Hércules Meneses: Rimini e Triestina Afundam: Penalização de Pontos Confirmada na Série C                                                                       

Rimini e Triestina Afundam: Penalização de Pontos Confirmada na Série C

 


A Série C italiana, historicamente um celeiro de talentos e um palco de intensa paixão regional, começou a temporada 2025/26 sob o peso de decisões judiciais que redefinem a classificação e as expectativas de clubes tradicionais. O Tribunal Federal de Apelação, em Sessões Conjuntas, confirmou as severas penalizações de pontos impostas a Rimini (Grupo B) e U.S. Triestina Calcio 1918 (Grupo A), lançando ambos em uma crise administrativa e esportiva que dominará suas narrativas anuais.

O rigor da justiça esportiva não é novidade na Itália, mas a gravidade das sanções desta temporada acende um novo alerta. A decisão final endossa as denúncias da Co.Vi.So.C. (Comissão de Vigilância sobre Clubes de Futebol), o organismo da Federação Italiana de Futebol (FIGC) responsável por monitorar a saúde econômico-financeira dos clubes. Tanto Rimini quanto Triestina foram penalizados por uma série de violações de natureza administrativa, que tipicamente incluem atrasos ou omissões em pagamentos de salários, impostos e contribuições previdenciárias.

O caso do Rimini é emblemático. A penalização de 11 pontos, somada à multa de 5.000 euros, anula grande parte de seu esforço inicial e o coloca em uma posição de extrema vulnerabilidade no Grupo B. Este clube, com uma história que remonta a 1912 e com participações esporádicas na Série B, agora vê sua temporada subvertida: a luta pela sobrevivência na Série C se torna o foco central, em detrimento de qualquer ambição de promoção. Esta situação não apenas afeta o corpo técnico e os jogadores, mas também o planejamento de longo prazo e a confiança dos investidores e da apaixonada torcida.



A história da Triestina, por sua vez, carrega um fardo ainda mais pesado. A confirmação da perda de 13 pontos é um dos maiores castigos aplicados recentemente na Série C e um duro golpe para um clube com o prestígio da equipe de Trieste. Fundada em 1918, a Triestina tem em seu histórico a glória de ter disputado a Série A. Contudo, assim como o Rimini, a equipe demonstra uma recorrente dificuldade em manter o padrão de excelência administrativa exigido pela FIGC.

O contexto histórico dessas penalidades remete à necessidade urgente de melhorar a profissionalização da gestão nos clubes italianos de menor porte. Desde os escândalos da década de 2000, a FIGC, através da Co.Vi.So.C., tem intensificado a fiscalização para evitar que clubes com dívidas comprometam a integridade do campeonato e sofram falências abruptas. As violações administrativas não são meros deslizes burocráticos; elas representam a falha em garantir a estabilidade do sistema esportivo, lesando credores e o próprio campeonato.

A rejeição dos recursos em Sessões Conjuntas pelo Tribunal Federal de Apelação – o que significa que o mais alto nível de decisão foi alcançado – sublinha a solidez das provas e a ausência de atenuantes capazes de reverter as decisões de primeira instância. Para Rimini e Triestina, isso significa que não há mais margem para manobra legal: a penalização é definitiva e deve ser incorporada à classificação.

A partir de agora, a temporada para ambos os clubes será uma prova de caráter e persistência. Eles terão de demonstrar um desempenho de playoff apenas para evitar o rebaixamento. A punição, embora aplicada por razões administrativas, terá seu custo pago com suor e sacrifício em campo, transformando cada partida em uma final e cada ponto conquistado em um símbolo de resistência contra a adversidade imposta pela má gestão.



La Corte Federale d'Appello ha respinto i ricorsi di Rimini e Triestina (Serie C), confermando penalizzazioni per violazioni amministrative: 11 punti e 5.000 euro per il Rimini, e 13 punti per la Triestina. La decisione, basata sulle segnalazioni Co.Vi.So.C., compromette seriamente il prosieguo della stagione sportiva di entrambi i club.

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