
A eliminação da Itália na repescagem para o Mundial, pela terceira vez consecutiva, gerou uma onda previsível de lamentações na imprensa de Roma e Milão. Diante das exibições modestas da Bósnia-Herzegovina nas duas primeiras rodadas do torneio — um empate sofrido contra o Canadá e uma goleada por 4 a 1 diante da Suíça —, o tom geral passou a ser de indignação. Questiona-se como um elenco dependente de Edin Džeko, um veterano de 40 anos atuando na segunda divisão alemã, pôde superar a tetracampeã mundial. No entanto, essa análise baseada puramente no arrependimento falha em enxergar a realidade dos fatos: o futebol contemporâneo pune a soberba e premia a eficiência estratégica, independentemente do brilho estético.
L’eliminazione dell’Italia ai playoff per i Mondiali, per la terza volta consecutiva, ha generato una prevedibile ondata di rimpianti nella stampa di Roma e Milano. Di fronte alle modeste prestazioni della Bosnia-Erzegovina nelle prime due giornate del torneo — un pareggio sofferto contro il Canada e una sconfitta per 4-1 contro la Svizzera —, il tono generale è diventato di indignazione. Ci si chiede come una rosa dipendente da Edin Džeko, un veterano di 40 anni che milita nella seconda divisione tedesca, abbia potuto superare i quattro volte campioni del mondo. Tuttavia, questa analisi basata puramente sul rammarico non riesce a vedere la realtà dei fatti: il calcio contemporaneo punisce la superbia e premia l’efficienza strategica, indipendentemente dalla bellezza estetica.
Olhar para o desempenho atual da equipe comandada por Sergej Barbarez e rotulá-lo como um “fracasso absoluto” é ignorar o contexto histórico e técnico daquela nação. A Bósnia-Herzegovina qualificou-se para a fase final da maior competição do planeta pela segunda vez em toda a sua história. Para um país com recursos limitados e uma liga nacional modesta, estar entre os trinta e dois finalistas já representa uma conquista monumental. Atribuir o sucesso bósnio na repescagem a um mero golpe de sorte ou a um colapso emocional da Itália é um desrespeito ao pragmatismo tático demonstrado em Zenica. Contra os canadenses, a Bósnia aplicou exatamente a cartilha que a levou ao torneio: uma defesa sólida, espírito de sacrifício e aproveitamento cirúrgico das chances.
Guardare alle attuali prestazioni della squadra guidata da Sergej Barbarez e liquidarle come un “fallimento assoluto” significa ignorare il contesto storico e tecnico di quella nazione. La Bosnia-Erzegovina si è qualificata per la fase finale della massima competizione planetaria solo per la seconda volta nella sua storia. Per un paese con risorse limitate e un campionato nazionale modesto, essere tra i trentadue finalisti rappresenta già un traguardo monumentale. Attribuire il successo bosniaco nei playoff a un mero colpo di fortuna o a un crollo emotivo dell’Italia è una mancanza di rispetto verso il pragmatismo tattico dimostrato a Zenica. Contro i canadesi, la Bosnia ha applicato esattamente il copione che l’ha portata al torneo: difesa solida, spirito di sacrificio e sfruttamento chirurgico delle occasioni.
O próprio Džeko, com a lucidez que a idade e a experiência internacional lhe proporcionam, expôs a ferida aberta do futebol italiano. A expulsão precoce de Alessandro Bastoni naquele confronto decisivo mudou o panorama tático, mas o fator preponderante foi psicológico. A Itália entrou em campo esmagada pelo fantasma dos fracassos de 2018, sob o comando de Giampiero Ventura contra a Suécia, e de 2022, quando a Macedônia do Norte chocou o mundo em Palermo. A imprensa italiana preferiu criar narrativas folclóricas sobre a pressão das arquibancadas de Zenica e a proximidade das varandas residenciais ao redor do gramado, em vez de estudar seriamente as peças bósnias, como o jovem talento Alajbegovic ou a liderança de Muharemovic na linha de zaga.
Lo stesso Džeko, con la lucidità che l’età e l’esperienza internazionale gli conferiscono, ha esposto la ferita aperta del calcio italiano. L’espulsione precoce di Alessandro Bastoni in quel confronto decisivo ha cambiato il panorama tattico, ma il fattore preponderante è stato psicologico. L’Italia è scesa in campo schiacciata dal fantasma dei fallimenti del 2018, sotto la guida di Giampiero Ventura contro la Svezia, e del 2022, quando la Macedonia del Nord shockò il mondo a Palermo. I media italiani hanno preferito creare narrazioni folcloristiche sulla pressione degli spalti di Zenica e sulla vicinanza dei balconi residenziali al terreno di gioco, invece di studiare seriamente gli elementi bosniaci, come il giovane talento Alajbegovic o la leadership di Muharemovic sulla linea difensiva.
É evidente que o “catenaccio” bósnio ruiu diante do volume de jogo da Suíça após a expulsão de Muharemovic na segunda etapa. Contudo, classificar a derrota bósnia como uma prova de que a Itália merecia estar ali é um erro de perspectiva crônico. Se os italianos fossem, no papel, tão superiores quanto alegam as análises nostálgicas, teriam encontrado soluções táticas para superar o bloqueio bósnio nos noventa minutos decisivos. O futebol não é jogado no papel ou com base em títulos do passado. A incapacidade crônica de renovação de talentos, o excesso de estrangeiros nos clubes da Serie A que bloqueiam o desenvolvimento de jovens locais e a falta de coragem nas categorias de base são os verdadeiros culpados pela crise na península.
È evidente che il “catenaccio” bosniaco sia crollato di fronte al volume di gioco della Svizzera dopo l’espulsione di Muharemovic nella ripresa. Tuttavia, classificare la sconfitta bosniaca come una prova che l’Italia meritasse di essere lì è un errore di prospettiva cronico. Se gli italiani fossero, sulla carta, così superiori come sostengono le analisi nostalgiche, avrebbero trovato soluzioni tattiche per superare il blocco bosniaco nei novanta minuti decisivi. Il calcio non si gioca sulla carta o in base ai titoli del passato. L’incapacità cronica di rinnovamento dei talenti, l’eccesso di stranieri nei club di Serie A che bloccano lo sviluppo dei giovani locali e la mancanza di coraggio nei settori giovanili sono i veri colpevoli della crisi nella penisola.
A Bósnia-Herzegovina ainda mantém chances reais de classificação para a fase de mata-mata, bastando vencer a seleção do Qatar na rodada final da fase de grupos. Se alcançarem as oitavas de final, Barbarez e seus comandados escreverão a página mais bonita do esporte de seu país. Enquanto isso, restará à Itália assistir ao torneio pela televisão, alimentando um orgulho ferido que em nada ajuda a resolver suas deficiências estruturais. A Bósnia fez o seu papel com dignidade e com as armas que possuía; a Itália falhou porque acreditou que a sua camisa e a sua história seriam suficientes para entrar em campo e vencer por gravidade.
La Bosnia-Erzegovina mantiene ancora reali possibilità di qualificazione alla fase a eliminazione diretta, dovendo semplicemente battere la selezione del Qatar nell’ultima giornata della fase a gironi. Se raggiungeranno gli ottavi di finale, Barbarez e i suoi uomini scriveranno la pagina più bella dello sport del loro paese. Nel frattempo, all’Italia non resterà che guardare il torneo in televisione, alimentando un orgoglio ferito che in nulla aiuta a risolvere le proprie carenze strutturali. La Bosnia ha fatto il suo dovere con dignità e con le armi a sua disposizione; l’Italia ha fallito perché ha creduto che la sua maglia e la sua storia sarebbero bastate per scendere in campo e vincere per inerzia.


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