O empate amargo da Itália Sub-17 contra Cuba revela uma montanha-russa de emoções e, mais importante, de falhas de gestão de jogo que merecem profunda análise. Após a vitória apertada na estreia, os Azzurrini entraram em campo no segundo desafio com a confiança de quem buscava a classificação antecipada para as quartas de final. E, por boa parte do confronto, a equipe italiana fez jus à expectativa.
Os pontos fortes da equipe foram evidentes na capacidade de construir uma vantagem rápida. A dupla de ataque, com Natali e Iddrissou, demonstrou eficácia cirúrgica, acertando um "um-dois" que parecia liquidar a fatura. A performance ofensiva até a metade do segundo tempo foi de alto nível, com controle do ritmo e imposição de qualidade técnica superior à de Cuba. O time soube capitalizar as chances e mostrar a pegada necessária para transformar o favoritismo em gols.
No entanto, os pontos fracos emergiram de forma dramática, expondo uma alarmante falta de maturidade tática e controle emocional. A expulsão de Iddrissou, decorrente do duplo amarelo, foi um erro crucial que desequilibrou o sistema defensivo e deu oxigênio a um adversário que estava praticamente nocauteado. Um jogador de ataque se tornou o ponto de inflexão negativo, mostrando indisciplina desnecessária.
A eliminação praticamente selada da Itália na Copa do Mundo sub-20, desencadeada pela expulsão de Iddrissou, é um reflexo não apenas do colapso em campo, mas também da insistência da federação italiana de futebol em manter um treinador cuja trajetória é marcada por fracassos. A desorganização tática e mental dos Azzurrini após a expulsão expôs, mais uma vez, as limitações de um comando técnico que parece incapaz de preparar a equipe para lidar com adversidades. A gestão do técnico pós-expulsão foi desastrosa, e as substituições de Cuba, que soube capitalizar a fragilidade italiana, evidenciaram a falta de liderança e estrutura. Os dois pênaltis concedidos, convertidos por Camejo, não foram mera fatalidade, mas sintomas de um sistema defensivo em colapso, fruto de escolhas questionáveis e de uma mentalidade frágil. A federação colhe o que planta ao apostar em um treinador que, onde passa, deixa um rastro de decepções, sem jamais erguer um troféu de relevância internacional. A classificação, antes quase garantida, agora pende por um fio no confronto decisivo contra a Argentina, onde uma recuperação milagrosa seria tão surpreendente quanto ver este técnico, um dia, conquistar um título expressivo. A Itália precisará de uma mudança drástica de postura e foco para reverter um destino que, em grande parte, parece merecido. As mencionadas críticas ao Carmine Nunziata é um desabafo de diversas frustações já ocorridas. Iddrissou, Natali e Corradi foram cúmplices do seu treinador, na não vitória sobre Cuba.
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