Hércules Meneses: Gianluca Pagliuca: Os Três Momentos Cruciais Que O Goleiro Gostaria de Mudar em Sua Carreira                                                                       

Gianluca Pagliuca: Os Três Momentos Cruciais Que O Goleiro Gostaria de Mudar em Sua Carreira


 A trajetória de Gianluca Pagliuca, um dos goleiros mais icônicos do futebol italiano de sua geração e ex-titular da Azzurra, é um mosaico de triunfos notáveis, mas que ele próprio faz questão de ponderar. Em um relato sincero e pessoal, o ex-jogador delineou claramente os únicos três momentos em sua longa e laureada carreira que ele apagaria se tivesse a chance. Estes episódios representam cicatrizes que, apesar de não diminuírem seu vasto palmarés, permanecem como lembranças amargas: a derrota na decisão da Copa do Mundo de 1994 pela seleção italiana, o revés na final da Liga dos Campeões da UEFA quando defendia as cores da Sampdoria e, por fim, o rebaixamento do Bologna para a Série B, uma experiência que toca a fibra mais sensível de sua ligação com a esfera clubística. Pagliuca afirmou que a remoção desses marcos negativos selaria sua satisfação plena com o percurso profissional que trilhou.

O Trauma da Copa do Mundo de 1994: A Trave da Salvação

A Copa do Mundo de 1994, realizada nos Estados Unidos, é um capítulo agridoce na memória de Pagliuca. A Itália alcançou a grande final, chegando a um ápice de um "sonho" que se esvaiu dramaticamente na disputa de penalidades máximas. No entanto, o goleiro detalha um momento anterior à decisão por pênaltis que, segundo ele, foi crucial para a preservação de sua reputação e seu futuro na modalidade.


O lance em questão ocorreu durante a partida contra o Brasil, quando um chute de Mauro Silva escapou de suas mãos. A bola, perigosamente, se dirigia em direção ao gol vazio, mas, de maneira providencial, chocou-se contra a trave, permitindo que Pagliuca se recuperasse e a agarrasse. O gesto subsequente – o beijo na trave – não foi apenas um agradecimento instintivo, mas uma celebração profunda de livramento. Pagliuca explica a dimensão desse risco ao evocar o exemplo do seu colega e amigo Walter Zenga.

A Lição de Zenga e o Peso do Erro Capital

Ao mencionar Walter Zenga, outro gigante do gol italiano, Pagliuca ilustra o impacto duradouro que um erro, mesmo que isolado, pode ter na percepção pública da carreira de um atleta. Zenga, apesar de uma carreira brilhante, é frequentemente lembrado pelo gol de Caniggia na semifinal da Copa do Mundo de 1990, um lance infeliz que contribuiu para a eliminação da Itália, também nos pênaltis, diante da Argentina. Pagliuca reflete sobre a implacabilidade da memória esportiva: a excelência de uma trajetória pode ser ofuscada por um único momento de falha.



Com base nesse cenário, Pagliuca admite o pavor que sentiu ao imaginar as consequências de um gol sofrido naquele momento crucial contra o Brasil. Ele temia ser "timbrado" ou estigmatizado para o resto da vida como o goleiro que custou o título mundial à Itália por um erro primário. O beijo na trave, portanto, foi um ato carregado de significado: um reconhecimento de que um pedaço de metal o salvou não apenas de um gol, mas de um estigma profissional e pessoal potencialmente irremediável. A trave, naquele momento, funcionou como um símbolo de redenção e proteção.

As Feridas Clubísticas: De Gênova à Emília-Romanha

Além do drama da seleção, os outros dois grandes arrependimentos de Pagliuca remetem à sua jornada em clubes. A final da Champions League perdida com a Sampdoria evoca um período glorioso de sua carreira no clube de Gênova, onde se destacou antes de se transferir para a Inter de Milão. Perder o título europeu, o ápice da competição clubística, representa uma lacuna em sua coleção de conquistas.



O terceiro ponto, o rebaixamento do Bologna para a Série B, demonstra a profundidade de seu compromisso com as cores dos times que defendeu. O descenso é frequentemente visto como o maior fracasso na gestão de um clube e a incapacidade de evitar essa queda, mesmo após todos os seus anos de experiência e prestígio, é um fardo que ele carrega. Juntas, essas três derrotas – uma com a Azzurra, uma com a equipe blucerchiata  e, por fim, como rossoblù – configuram as únicas manchas que Pagliuca gostaria de apagar de seu histórico para atingir a paz definitiva com sua lendária carreira.





Gianluca Pagliuca ha rivelato che la finale del Mondiale '94 (e il bacio al palo che salvò la sua carriera), la sconfitta in Champions '92 con la Sampdoria e la retrocessione del Bologna sono i tre unici rimpianti della sua carriera, esprimendo il timore di essere "timbrato a vita" da un errore, come successo a Walter Zenga. Tuttavia, per chi scrive, Pagliuca resta ben oltre i suoi rimpianti: un portiere di straordinaria affidabilità, capace di unire reattività, carisma e longevità. Nonostante qualche episodio doloroso, la sua carriera rimane un patrimonio del calcio italiano, e per questo autore egli sarà sempre annoverato tra i migliori portieri del mondo.

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