O futebol italiano respira com um novo fôlego, impulsionado pela chegada de Gennaro Gattuso ao comando técnico. A vitória por 3 a 1 sobre a Estônia, em Tallinn, nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, é a terceira consecutiva da gestão, um feito que não apenas consolida a Itália na segunda posição do Grupo I, mas também estabelece recordes de eficiência ofensiva raramente vistos na história recente da Azzurra. Em apenas três jogos sob a tutela de Gattuso, a seleção marcou impressionantes 13 gols, superando a marca de dez gols de qualquer outro treinador em seus inícios de trabalho.
A vitória em Tallinn foi uma resposta discreta à goleada da Noruega, a grande rival no grupo, e serviu para afirmar uma filosofia de jogo audaciosa. Gattuso tem implementado um sistema que começa em um 4-4-2 e se transforma em um 4-2-4 agressivo, explorando a velocidade e a qualidade técnica de seus laterais e pontas. Essa abordagem tática ficou clara logo aos cinco minutos, quando a jogada pela esquerda, liderada por Dimarco e finalizada por Moise Kean – o quarto jogador a marcar em quatro jogos seguidos de Eliminatórias desde Inzaghi (2001) – abriu o placar.
O Passado e o Futuro: Jovens Talentos e o Fantasma da Eliminação
A história da Itália nas Eliminatórias da Copa do Mundo carrega consigo o fantasma da ausência em 2018 e 2022. O atual ciclo, portanto, é carregado de responsabilidade, e a gestão Gattuso demonstra estar disposta a assumir riscos. A confiança depositada em jovens talentos é uma das marcas deste novo momento.
O gol de Francesco Pio Esposito, com apenas 20 anos e 105 dias, o torna o substituto mais jovem a marcar desde Verratti em 2013 e o mais jovem a balançar as redes desde Gnonto em 2022. A capacidade de jogadores como ele, que entram no jogo e impactam o resultado, mostra que a transição geracional está sendo feita com sucesso. Mateo Retegui, por sua vez, consolidou-se como o atacante mais prolífico da era Gattuso, com nove gols desde sua estreia em 2023, um fato que ressalta sua importância como a referência ofensiva do time.
Entretanto, o contexto histórico também cobra atenção para detalhes que precisam ser corrigidos. O desperdício de um pênalti por Retegui e o gol sofrido por erro de Donnarumma destacam uma falta de precisão que pode custar caro em confrontos de alto nível. A estatística de sofrer gols em três jogos consecutivos fora de casa nas Eliminatórias serve de alerta. A busca pela vitória e pelo gol não pode negligenciar a solidez defensiva, especialmente considerando que a diferença de gols pode ser o fator decisivo para a classificação.
A Força nas Laterais: Dimarco e Spinazzola como Motores da Criação
A estrutura ofensiva da Itália de Gattuso é inseparável da performance de seus alas e laterais. O jogo contra a Estônia foi um manual de como explorar as laterais para a criação de jogadas. O veterano Leonardo Spinazzola, que voltou a dar uma assistência importante (a primeira desde 2022), e Federico Dimarco, um dos maiores assistentes da seleção desde 2022, são os motores dessa nova máquina ofensiva.
O primeiro gol, resultado de uma jogada de Dimarco, e o terceiro, assistido por Spinazzola, demonstram a verticalidade e a qualidade do cruzamento desses jogadores, essenciais para alimentar atacantes como Retegui e o próprio Esposito. Essa dependência das laterais para a construção do ataque é um traço tático que diferencia a equipe das formações mais centralizadas.
O Próximo Passo: Israel em Udine e a Consagração de uma Nova Identidade
A vitória contra a Estônia permite à Itália ultrapassar Israel e se posicionar em segundo lugar antes do confronto direto em Udine, na próxima terça-feira. Este jogo não é apenas mais uma etapa nas Eliminatórias; é um teste de fogo para a nova identidade azzurra.
A equipe de Gattuso, que agora registra quatro vitórias seguidas em Eliminatórias – algo que não acontecia desde 2017 –, precisa transformar seu volume ofensivo em solidez e precisão. A meta de Gattuso não é apenas vencer, mas vencer convencendo e minimizando os riscos defensivos. O desempenho contra Israel dirá muito sobre a capacidade real desta Itália e de consolidar, de vez, o projeto de renovação liderado por um treinador que traz a garra do passado com a visão ofensiva do futuro.
L'Italia di Gattuso vince 3-1 contro l'Estonia a Tallinn nelle qualificazioni Mondiali 2026, consolidando il secondo posto nel Gruppo I. Kean, Retegui e il giovane subentrato Pio Esposito segnano i gol, stabilendo un record di 13 reti in tre gare per Gattuso. Nonostante la vittoria, l'errore di Donnarumma che porta al gol estone (1-3) è un campanello d'allarme per la differenza reti.
A Emoção do Gol Interrompida pela Dor no Tornozelo
A fria noite na Estônia prometia ser de glória para Moise Kean. Aos 9 minutos do primeiro tempo, o atacante da Fiorentina, vestindo a camisa Azzurra da Seleção Italiana, usou seu talento e faro de gol para abrir o placar, colocando a Itália em vantagem. A comemoração, no entanto, foi curta, quase um presságio da dor que viria em seguida.
Apenas minutos depois de balançar as redes, um lance trivial transformou a alegria em angústia. Kean tentou apoiar o pé direito no gramado e o tornozelo virou de forma brusca e dolorosa. A cena foi angustiante: o jovem atacante caiu no chão, expressando a dor no rosto, enquanto a bola rolava sem ele. Ele tentou, com a força de vontade de um atleta de elite, resistir à dor. Correu, mancou, tentou se mover, mas a cada passo o tornozelo gritava.
O inevitável aconteceu. Aos 15 minutos, Kean ergueu o braço, um sinal de rendição à lesão. Pio Esposito entrou em seu lugar, mas o momento mais dramático foi a saída do campo. Sem conseguir apoiar o peso do corpo no pé machucado, Kean deixou o gramado amparado pelos braços de dois membros da comissão técnica de Gattuso, uma imagem que transmitia o peso de um revés inesperado.
O trauma não é apenas físico; é emocional e estratégico. A lesão não só o tira do próximo jogo da Itália contra Israel, mas, mais importante, coloca em xeque sua participação no aguardado duelo da Fiorentina contra o poderoso Milan na retomada da Série A. A esperança, externada pelo colega Mateo Retegui ("Acho que não é nada grave, falei com ele no vestiário"), é um fio tênue que a torcida viola se agarra.
Neste momento, a Fiorentina e a nação Azzurra vivem sob a tensão da incerteza. Os exames das próximas horas serão cruciais. Eles dirão se o "grito silencioso" de Kean no gramado da Estônia resultará em um pequeno susto ou em uma ausência prolongada que pode redefinir o início da temporada para o clube de Florença. A emoção do gol foi trocada pela dor e pela ansiedade, e o futuro imediato do atacante está nas mãos dos médicos.
Moise Kean si è infortunato alla caviglia destra al 9' di Estonia-Italia, poco dopo aver segnato. L'attaccante ha lasciato il campo al 15'. La sua presenza contro Israele e nella ripresa della Serie A contro il Milan è a forte rischio. Si attendono gli esami medici per determinare la gravità, nonostante le rassicurazioni di Retegui.
A noite fria na Le Coq Arena não congelou o ímpeto da Seleção Italiana. Em uma partida eletrizante pelas Eliminatórias do Mundial, a Itália de Gennaro Gattuso venceu a Estônia por 3 a 1, e o jogo será lembrado como a Noite dos Centroavantes. Três atacantes diferentes balançaram as redes, mostrando que a Nazionale tem, finalmente, uma safra promissora de goleadores.
O espetáculo começou com a velocidade de Moise Kean, que abriu o placar logo aos quatro minutos. A comemoração, no entanto, foi breve. O atacante da Fiorentina sentiu o tornozelo e precisou ser substituído, gerando preocupação entre a comissão técnica.
Mas a emoção estava apenas começando. Mateo Retegui assumiu a responsabilidade do ataque, mas a adrenalina o traiu: ele errou um pênalti. No entanto, o atacante mostrou fibra, redimindo-se minutos depois ao mandar para o fundo da rede após uma assistência de Orsolini.
A grande história da noite, porém, foi a entrada de Pio Esposito. Substituindo Kean, o jovem atacante teve seu momento de glória. Já no final do jogo, ele recebeu um cruzamento e acertou um chute de direita, um golaço no ângulo que selou a vitória e marcou seu primeiro gol pela Seleção Italiana. A emoção no rosto do jovem jogador era a tradução da vibração do técnico Gattuso na lateral do campo.
A única mancha na vitória italiana foi um erro crasso do goleiro Donnarumma, um momento de desatenção que resultou no único gol da Estônia. Felizmente, a falha não teve impacto no resultado final, que garante à Itália o segundo lugar no grupo. Os três pontos estão garantidos, e o sonho de uma vaga no Mundial segue firme.
L'Italia di Gattuso batte l'Estonia 3-1 a Tallinn per le qualificazioni al Mondiale, salendo al secondo posto nel Gruppo I. I gol sono stati segnati dai centravanti Kean, Retegui e dal debuttante Pio Esposito. Nonostante la vittoria, Donnarumma ha commesso un errore clamoroso. Gattuso ha apprezzato l'approccio offensivo, ma ha notato un eccessivo calo di ritmo durante la partita.
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