Hércules Meneses: A Noite Mágica da Itália Sub-17 na Copa do Mundo Feminina e o Grito de Quatro Gols                                                                       

A Noite Mágica da Itália Sub-17 na Copa do Mundo Feminina e o Grito de Quatro Gols


O campo de jogo não era apenas um gramado; era um palco de nervosismo e promessa. A Seleção Italiana Sub-17 Feminina entrou em campo sabendo que a Nigéria não entregaria a vaga nas Quartas de Final da Copa do Mundo Feminina Sub-17 facilmente. Os primeiros minutos foram um teste de fogo, com a pressão nigeriana abafando as Azzurrine, fazendo o jogo parecer "sujo", decidido na garra e na luta por cada centímetro.

Mas as jovens italianas tinham um plano e, acima de tudo, tinham Copelli.

O relógio marcava o minuto de acréscimo do primeiro tempo quando a magia aconteceu. Uma recuperação de bola rápida no meio-campo, a bola chega aos pés de Copelli, que não pensou duas vezes. Ela desenhou uma trajetória perfeita, um chute do limite da área que fura a defesa e vai beijar a rede: 1 a 0 Itália! O gol veio como um suspiro de alívio e um grito de guerra, quebrando a tensão e injetando confiança no vestiário.

Na volta do intervalo, a Nigéria ameaçou, mas o VAR foi o fiel escudeiro, anulando um gol duvidoso. E a resposta italiana foi imediata e fatal. A capitã Caterina Venturelli fez um daqueles lances que ficam na memória: um cruzamento de 30 metros que ganha vida própria, se transforma em míssil e entra no gol para o 2 a 0. Três minutos depois, a obra-prima: Robino, a MVP da partida, bateu uma falta com a delicadeza de um pincel, fazendo a bola beijar a trave interna e estufar o gol. 3 a 0.

A alegria da goleada, com o 4 a 0 de Giudici selando a Vitória Histórica, foi, no entanto, misturada com uma ponta de drama. Nos minutos finais, a capitã Venturelli caiu no gramado, atingida no septo nasal. O sorriso do triunfo se uniu à preocupação sincera.

No centro do campo, sob as luzes, a treinadora Viviana Schiavi uniu a equipe em um círculo, o tradicional abraço das Jovens Azzurras. Era um momento de celebração e cumplicidade. "Vocês perceberam que estão entre as oito melhores equipes do mundo?", perguntou Schiavi, não como uma pergunta, mas como uma afirmação da força desse grupo. A resposta estava no placar e no brilho nos olhos das jovens, que esperam que esta Emoção nas Quartas de Final seja apenas o começo de uma jornada ainda mais lendária.


L'Italia Femminile Under 17 travolge la Nigeria 4-0 (reti di Copelli, Venturelli, Robino MVP e Giudici) e vola ai Quarti di Finale dei Mondiali, undici anni dopo. La squadra di Viviana Schiavi dimostra grande maturità tattica, superando le controversie arbitrali e l'infortunio finale della capitana Venturelli, confermando il successo della programmazione.



Amistoso: Itália perde e deixa dúvidas sobre a evolução sob Soncin


O embate da Seleção Italiana Feminina contra o Brasil, campeão da Copa América, serviu como um termômetro crucial para o trabalho de Andrea Soncin e a evolução das Azzurre em 2025. A derrota por 1 a 0, após o empate com o Japão. Esse revés no placar pode ser visto como uma vitória em termos de avaliação e testes para o ciclo que culminará nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026?

Para alguns, a principal força da equipe foi a organização tática no 3-5-2. Mesmo com seis alterações estratégicas e a introdução de jogadoras com menos minutos em campo – como a volta de Durante ao gol após mais de dois anos –, o time demonstrou uma coesão defensiva e de meio-campo notável, especialmente na primeira etapa.

O setor central, impulsionado pelo dinamismo incansável de Greggi e a capacidade de distribuição de Schatzer, conseguiu dominar longos períodos do confronto. Essa superioridade na posse e no controle de ritmo contra uma adversária de elite é um ponto forte que deve ser explorado.

Individualmente, a estrela Sofia Cantore é um trunfo no ataque, todavia, não balançou as redes. Sua velocidade e técnica foram o maior perigo italiano antes do intervalo, com um chute colocado que exigiu intervenção da goleira brasileira. Sua atuação em campo aberto no segundo tempo, criando espaços e sprints, sublinha o seu potencial como principal arma ofensiva da equipe de Soncin.

Além disso, a resiliência do elenco foi posta à prova logo cedo com a lesão muscular de Soffia, que forçou uma substituição precoce. A entrada de Bergamaschi não desorganizou a estrutura inicial, um sinal de que o plano tático estava bem assimilado por todo o grupo.

No entanto, o ponto fraco mais evidente foi a baixa eficácia ofensiva. O controle do meio-campo e a organização tática não se traduziram em chances claras de gol. A equipe teve dificuldades em transformar a posse em penetração e em ocupar a área brasileira com sucesso, falhando no "último passe" crucial.

A falha defensiva no lance do gol brasileiro (um cruzamento simples finalizado por Luany) é uma preocupação. Em jogos de alto nível, um momento de desatenção tática custa o resultado, e a cobertura do centro da área precisa ser mais vigilante.

Apesar de Soncin ter tentado o empate com uma formação superofensiva no final, introduzindo nomes como Girelli e Bonansea, a defesa brasileira se manteve coesa. O ataque italiano, repleto de estrelas, não conseguiu furar o bloqueio, evidenciando que é necessário refinar as soluções ofensivas contra adversários que se fecham de forma eficaz. A turnê nos Estados Unidos contra a poderosa Seleção Americana será o próximo teste decisivo para corrigir estas fraquezas antes da etapa crucial das Eliminatórias para o Mundial de 2026.

Em suma, mais uma vez, a Seleção Italiana Feminina decepcionou seus torcedores ao não conseguir vencer o Brasil, mesmo jogando em casa, em Parma. O revés reforça a sensação de estagnação de um projeto que, após o desempenho surpreendente no Europeu disputado na Suíça, parecia apontar para um novo ciclo de crescimento. No entanto, com o elenco atual, é difícil imaginar uma campanha expressiva na Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada justamente em solo brasileiro. A vitória sobre a seleção verde e amarela seria o sinal mais claro de uma evolução concreta no trabalho de Andrea Soncin — algo que, até o momento, não se confirma em campo. Diante desse cenário, a esperança italiana recai sobre a nova geração: a Seleção Sub-17, que vem encantando no Mundial da categoria com 100% de aproveitamento e atuações dominantes, como a goleada sobre a Nigéria nas oitavas. Que essas jovens possam, no futuro, devolver ao futebol feminino italiano o respeito e a competitividade que há muito tempo lhe faltam no cenário internacional.


La sconfitta per 1-0 dell’Italia Femminile contro il Brasile, campione del Sud America, ha rappresentato un test significativo per valutare il lavoro di Andrea Soncin e la crescita delle Azzurre nel 2025. Nonostante una buona organizzazione tattica nel 3-5-2 e un centrocampo dinamico guidato da Greggi e Schatzer, la squadra ha mostrato ancora una volta i suoi limiti offensivi, incapace di trasformare il possesso palla in vere occasioni da gol. Cantore ha confermato il suo talento e la sua velocità, ma non è riuscita a incidere nel risultato. L’unica rete del match, nata da una disattenzione difensiva, ha messo in evidenza la fragilità della retroguardia italiana nei momenti decisivi. Pur con un finale più offensivo, l’Italia non ha trovato il pareggio, lasciando un senso di delusione tra i tifosi. Il progetto di Soncin sembra stagnare e, con l’attuale rosa, appare difficile immaginare una campagna di rilievo al Mondiale del 2027 in Brasile. La speranza per il futuro resta nelle mani della promettente Nazionale Under 17, protagonista di un percorso impeccabile nel suo Mondiale e possibile chiave per rilanciare il calcio femminile italiano a livello internazionale.

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