
O maior problema do futebol italiano hoje não está dentro de campo. Está fora dele. Está nos estádios. Essa é a conclusão da Relação Anual de 2026 da Comissão independente que controla as contas dos clubes profissionais na Itália. O documento fez um estudo grande sobre os estádios e mostrou como a Itália ficou para trás.
O número principal assusta. Desde o ano 2000, a Itália construiu ou reformou de forma profunda apenas 6 estádios. No resto da Europa, no mesmo período, foram 226 estádios novos. 6 contra 226. Na Europa, o investimento foi de cerca de 22 bilhões de euros. Na Itália, quase nada.
Quais são os 6 estádios novos da Itália?
A lista da Comissão mostra quais são:
Allianz Stadium da Juventus, em Turim - 155 milhões de euros.
New Balance Arena da Atalanta, em Bérgamo - cerca de 100 milhões de euros.
Bluenergy Stadium da Udinese - 30 milhões de euros.
Estádio Benito Stirpe, do Frosinone - 20 milhões de euros.
Estádio Druso, de Bolzano - 19 milhões de euros.
AlbinoLeffe Stadium, do AlbinoLeffe.
Só isso em mais de 20 anos. É muito pouco para um país com 4 títulos mundiais.
Estádios velhos e do governo: 82% são públicos
O problema não é só a quantidade. É a idade e de quem é o estádio.
Segundo a relação, cerca de 60% dos 129 estádios que podem receber mais de 5.500 pessoas foram construídos entre 1920 e 1970. São estádios com 50, 60, 80 anos.
A idade média dos estádios na Série A italiana é de 56 anos. Na Premier League, na Inglaterra, a média é de 35 anos. Na Bundesliga, na Alemanha, é de 38 anos. Na Série B italiana, a média sobe para 74 anos. É um estádio quase centenário.
Outro problema grande: 82% dos estádios italianos são da prefeitura, do governo. São públicos. E isso atrapalha muito os clubes. Quando o estádio não é do clube, o clube não pode ganhar dinheiro com ele todos os dias. Não pode fazer loja, restaurante, museu, show, evento. Só usa no dia do jogo. A relação diz que isso limita muito o dinheiro que o clube pode ganhar.
O que a Europa ganha com estádio novo
O estudo mostra o que acontece quando um clube tem um estádio novo e moderno.
Nos últimos 10 anos, na Europa, foram mais de 150 estádios novos ou reformados. E o resultado foi direto:
Aumento de 40% de público no estádio.
Aumento de mais de 70% de dinheiro vindo do estádio já no primeiro ano de uso.
Ou seja, estádio novo traz mais gente e muito mais dinheiro.
Na Itália, a Comissão fez uma conta: se o país reformasse todos os estádios, poderia ter 5,3 milhões de torcedores a mais por ano nos estádios. E isso geraria um impacto econômico de 1,3 bilhão de euros para as cidades onde os estádios estão.
Euro 2032: a grande chance de mudar tudo
Agora a Itália tem uma grande oportunidade para se recuperar. É a Eurocopa de 2032. A Itália vai organizar o torneio junto com a Turquia.
Até outubro de 2026, a Federação Italiana (FIGC) tem que mandar para a UEFA uma lista de 5 estádios principais e 2 reservas. Todos precisam ter no mínimo 30 mil lugares e estar em cidades com bom transporte, segurança, hotéis e estrutura.
Segundo a relação, a Itália vai receber 26 jogos da Euro 2032. São esperados mais de 1,1 milhão de torcedores. O impacto econômico total pode ser de 4,6 bilhões de euros. Desse total, 800 milhões seriam de herança de infraestrutura, ou seja, o que fica depois do torneio, 1 bilhão de gasto direto durante o torneio e 2,8 bilhões de gasto nos 12 a 18 meses depois do torneio.
Muitas cidades querem participar. Até o dia 31 de julho de 2026, chegaram candidaturas de 13 cidades com 16 estádios. Os projetos somam 5,8 bilhões de euros em investimentos. E o mais importante: cerca de 80% desse dinheiro, ou 4,6 bilhões, viria de empresas privadas. Não do governo. Isso sem contar o novo estádio do Napoli, que ainda não tinha detalhes.
Quais cidades querem receber a Euro?
A lista tem: San Nicola de Bari, Dall’Ara de Bolonha ou um estádio novo em Bolonha, o novo estádio Riva de Cagliari, o Franchi de Florença, o Ferraris de Gênova, o Via del Mare de Lecce, o novo estádio de Milão, o Barbera de Palermo, duas opções em Nápoles, três projetos em Roma - Olímpico, Pietralata e Flaminio -, além do Arechi de Salerno, o Stadium da Juventus em Turim e o Bentegodi de Verona.
O efeito da Euro já está aparecendo mesmo em quem não é candidato. A Comissão lembra outros projetos: o novo estádio do Venezia na área Bosco dello Sport, que deve ficar pronto na primavera de 2027, a reconstrução do estádio de Arezzo, as reformas em Carrara e Livorno e as conversas que Parma, Empoli e Como já começaram com suas prefeituras para fazer estádios novos.
Naming rights: o dinheiro que a Itália não ganha
O estádio velho e público também faz o clube perder outro dinheiro importante: o naming rights. É quando uma empresa paga para colocar seu nome no estádio. Por exemplo, Allianz Stadium.
Hoje, só 10 clubes da Série A e Série B têm esse tipo de acordo. É muito pouco.
A relação cita um estudo antigo que mostra que, por causa da dificuldade de usar o estádio comercialmente e porque a maioria é pública, os clubes da Série A e B deixam de ganhar cerca de 75 milhões de euros por ano. É um valor antigo, não atualizado para 2026, mas mostra o tamanho da perda. São 75 milhões que poderiam estar nos cofres dos clubes todo ano.
E o ponto principal do documento é: construir estádio novo não é só para ver o jogo. Estádio moderno permite fazer muitas outras coisas. Permite ter camarotes melhores (hospitality), lojas, restaurantes, shows, eventos, serviços digitais e atividades fora do dia do jogo. O estádio vira um shopping, um centro de entretenimento que ganha dinheiro todo dia, e não só quando tem gol. Ele deixa de depender só do resultado em campo.
É exatamente nisso que a Itália está perdendo feio para a Inglaterra, Alemanha e Espanha. Depois de mais de 20 anos, a diferença entre a Itália e o resto da Europa ainda é muito grande. A Euro 2032 pode ser a última chance de diminuir essa diferença.
Il più grande problema del calcio italiano oggi non è in campo. È fuori. È negli stadi. Questa è la conclusione della Relazione Annuale 2026 della Commissione indipendente che controlla i conti dei club professionistici in Italia. Il documento ha condotto un ampio studio sugli stadi e ha mostrato come l’Italia sia rimasta indietro.
Il numero principale spaventa. Dal 2000, l’Italia ha costruito o profondamente ristrutturato solo 6 stadi. Nel resto d’Europa, nello stesso periodo, sono stati 226 stadi nuovi. 6 contro 226. In Europa, l’investimento è stato di circa 22 miliardi di euro. In Italia, quasi nulla.
Quali sono i 6 nuovi stadi dell’Italia?
L’elenco della Commissione mostra quali sono:
Allianz Stadium della Juventus, a Torino – 155 milioni di euro.
New Balance Arena dell’Atalanta, a Bergamo – circa 100 milioni di euro.
Bluenergy Stadium dell’Udinese – 30 milioni di euro.
Stadio Benito Stirpe, del Frosinone – 20 milioni di euro.
Stadio Druso, di Bolzano – 19 milioni di euro.
AlbinoLeffe Stadium, dell’AlbinoLeffe.
Solo questo in oltre 20 anni. È molto poco per un Paese con 4 titoli mondiali.
Stadi vecchi e pubblici: l’82% è di proprietà comunale
Il problema non è solo la quantità. È l’età e di chi è lo stadio.
Secondo la relazione, circa il 60% dei 129 stadi che possono osprire più di 5.500 persone è stato costruito tra il 1920 e il 1970. Sono stadi con 50, 60, 80 anni.
L’età media degli stadi in Serie A italiana è di 56 anni. In Premier League, in Inghilterra, la media è di 35 anni. In Bundesliga, in Germania, è di 38 anni. In Serie B italiana, la media sale a 74 anni. È uno stadio quasi centenariale.
Un altro grande problema: l’82% degli stadi italiani è del comune, del governo. Sono pubblici. E questo ostacola molto i club. Quando lo stadio non è del club, il club non può guadagnare con tutti i giorni. Non può fare negozio, ristorante, museo, concerto, evento. Lo usa solo il giorno della partita. La relazione dice che questo limita molto il denaro che il club può guadagnare.
Cosa guadagna l’Europa con uno stadio nuovo
Lo studio mostra cosa succede quando un club ha uno stadio nuovo e moderno.
Negli ultimi 10 anni, in Europa, sono stati più di 150 stadi nuovi o ristrutturati. E il risultato è stato diretto:
Aumento del 40% del pubblico allo stadio.
Aumento di oltre il 70% dei ricavi dallo stadio già nel primo anno di utilizzo.
In altre parole, uno stadio nuovo porta più gente e molto più denaro.
In Italia, la Commissione ha fatto un calcolo: se il Paese ristrutturasse tutti gli stadi, potrebbe avere 5,3 milioni di tifosi in più all’anno negli stadi. E questo genererebbe un impatto economico di 1,3 miliardi di euro per le città in cui si trovano gli stadi.
Euro 2032: la grande occasione per cambiare tutto
Ora l’Italia ha una grande opportunità per recuperare. È l’Euro 2032. L’Italia organizzerà il torneo insieme alla Turchia.
Entro ottobre 2026, la Federazione Italiana (FIGC) deve inviare alla UEFA un elenco di 5 stadi principali e 2 di riserva. Tutti devono avere almeno 30.000 posti e trovarsi in città con buon trasporto, sicurezza, hotel e struttura.
Secondo la relazione, l’Italia ospiterà 26 partite dell’Euro 2032. Sono attesi più di 1,1 milione di tifosi. L’impatto economico totale può essere di 4,6 miliardi di euro. Di questo totale, 800 milioni sarebbero eredità infrastrutturale, ovvero ciò che resta dopo il torneo, 1 miliardo di spesa diretta durante il torneo e 2,8 miliardi di spesa nei 12-18 mesi successivi al torneo.
Molte città vogliono partecipare. Entro il 31 luglio 2026, sono arrivate candidature di 13 città con 16 stadi. I progetti sommano 5,8 miliardi di euro in investimenti. E la cosa più importante: circa l’80% di questo denaro, ovvero 4,6 miliardi, verrebbe da aziende private. Non dal governo. Senza contare il nuovo stadio del Napoli, che ancora non aveva dettagli.
Quali città vogliono ospitare l’Euro?
L’elenco include: San Nicola di Bari, Dall’Ara di Bologna o uno stadio nuovo a Bologna, il nuovo stadio Riva di Cagliari, il Franchi di Firenze, il Ferraris di Genova, il Via del Mare di Lecce, il nuovo stadio di Milano, il Barbera di Palermo, due opzioni a Napoli, tre progetti a Roma – Olimpico, Pietralata e Flaminio – oltre all’Arechi di Salerno, lo Stadium della Juventus a Torino e il Bentegodi di Verona.
L’effetto dell’Euro sta già emergendo anche in chi non è candidato. La Commissione ricorda altri progetti: il nuovo stadio del Venezia nell’area Bosco dello Sport, che dovrebbe essere pronto nella primavera del 2027, la ricostruzione dello stadio di Arezzo, le ristrutturazioni a Carrara e Livorno e le conversazioni che Parma, Empoli e Como hanno già avviato con i loro comuni per realizzare stadi nuovi.
Naming rights: il denaro che l’Italia non guadagna
Lo stadio vecchio e pubblico fa perdere al club anche un altro denaro importante: il naming rights. È quando un’azienda paga per mettere il suo nome sullo stadio. Per esempio, Allianz Stadium.
Oggi, solo 10 club di Serie A e Serie B hanno questo tipo di accordo. È molto poco.
La relazione cita uno studio datato che mostra che, a causa della difficoltà di utilizzare commercialmente lo stadio e perché la maggioranza è pubblica, i club di Serie A e B lasciano di guadagnare circa 75 milioni di euro all’anno. È un valore datato, non aggiornato al 2026, ma mostra l’entità della perdita. Sono 75 milioni che potrebbero essere nei cassetti dei club ogni anno.
E il punto principale del documento è: costruire uno stadio nuovo non è solo per vedere la partita. Uno stadio moderno permette di fare molte altre cose. Permette di avere hospitality migliore, negozi, ristoranti, concerti, eventi, servizi digitali e attività al di fuori del giorno della partita. Lo stadio diventa un centro commerciale, un centro di intrattenimento che guadagna tutti i giorni, e non solo quando c’è un gol. Smette di dipendere solo dal risultato in campo.
È esattamente in questo che l’Italia sta perdendo malamente contro Inghilterra, Germania e Spagna. Dopo più di 20 anni, la differenza tra l’Italia e il resto d’Europa è ancora molto grande. L’Euro 2032 può essere l’ultima occasione per ridurre questa differenza.
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