de três pontos; foi um teste de resiliência e maturidade tática. O jogo começou com um ponto fraco evidente para os brianzoli: a desatenção inicial. Sofrer um gol logo aos cinco minutos, impulsionado pela qualidade do assistente Iemmello para Cissé, colocou o Monza em uma situação desconfortável em seu próprio campo, exigindo uma reação imediata contra um adversário conhecido por sua obstinação nos empates.

Contudo, a força do Monza residiu na sua capacidade de absorver o choque e reagir com calma, sem desespero. O empate, marcado por Álvarez com assistência precisa de Birindelli – que se mostrou o nome da partida –, veio antes do intervalo, restaurando a paridade e a confiança da equipe. Este foi um ponto forte crucial, pois impediu que o Catanzaro se fechasse completamente com a vantagem.

A segunda etapa consolidou a superioridade do time da casa. O ponto forte da jogada do gol da virada foi o trabalho de equipe e a persistência na bola parada, com Keita iniciando, Izzo na assistência sutil e, novamente, Birindelli finalizando de forma oportunista. Este gol não apenas garantiu a vitória, mas também destacou a profundidade do elenco e a importância das peças de apoio na área adversária.

A Catanzaro, embora tenha demonstrado um ponto forte na capacidade de abrir o placar, revelou uma fragilidade preocupante: a falta de poder de fogo para buscar o empate após a desvantagem. O time calabrês parou na sua especialidade, os empates, e sofreu sua primeira derrota na temporada, o que acende um sinal de alerta sobre a dificuldade de reverter placares adversos.

O momento de maior descontrole da partida veio com a expulsão de Aquilani por protestos, um ponto fraco de temperamento que só prejudicou a tentativa final dos visitantes de voltar ao jogo.

Em contraste, o Monza mostrou controle emocional e eficácia ofensiva nos momentos cruciais. A vitória leva o time a 11 pontos, um ponto forte que o consolida na parte de cima da tabela. A atuação de Birindelli, com uma assistência e o gol da vitória, deve ser destacada como o grande diferencial desta bela virada em casa.


Il Monza vince in rimonta 2-1 contro il Catanzaro in casa. Dopo il gol iniziale di Cissé (assist Iemmello) al 5', i brianzoli pareggiano con Álvarez (assist Birindelli) al 37', e completano la virata al 66' con Birindelli. Il Monza sale a 11 punti, mentre il Catanzaro subisce la prima sconfitta stagionale.



O Estádio San Nicola testemunhou uma noite de pura emoção e catarse. O Bari precisava de uma vitória para acalmar os ânimos da torcida e dar fôlego ao técnico Fabio Caserta. A virada épica de 2 a 1 sobre o Padova não apenas cumpriu essa missão, como resgatou a alma de um clube. Foi um jogo que parecia destinado ao fracasso, mas se transformou em um triunfo de tirar o fôlego.

A tensão era palpável nas arquibancadas. O primeiro tempo foi uma frustração: o Bari começou forte, mas viu o Padova, aos poucos, ganhar terreno e confiança, assustando o goleiro e neutralizando os ataques dos donos da casa. Quando Bortolussi balançou as redes aos 50 minutos, abrindo o placar para os visitantes, o silêncio desceu sobre o San Nicola. O time biancorosso estava atrás no placar e a pressão só aumentava.

O drama atingiu seu ápice aos 69 minutos. Em uma jogada de velocidade, o zagueiro Capelli, do Padova, cometeu a falta que mudaria o destino da partida. Cartão vermelho direto. A exclusão foi um presente de peso para o Bari. A responsabilidade de Moncini era imensa, mas ele não hesitou. Pênalti convertido aos 71 minutos, o empate estava feito e o San Nicola explodiu em euforia.

Mas o Bari não parou. Sentindo o cheiro da vitória e com um homem a mais, a equipe de Caserta se lançou ao ataque, determinada a completar a remontada. Aos 84 minutos, o ápice da noite. Em uma jogada envolvente, Dorval serviu Cerri, que não perdoou. A bola no fundo das redes. 2 a 1. A virada estava consumada. A explosão de alegria foi indescritível; jogadores e torcedores celebraram a primeira vitória da temporada com a intensidade de um título.

Este jogo será lembrado não só pelos três pontos, mas pela força mental que o Bari demonstrou ao se levantar após o golpe. A vitória heroica sobre um Padova competitivo pode ser um divisor de águas, um prenúncio de que a equipe pode estar pronta para lutar e que o San Nicola continua sendo um campo de batalha onde as viradas são possíveis.



Il Bari conquista la prima vittoria stagionale ribaltando il Padova 2-1 al San Nicola. Bortolussi porta in vantaggio gli ospiti, ma l'espulsione di Capelli cambia la partita. Moncini (su rigore) e Cerri (su assist di Dorval) completano la rimonta. Il Bari sale a 6 punti.




O palco estava montado para a festa dos biancoverdi. No coração da Campânia, o Estádio Partenio esperava ver o Avellino consolidar sua posição entre os líderes. Contudo, o que se viu foi uma noite de tensão e frustração, culminando em um empate sem gols (0 a 0) contra o Mantova, um resultado que deixou um sabor amargo para a torcida.

A partida começou com um choque de realidade. O Avellino, que se destacou pela garra em jogos anteriores, parecia travado, quase petrificado pela pressão do jogo. Foi o Mantova, o time que luta nas posições inferiores, quem ousou mais no primeiro tempo. Os visitantes dominavam o meio-campo com coragem, e a defesa do Avellino, liderada por atuações heroicas, precisou se desdobrar para evitar o pior. A emoção no Partenio era de ansiedade: a cada avanço do Mantova, um suspiro de alívio da arquibancada.

O intervalo trouxe uma injeção de ânimo. O técnico do Avellino, provavelmente, convocou a alma guerreira da Campânia, pois o time voltou com uma nova atitude. Mais aguerridos, os biancoverdi pressionaram, mas o gás rapidamente se esvaiu. O jogo se transformou em uma batalha tática no centro do campo, onde a criatividade se escondeu. As chances claras de gol existiram, contudo, a frustração se instalou no estádio.

O apito final, com o placar inalterado, selou o 0 a 0. O Avellino somou mais um ponto, chegando a 12, mas a sensação era de derrota. A torcida esperava a vitória, mas recebeu uma exibição de pouca inspiração ofensiva. Para o Mantova, o ponto fora de casa, que o leva a 4 pontos, foi celebrado como uma pequena vitória, um sinal de que a luta pela permanência está mais viva do que nunca. A noite no Partenio foi de silêncio: um lembrete cruel de que, no futebol, a garra é essencial, mas o gol é a alma da vitória.


Avellino e Mantova pareggiano 0-0 in un match privo di reti. Nel primo tempo il Mantova domina, ma l'Avellino resiste. Nella ripresa, nonostante la maggiore grinta dei campani, le occasioni scarseggiano. L'Avellino sale a 12 punti, il Mantova a 4.




A vitória do Palermo por 2 a 1 sobre o Spezia foi um espetáculo de ineficiência e drama, com o time da casa demonstrando uma capacidade preocupante de criar e desperdiçar. O resultado, embora apertado, reflete um domínio de oportunidades por parte do Spezia, que pressionou, mas pecou na finalização e no controle emocional.

O Ponto Forte do Palermo residiu na sua eficiência ofensiva e na resiliência defensiva. O time marcou seus dois gols em momentos-chave: um no final do primeiro tempo com Joel Pohjanpalo e outro no início do segundo tempo com Niccolò Pierozzi, ambos originados de lances de bola parada, o que evidencia o foco tático em aproveitar essas situações. No segundo tempo, apesar da intensa pressão do Spezia, o Palermo conseguiu se segurar, mesmo com a substituição de zagueiros importantes, demonstrando uma capacidade de se adaptar e proteger a vantagem.

Por outro lado, o Spezia exibiu um volume de jogo notável, especialmente no segundo tempo. A equipe buscou o gol com insistência, culminando em um pênalti a seu favor aos 43 minutos. No entanto, o Ponto Fraco mais gritante do Spezia foi o desperdício de chances e a falta de qualidade na finalização. A chance mais clara, o pênalti batido por Salvatore Esposito, que foi desperdiçado, mantendo o Palermo na liderança e ilustrando a má sorte e a pressão que o time da casa enfrentou. A sucessão de chutes defendidos e tentativas falhadas, como o chute de Lapadula defendido por pouco, mostra um ataque que consegue chegar, mas não consegue converter.

Outro Ponto Fraco notável no jogo foi a desorganização do Spezia na reta final, que, embora tenha conseguido um gol contra de Samuel Giovane, transformou a partida em um confronto caótico de ataque contra defesa. As múltiplas substituições efetuadas pelo técnico do Spezia, incluindo a entrada de Antonio Candela e Gabriele Artistico, tentaram injetar energia, mas não trouxeram a calma necessária para reverter o placar. O jogo foi tenso, com cartões amarelos para ambos os lados e um alto número de faltas, refletindo a intensidade da disputa, mas também uma certa falta de controle. A performance do Spezia foi a de um time que se desespera ao invés de manter a calma sob pressão.



Il Palermo vince 2-1 contro lo Spezia in una partita drammatica e caotica. Il Palermo segna con Pohjanpalo e Pierozzi (entrambi su palla inattiva) dimostrando efficacia. Lo Spezia domina il gioco ma manca di precisione, fallendo clamorosamente un calcio di rigore con Esposito al 44' del secondo tempo. Nonostante un autogol di Giovane, la squadra di casa non riesce a completare la rimonta.



O Estádio de Reggio Emilia testemunhou uma montanha-russa de emoções na 7ª rodada da Série B, mas no final, o grito da torcida era uníssono: "Motta! Motta!". A vitória de 2 a 1 da Reggiana sobre o ex-líder Cesena não foi apenas um resultado tático; foi um triunfo da paixão e da defesa histórica de um jovem: Edoardo Motta.

A tensão começou cedo. O Cesena, ex-líder, impôs seu ritmo, e era questão de tempo para o gol sair. Quando Ciervo finalmente furou a defesa aos 15 minutos, o estádio silenciou, temendo o inevitável. Mas foi nesse momento de fragilidade que a Reggiana mostrou seu coração. Em uma virada relâmpago que durou meros quatro minutos, a energia do time mudou. Aos 20, o arremate de Tavsan encontrou as redes, explodindo a torcida. Quatro minutos depois, Portanova completou a virada, transformando o temor em euforia.

O segundo tempo, contudo, seria escrito nas mãos de Motta. O Cesena voltou do vestiário sedento por vingança, cercando a área da Reggiana. O ápice veio em um lance que ficará gravado na memória da Série B: uma defesa dupla, quase sobrenatural. Motta, o garoto de 21 anos, parou Shpendi com a ponta da chuteira em uma finalização à queima-roupa e, no segundo seguinte, sem tempo para respirar, mergulhou para desviar o chute de Berti. A defesa foi um grito de guerra, um balde de água fria nas esperanças do Cesena.

O time do Cesena, frustrado e sem respostas, desmoronou no final, culminando na expulsão de Simone Bastoni. O apito final trouxe alívio e celebração para a Reggiana, que deu um salto na tabela. Mas acima de tudo, a noite foi de Edoardo Motta, o nome que o clube e a torcida não vão esquecer. Ele não apenas garantiu os três pontos, ele escreveu um novo capítulo na história de esforço e superação da Reggiana.


La Reggiana batte il Cesena (ex capolista) 2-1 nella 7a giornata di Serie B. Il Cesena segna per primo con Ciervo (15'), ma la Reggiana ribalta in quattro minuti con Tavsan (20') e Portanova (24'). Il portiere U21 Edoardo Motta è l'MVP, salvando la vittoria con parate decisive nel secondo tempo, inclusa una doppia parata "irreale". Il Cesena, che chiude in dieci, resta a 11 punti; la Reggiana sale a 9.


A vitória por 3 a 0 da Carrarese sobre o até então invicto Juve Stabia merece uma análise detalhada. O resultado, conquistado sob o silêncio atípico do Stadio dei Marmi devido ao protesto da torcida organizada, foi um dos mais expressivos da rodada e representa um ponto de virada para a equipe de Calabro.

O primeiro ponto forte foi a eficiência precoce. A Carrarese conseguiu capitalizar a primeira oportunidade clara, convertendo o pênalti de Schiavi logo aos 8 minutos. Abrir o placar cedo não só deu conforto, mas também permitiu ao time adotar uma postura tática mais conservadora quando o adversário cresceu.

No entanto, o placar final esconde uma fase de fragilidade no meio-campo durante grande parte do primeiro tempo. Após o 1 a 0, a Carrarese perdeu a posse de bola e foi forçada a se defender em bloco baixo, sofrendo intensa pressão do Juve Stabia. Esse período de recuo excessivo, onde Bleve precisou intervir crucialmente contra Reale e Carissoni, é um ponto fraco tático que precisará ser corrigido contra adversários de maior poder ofensivo.

A Juve Stabia demonstrou ser um time de bons atributos ofensivos, com capacidade de manter o ritmo e criar chances, especialmente pelos lados do campo. O lado negativo do time de Campânia, no entanto, foi sua incapacidade de concretizar as oportunidades criadas. O momento-chave para os visitantes ocorreu no início da segunda etapa, quando o cabeceio de Bellich exigiu uma defesa milagrosa de Bleve.

O jogo foi decidido pela capacidade de reação da Carrarese após esse susto. A resposta veio com o chute de Finotto na trave e, subsequentemente, com o brilho individual. O segundo gol, com Finotto servindo Hasa, e o terceiro, uma bela finalização de Zanon, destacaram o segundo grande ponto forte da Carrarese: a eficácia letal nas transições ofensivas e o talento individual em momentos de decisão.

Individualmente, o goleiro Bleve foi o pilar da defesa, merecendo destaque por manter a meta inviolada em momentos de pressão. No ataque, a atuação de Finotto foi crucial, com participação direta nos dois últimos gols (assistência e jogada que gerou a chance do terceiro), superando o azar da bola na trave. Sua proteção de bola no segundo gol foi um exemplo de inteligência tática.

A vitória, portanto, deve ser vista como um triunfo de resiliência e contra-ataque, mas não de domínio absoluto. A Carrarese venceu o jogo tático no segundo tempo, aproveitando o desgaste e a desorganização da Juve Stabia após não converter suas chances. O resultado é um forte recado para a liga, demonstrando que o time tem potencial para desafiar a parte de cima da tabela. A fragilidade temporária no controle do jogo, contudo, é um alerta.

O retorno da Carrarese ao caminho das vitórias em casa, quebrando a série invicta de um oponente respeitável, é inegavelmente um impulso moral. Resta saber se o protesto da torcida, que deixou a curva vazia, será resolvido, pois a paixão de seus adeptos é um fator que, no longo prazo, se traduz em força e pressão sobre os adversários, algo que faltou à atmosfera do estádio neste dia. A força mostrada em campo, porém, supera a ausência da voz das arquibancadas.


La Carrarese batte 3-0 la Juve Stabia allo Stadio dei Marmi, conquistando la prima vittoria casalinga e interrompendo l'imbattibilità degli ospiti. Nonostante la curva in protesta fosse vuota, la squadra di Calabro ha brillato con i gol di Schiavi (rigore), Hasa e Zanon. Il portiere Bleve è stato decisivo con parate cruciali, confermando la Carrarese come seria candidata al vertice in Serie C.



O relógio marcava 51 minutos no Estádio Druso. A frustração da torcida era palpável, misturada à incredulidade. O Empoli, jogando em casa e com um homem a mais desde os 5 minutos de jogo, estava empatando em 1 a 1 com a Südtirol. O drama da equipe azzurra parecia caminhar para mais um resultado decepcionante, que colocaria a permanência do técnico Pagliuca em risco iminente.

Mas o futebol, na sua essência mais cruel e emocionante, reservou a redenção para o último toque.

Tudo começou com um erro capital. Aos 5 minutos, o lançamento cirúrgico de Saporiti encontrou o caminho de Shpendi, e o zagueiro Kofler viu o cartão vermelho direto. A vantagem numérica deveria ter sido o trampolim para uma vitória fácil. No entanto, o Empoli entregou 40 minutos de futebol lento e previsível, culminando na punição: o gol de Pecorino aos 42 minutos. A Südtirol, mesmo em desvantagem, mostrou organização e ousadia, calando o estádio. O grito de Pecorino, ao acertar a trave de Fulignati momentos antes do gol, foi um aviso de que a história não seria simples.

A volta para o segundo tempo trouxe um Empoli transformado. A entrada de Nasti e a garra de Ilie finalmente quebraram a retranca visitante. Aos 15 minutos, Shpendi empatou, incendiando a partida. O placar estava igual, mas a virada teimava em não sair. O tempo avançava, e as chances eram desperdiçadas, como a de Yepes, que chutou para fora quando estava livre.

Foi então, no último instante, que o drama se resolveu. Aos 51 minutos, a bola encontrou Nasti na área. Sem hesitar, o jovem atacante soltou um míssil de esquerda, potente e rasteiro, no canto direito de Adamonis. GOL! Com exceção do lado da torcida visitante, o Estádio Druso passou longe da euforia.

O técnico Pagliuca, suspenso na arquibancada, pôde, enfim, soltar o ar. Não foi uma vitória bonita, mas foi vital. Os três pontos tiram a corda do pescoço da comissão técnica e dão ao Empoli o fôlego necessário para trabalhar a pausa da Serie B com mais tranquilidade. A virada, no apagar das luzes, é um lembrete do quão dramático é o futebol italiano e do poder de um gol no último segundo.



L'Empoli vince in rimonta 2-1 contro il Sud Tirol nella Serie B, nonostante abbia giocato in superiorità numerica fin dal 5' (espulsione di Kofler). Dopo un brutto primo tempo e lo svantaggio (Pecorino al 42'), gli Azzurri pareggiano con Shpendi e vincono al 96' con il gol decisivo di Nasti. La vittoria salva la panchina di Pagliuca, portando l'Empoli a 9 punti in classifica.



O Estádio Luigi Ferraris se preparava para um pesadelo, mas testemunhou um despertar de titã. A noite que começou com a frustração e o silêncio atordoado da torcida da Sampdoria se transformou em uma explosão de gols e um rugido de esperança. O placar final de Sampdoria 4 x 1 Pescara não conta a história da montanha-russa emocional que a equipe blucerchiata enfrentou, antes de finalmente entregar aos seus torcedores uma virada inesquecível.

No primeiro tempo, o drama foi palpável. A Sampdoria dominava o campo, mas o gol parecia blindado. Simone Pafundi, a jovem promessa, desfilava talento, mas seus chutes potentes paravam nas mãos do goleiro ou na linha de fundo. O artilheiro Coda ensaiou um golaço de voleio, mas a bola teimava em não entrar. O clima de injustiça aumentou com a confusão do VAR, que anulou um pênalti claro, e culminou no gol de Olivieri para o Pescara aos 44 minutos, em um contra-ataque letal. O grito de gol adversário soou como um "banho de água fria" no silêncio do estádio, levando a Sampdoria para os vestiários com o peso da desvantagem e da frustração.

Mas o intervalo foi o palco de uma transformação. O técnico Donati deve ter injetado uma dose de orgulho e fúria no time, pois a Sampdoria que retornou para o segundo tempo era outra. A intenção era clara: rasgar a desvantagem. Em menos de 17 minutos, o inferno virou céu. Aos 54 minutos, o motor Coda lançou Pafundi, o pênalti veio, e o próprio Coda, com a frieza de um matador, empatou a partida.

O momento que incendiou o estádio, porém, foi aos 62 minutos. Em uma triangulação perfeita, Bellemo roubou a bola, correu em direção ao gol, e Coda, em um gesto de pura generosidade e inteligência, devolveu-lhe a bola no "prato de prata". O toque final de Pafundi para o 2 a 1 não foi apenas um gol; foi a virada mental que a equipe precisava.

A partir daí, a Sampdoria se transformou em um rolo compressor. Depaoli, em um lance de pura velocidade e força, fulminou o goleiro para o 3 a 1. E mesmo com o jogo ganho, o time não parou. O goleiro Desplanches se viu em uma muralha solitária, fazendo milagres contra Coda e Henderson, que ainda viu seu chute ser beijado pela trave. O golpe de misericórdia veio nos acréscimos, quando o recém-chegado Ioannou marcou o quarto gol, selando a goleada.

A noite terminou com o som que a torcida ansiava: aplausos, longos e merecidos. A Sampdoria não apenas venceu; ela superou a adversidade e resgatou a sua alma, provando que, mesmo nos momentos mais difíceis, a Fúria Blucerchiata vai prevalecer nas próximas rodadas?


La Sampdoria batte il Pescara 4-1 con una rimonta eccellente nel secondo tempo. Dopo essere andati sotto (0-1) per un gol di Olivieri, i blucerchiati hanno ribaltato il risultato con le reti di Coda (rigore), Bellemo, Depaoli e Ioannou. La prestazione di Coda e Pafundi è stata decisiva. La vittoria, frutto di una forte reazione mentale, ha meritato gli applausi dei tifosi.




O Modena não apenas venceu, mas dominou o Entella por 2 a 0, selando a 7ª rodada da Série B e recuperando o primeiro lugar da tabela. A atuação dos canarini foi uma demonstração de força e consistência tática, enviando um claro aviso aos rivais sobre suas ambições de promoção. A equipe de Sottil mantém a invencibilidade e acumula 17 pontos, estabelecendo uma vantagem importante antes da pausa internacional.

Um dos pontos mais fortes da vitória foi a dominação territorial e a criação de oportunidades desde os primeiros minutos. Jogadores como Santoro mostraram um ímpeto ofensivo constante, forçando a defesa adversária a se desdobrar. A equipe soube, ainda que tardiamente, capitalizar sua superioridade. O artilheiro da Serie B, Gliozzi, demonstrou seu faro de gol ao converter o pênalti que abriu o placar, seu quinto na competição, confirmando sua importância como peça central no ataque gialloblù. O golpe final, uma cabeçada potente de Pedro Mendes aos 90 minutos, reforçou a capacidade do Modena de ser letal nos momentos cruciais. A capacidade de fechar a partida com segurança é uma característica de um time que almeja a primeira divisão.

No entanto, a atuação, apesar de vitoriosa e dominante, revelou um ponto fraco que pode ser crucial em jogos mais equilibrados: a falta de eficiência na conversão de chances no primeiro tempo. O placar deveria ter sido inaugurado muito antes dos 65 minutos. Perdas de gol claras por Di Mariano e o próprio Gliozzi mantiveram a Entella no jogo, permitindo que a equipe lígure, através de Debenedetti e Marconi, ensaiasse algumas ameaças. Essa demora em matar a partida expôs a defesa a riscos desnecessários, especialmente no início do segundo tempo, quando o chute perigoso de Marconi exigiu atenção.

A gestão da partida também foi notável. A resiliência em face das inusitadas interrupções por falhas na bola no primeiro tempo – um fato que gerou instabilidade – demonstra o foco da equipe. A vitória coloca o Modena em uma posição de comando, superando Palermo e Frosinone, e garantindo a moral elevada para o próximo grande confronto: o duelo direto contra o Palermo, considerado um dos principais favoritos ao acesso. A Entella, por sua vez, demonstrou fragilidade, estagnado nos 6 pontos e longe de ser uma ameaça real para os líderes, refletindo a disparidade de forças da liga. A equipe lígure precisa urgentemente reorganizar seu setor defensivo. A performance do Modena, no entanto, solidifica sua candidatura como uma das grandes forças da Série B.


Il Modena vince 2-0 contro l'Entella nella 7a giornata di Serie B e torna in testa alla classifica con 17 punti, superando Palermo e Frosinone. Gliozzi (su rigore) e Pedro Mendes segnano. La squadra di Sottil resta imbattuta e si prepara allo scontro diretto col Palermo dopo la sosta Nazionali.

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