Hércules Meneses: Após 20 anos no comando, o dono do clube italiano contrata banco americano para avaliar propostas que passam dos 200 milhões de euros                                                                       

Após 20 anos no comando, o dono do clube italiano contrata banco americano para avaliar propostas que passam dos 200 milhões de euros

 

O Torino Futebol Clube, um dos times mais tradicionais da Itália, está perto de mudar de dono. O empresário Urbano Cairo, que controla a equipe há duas décadas, decidiu começar o processo de venda. Para isso, ele contratou a empresa Bank of America como conselheira financeira. A função do banco é receber e analisar o interesse de possíveis compradores. Segundo informações do jornal econômico Il Sole 24 Ore, as primeiras propostas oficiais já começaram a chegar nos últimos dias.

Os maiores interessados em comprar o Torino são investidores dos Estados Unidos. Isso mostra uma tendência que já acontece há alguns anos: o dinheiro americano está muito focado no futebol da Itália, especialmente na primeira divisão, conhecida como Série A. Embora os nomes das empresas interessadas ainda sejam mantidos em segredo, fontes próximas ao caso garantem que vários grupos da América do Norte estão estudando as finanças do clube de Turim. Especialistas apontam que o valor total para comprar o Torino deve passar dos 200 milhões de euros (mais de 1 bilhão de reais na cotação atual).

Urbano Cairo garantiu que continuará no comando do clube durante a próxima temporada. No entanto, ele já não esconde de ninguém que o seu ciclo no Torino está chegando ao fim. Em um evento recente, o empresário desabafou sobre a nova realidade do futebol. Ele explicou que o esporte mudou muito com a chegada de donos estrangeiros bilionários e que hoje é muito difícil competir sem investimentos gigantescos.

“Na minha opinião, precisa vir alguém de fora da Itália”, admitiu Cairo. “Precisamos de um fundo de investimento que acredite no futebol italiano ou de pessoas muito ricas. Veja o exemplo do Como: os donos têm uma fortuna de 45 bilhões de euros e já investiram 400 milhões em poucos anos. Isso é apenas 1% do que eles têm. Para alguém como eu, que precisa cuidar das contas e não quer perder 30 milhões de euros por ano, o futebol atual é difícil. Se eu pudesse voltar no tempo, não recomendaria a um jovem Cairo comprar o Torino. Por isso, se eu for vender, tem que ser para alguém do exterior”.

Para entender o tamanho da transformação, vale a pena olhar para o passado. Urbano Cairo comprou o Torino em 2005, logo após o clube falir por causa de uma péssima gestão anterior. Desde que assumiu, Cairo colocou quase 81 milhões de euros do próprio bolso no time. A maior parte desse dinheiro foi investida nos primeiros sete anos, entre 2005 e 2012, para reestruturar a equipe e garantir a subida para a primeira divisão.

Depois desse período inicial difícil, o Torino conseguiu caminhar com as próprias pernas. O clube alcançou a independência financeira graças ao dinheiro dos direitos de transmissão de televisão da Série A e também à venda inteligente de jogadores por valores mais altos do que os de compra. Isso fez com que Cairo quase não precisasse colocar mais dinheiro do bolso por dez anos, voltando a fazer pequenos investimentos apenas entre 2022 e 2024. Agora, após cumprir a missão de salvar e estabilizar o Torino, o presidente se prepara para passar o bastão para o capital americano.

Il Torino Football Club è pronto a vivere una vera e propria rivoluzione societaria. Urbano Cairo, l’imprenditore che guida il club granata da ben vent’anni, ha deciso di aprire ufficialmente alla cessione della società. Per gestire questo delicato passaggio, Cairo ha scelto come advisor finanziario Bank of America, una delle banche più importanti del mondo. Il compito dell’istituto americano è quello di raccogliere e analizzare le manifestazioni di interesse. Secondo quanto riportato dal quotidiano Il Sole 24 Ore, le prime offerte concrete sarebbero già arrivate sul tavolo della proprietà.

La maggior parte di queste proposte arriva dagli Stati Uniti. Questo dato conferma il forte interesse dei fondi americani per il calcio italiano e in particolare per la Serie A, un campionato giudicato pieno di opportunità. Anche se i nomi dei potenziali acquirenti sono ancora riservati, fonti vicine alla trattativa confermano che diversi gruppi nordamericani stanno esaminando i conti del Torino. Secondo le prime stime, il valore complessivo del club granata per una cessione definitiva dovrebbe superare i 200 milioni di euro.

Il presidente Cairo ha confermato che il suo impegno alla guida del Torino continuerà anche per la prossima stagione calcistica. Tuttavia, non nasconde più il fatto che la sua avventura a Torino sia giunta alle battute finali. Durante una recente intervista al Festival della Tv, il patron ha spiegato chiaramente il motivo di questa scelta, legato soprattutto all’ingresso nel calcio italiano di proprietari stranieri con possibilità economiche quasi illimitate.

“Secondo me deve arrivare qualcuno dall’estero”, ha dichiarato Cairo apertamente. “Serve un fondo di investimento che creda nel nostro calcio e voglia investire, oppure persone ricchissime. Pensiamo alla proprietà del Como: hanno un patrimonio enorme di 45 miliardi e hanno già investito 400 milioni di euro in pochissimi anni. Questa cifra rappresenta solo l’1% della loro ricchezza. Per un imprenditore come me, che deve stare attento al bilancio e non vuole perdere 30 milioni all’anno, la gestione attuale è complicata. Se tornassi indietro, non consiglierei a un giovane Cairo di comprare il Toro. Se devo vendere, preferisco farlo a soggetti stranieri”.

La storia della gestione di Cairo inizia nel lontano 2005. L’imprenditore rilevò la società in un momento drammatico, subito dopo il fallimento finanziario della precedente gestione. Da quel giorno, secondo i calcoli del sito specializzato Calcio e Finanza, Cairo ha speso circa 81 milioni di euro di tasca propria per sostenere la squadra. La maggior parte di questi soldi è stata investita nel primo periodo, precisamente tra il 2005 e il 2012, per risanare i debiti e riportare il club stabilmente nella massima serie.

Negli anni successivi, il Torino ha trovato una buona stabilità economica e non ha più avuto bisogno di continui aiuti finanziari dalla proprietà. Questo successo è stato possibile grazie alla permanenza fissa in Serie A, che garantisce ricchi incassi dai diritti televisivi, e a un’ottima strategia sul mercato dei calciatori, basata sulla generazione di plusvalenze. Solo negli ultimi anni, tra il 2022 e il 2024, la proprietà è tornata a versare del denaro nelle casse del club. Ora, dopo aver salvato il Torino e averlo mantenuto tra le grandi del calcio italiano, Cairo sembra pronto a lasciare il posto a una nuova era americana.


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