Hércules Meneses: Itália atolada em burocracia, Espanha colhe frutos da modernidade                                                                       

Itália atolada em burocracia, Espanha colhe frutos da modernidade



O burburinho financeiro na capital espanhola fez mais do que apenas mover ações; ele reescreveu a tabela de valores do futebol europeu. O Atlético de Madrid, um clube que luta anualmente na sombra de Real Madrid e Barcelona, está em negociações para uma venda que o avalia em inacreditáveis 2,5 bilhões de euros. Essa cifra, por si só monumental, carrega um peso ainda maior: ela vale mais do que o legado de dez Copas dos Campeões de Inter e Milan juntas, e supera a mística da Juventus, o clube mais popular da Itália. É o ápice do capitalismo esportivo e um aviso estrondoso para o futebol italiano.

A ascensão colchonera é uma obra-prima de gestão. O técnico Diego Simeone garantiu o sucesso em campo, mas o CEO Miguel Ángel Gil Marín pavimentou o caminho financeiro. O clube espanhol tem uma receita de ouro garantida: a qualificação quase certa para a Champions League. Gil Marín é taxativo: "Para nós, terminar em terceiro na Liga é uma obrigação." Essa previsibilidade injeta centenas de milhões de euros anualmente (cerca de 20% do faturamento), garantindo a estabilidade que os italianos só vislumbram em "temporadas especiais".

Mas a verdadeira mágica está no concreto. O Estádio Metropolitano, um colosso moderno de 70 mil lugares, não é apenas uma casa; é uma máquina de fazer dinheiro. O Atlético dobrou suas receitas de bilheteria em poucos anos. O futuro, no entanto, é ainda mais ambicioso: o projeto "Cidade do Esporte", um megacomplexo de 800 milhões de euros em 115 hectares ao redor do estádio. O Atlético de Madrid não é apenas um time; é uma construtora de futuro e uma empresa de infraestrutura.

Enquanto a Espanha avança, a Itália patina. O país que um dia dominou o futebol mundial está atolado em um "pântano administrativo" que impede a construção de estádios modernos. A falta de infraestrutura de ponta é o maior obstáculo para que Inter, Milan e Juventus atinjam o patamar de valor do Atlético.



O drama mais recente se desenrola em Gênova. A prefeita Silvia Salis lançou a candidatura do Estádio Ferraris para a EURO 2032, exigindo que Genoa e Sampdoria arquem com os 100 milhões de euros da reforma. O problema: a Sampdoria, clube com um histórico societário nebuloso e opaco, levanta a dúvida de toda a comunidade: com qual dinheiro o clube blucerchiato fará essa contribuição? A pergunta é a síntese da crise italiana: a desorganização financeira e a lentidão em inovar cobram um preço altíssimo, permitindo que a modernidade do Atlético de Madrid valha mais do que a história centenária de seus maiores rivais italianos.


L'Atletico Madrid è in trattativa per un cambio azionista con una valutazione di 2,5 miliardi di euro, superando Inter, Milan e Juventus messe insieme, nonostante la mancanza di titoli Champions. Questo valore riflette la stabilità finanziaria del club spagnolo, garantita dalla partecipazione quasi certa alla Champions League e dalla modernità del nuovo stadio Metropolitano, affiancato dal progetto "Ciudad del Deporte". La situazione evidenzia la crisi infrastrutturale e gestionale del calcio italiano, sempre più incapace di modernizzarsi, come dimostrato anche dai dubbi sulla sostenibilità finanziaria della Sampdoria nel progetto di ristrutturazione del Ferraris a Genova.


O Impasse do Estádio da Inter

A declaração de Giuseppe Marotta, presidente da Inter de Milão, sobre a possibilidade de buscar uma alternativa a San Siro, caso o Conselho Municipal rejeite o projeto, revela uma profunda fragilidade no planejamento estratégico do clube. A Inter, um gigante do futebol italiano, demonstrou ser refém da burocracia política e da incerteza imobiliária, o que é um ponto fraco grave para um clube de sua estatura.

O fato de a Inter sequer ter conseguido garantir uma extensão do período de exclusividade na área de Rozzano, de propriedade da família Cabassi/Brioschi, é um sinal alarmante de ineficiência. O comunicado da Brioschi é taxativo: o período com a Inter terminou em janeiro de 2025, e a área já foi oferecida (e teve exclusividade concedida) a um operador internacional com planos para um "complexo terciário digital". Este é o pior cenário para o planejamento nerazzurro fora de Milão.



O ponto forte desta situação, e único, é a postura de Marotta em pressionar a Prefeitura. A ameaça de deixar a área de San Siro e, potencialmente, o município de Milão, é um movimento tático para forçar uma decisão rápida e favorável no Conselho Municipal. Contudo, essa pressão perde força no momento em que a alternativa mais viável, Rozzano, já está sendo negociada com terceiros para um projeto de "terciário digital".

A Inter está em um beco sem saída imobiliário. Se o "não" vier de Milão, a alternativa de Rozzano, que o próprio prefeito da cidade vizinha já classifica como "difícil", pode ser uma miragem. O tempo de exclusividade já expirou e a Brioschi, legitimamente, está avançando com planos mais lucrativos e menos burocráticos. A falha crítica da Inter foi a incapacidade de converter a "viabilidade aprovada" de Rozzano em um acordo sólido e vinculante. A demora e a dependência de eventos externos (votação em Milão) comprometeram a alternativa, colocando o futuro da nova arena em xeque. O clube precisa urgentemente de um plano C ou corre o risco de ficar sem San Siro e sem a opção de Rozzano, comprometendo suas receitas e competitividade de longo prazo.


Il presidente dell'Inter, Giuseppe Marotta, ha riaperto l'opzione Rozzano in caso di no del Consiglio Comunale di Milano al progetto San Siro. Tuttavia, la società Brioschi (proprietaria dell'area di Rozzano) ha comunicato la fine dell'esclusiva con l'Inter a gennaio 2025, confermando trattative con un operatore internazionale per un "complesso terziario digitale". L'alternativa Rozzano è a rischio, aumentando la pressione sulla votazione decisiva a Milano.



O Desafio da Modernização e a Escolha Estratégica de Massimo Sessa

Um nome técnico e de peso ressoou nos corredores do poder italiano, trazendo uma onda de esperança para os torcedores: Engenheiro Massimo Sessa. O Ministro Andrea Abodi, com o aval dos vice-primeiros-ministros, o escolheu para uma missão monumental: ser o Comissário Extraordinário que garantirá a modernização dos estádios italianos a tempo da Euro UEFA 2032. É a primeira vez que um especialista de seu calibre é convocado com poderes tão amplos, unindo os desafios da Engenharia Civil com a paixão frenética do Calcio.

A Itália, que divide a honra de sediar o Europeu de 2032 com a Turquia, encara um ultimato. Seus estádios, muitos deles relíquias das décadas passadas, clamam por renovação. De Roma a Milão, de Nápoles a Turim, as arenas precisam se transformar em infraestruturas modernas, seguras e lucrativas. É aqui que entra Massimo Sessa. Este engenheiro, natural de Salerno, é um verdadeiro golden boy da burocracia italiana. Com louvor na Universidade La Sapienza e um doutorado no Politécnico de Milão, ele não é apenas um acadêmico, mas o homem que atualmente preside o Conselho Superior de Obras Públicas, o cérebro técnico por trás das grandes obras do Estado.

Sessa tem no currículo não apenas títulos, mas a capacidade de desatar nós burocráticos que paralisam a nação. Ele foi o Comissário que garantiu a segurança do aqueduto de Peschiera, a artéria hídrica de Roma. Agora, ele troca a urgência da água pela adrenalina do futebol. Sua tarefa é cortar a lentidão administrativa, coordenar as comissões e garantir que os projetos de construção e renovação saiam do papel e se tornem a realidade que a UEFA exige.

"O desafio é enorme, mas a experiência é a nossa maior garantia," afirmou uma fonte próxima ao Ministério. A nomeação de Sessa é um reconhecimento implícito de que o problema dos estádios não é mais apenas do futebol; é uma questão de infraestrutura nacional e de honra italiana. Para os tifosi, a emoção é dupla: ver seu time vencer, e saber que o homem mais qualificado da engenharia italiana está no comando para construir o palco de um futuro glorioso. Massimo Sessa é a esperança técnica para o sonho da Euro 2032.


Il Ministro Abodi ha proposto l'Ing. Massimo Sessa come Commissario Straordinario per gli stadi in vista degli Europei UEFA 2032. Sessa, Presidente del Consiglio Superiore dei Lavori Pubblici, vanta un'alta competenza tecnica e istituzionale. La sua missione è coordinare e supportare gli interventi infrastrutturali per superare le lentezze burocratiche e garantire la modernizzazione degli impianti sportivi italiani.

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