A Seleção Italiana Sub-21 se prepara para uma rodada dupla e decisiva nas Eliminatórias para o Campeonato Europeu, buscando consolidar a liderança no Grupo E. Com confrontos em casa contra Suécia (10 de outubro, Cesena) e Armênia (14 de outubro, Cremona), os Azzurrini não apenas defendem seus 6 pontos, mas também a rica tradição do futebol de base italiano, que já revelou lendas do esporte.
Foco na Liderança e na Renovação do Elenco
A Itália chega para os jogos com um histórico recente de vitórias em setembro, o que a coloca empatada com a Polônia no topo da classificação. Para estes duelos, o técnico da Sub-21 promoveu uma renovação estratégica com quatro novas inclusões. Destaque para os meio-campistas Giacomo Faticanti (Juventus Next Gen) e Alphadjo Cisse (Catanzaro), demonstrando que o observatório de talentos da FIGC está atento não só aos grandes clubes, mas também a jovens que se destacam em ligas de acesso. A versatilidade e a profundidade do elenco ganham importância, especialmente com a ausência do defensor Brando Moruzzi, que cumprirá suspensão no primeiro jogo.
O grande atrativo ofensivo, no entanto, é o retorno de Francesco Camarda, a promessa da base do Milan e, atualmente, defende a camisa do Lecce, que estava afastado após uma concussão. Sua presença é fundamental para o ataque italiano, que precisa de mais efetividade diante de um adversário sueco historicamente sólido.
Suécia: Um Adversário de Peso e História
O jogo contra a Suécia em Cesena, no Estádio Dino Manuzzi, é o grande teste da rodada. Este será o terceiro embate entre as seleções nas últimas quatro eliminatórias, o que sublinha a rivalidade e a recorrência do duelo. O histórico de 21 jogos entre as nações é equilibrado, mas evoca uma memória especial: a final do Campeonato Europeu Sub-21 de 1992, quando a vitória italiana marcou o primeiro título continental da categoria para o país. Vencer a Suécia não é apenas somar três pontos; é reafirmar uma superioridade histórica e dar um passo gigante rumo à classificação para o Europeu.
Já o confronto contra a Armênia em Cremona, embora tenha um histórico mais amplamente favorável (derrota agregada de 7 a 0 em 2019), serve como um momento de profunda conexão com as raízes do futebol local.
Cremona e o Legado de Vialli
A escolha de Cremona como palco para o jogo contra a Armênia não é aleatória. O Estádio Giovanni Zini, onde a Itália Sub-21 ostenta um recorde de três vitórias consecutivas, foi o local da estreia de Gianluca Vialli na seleção de base em 1983, um evento que marcou o início da carreira de um dos maiores ídolos do futebol italiano. A realização da exposição 'Sfumature di Azzurro' na cidade, coincidindo com a partida, reforça o objetivo de ligar o presente promissor ao legado de craques formados na Itália. A atual geração, liderada pela Inter de Milão, tem a oportunidade de reescrever a história e garantir sua vaga no Europeu, honrando os passos de quem, como Vialli, vestiu a camisa Azzurra pela primeira vez no mesmo campo.
Pafundi merece realmente ser convocado? Ele vem realizando grandes jogos na Sampdoria?
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