A oitava rodada da Série A 2025/26 prometia ser o palco para a primeira grande afirmação do Milan na temporada, a chance de abrir uma vantagem psicológica e numérica sobre seus rivais diretos, Inter e Napoli. No entanto, o empate em 2 a 2 contra o recém-promovido Pisa em San Siro se transformou em um freio inesperado, acendendo um sinal de alerta sobre a consistência e a gestão tática do time comandado por Massimiliano Allegri.
O início da partida parecia seguir o script ideal. Com apenas sete minutos, o talento individual de Rafael Leão, consolidando-se como peça-chave no ataque rossonero, se manifestou em um gol de rara beleza, um chute colocado de fora da área que superou o goleiro Semper. O Milan, historicamente conhecido por sua força em casa, exerceu o domínio territorial e de posse de bola. Contudo, esse domínio se revelou estéril, uma posse que não se traduziu na letalidade necessária para liquidar a partida. A equipe ficou "dona do jogo", mas lhe faltou a fome de gol para converter a superioridade em uma vantagem inalcançável.
O futebol, no entanto, pune a ineficiência. No início do segundo tempo, o Pisa, com uma mudança tática de Baroni, voltou mais agressivo e encontrou seu caminho para o empate. O gol de Cuadrado, de pênalti, expôs uma falha defensiva que tem sido uma sombra recorrente na história recente do clube: o excesso de relaxamento após obter uma vantagem confortável. Historicamente, grandes times do Milan souberam gerenciar o placar, mas esta versão de Allegri, apesar de ter reagido prontamente, com Leão acertando a trave e Saelemaekers forçando uma defesa impressionante, falhou em selar a vitória.
A tragédia tática se aprofundou nos minutos finais. O gol da virada do Pisa, marcado por Nzola, é emblemático do que há de mais preocupante no Milan atual. A falha de posicionamento de Athekame, que deixou o atacante angolano em condição legal, não é apenas um erro técnico individual; é um sintoma de distração e falta de concentração coletiva nos momentos de maior pressão. O Milan da história sempre primou pela solidez defensiva, e ver um erro tão primário em um momento crucial levanta sérias dúvidas sobre a capacidade do time de se manter no topo ao longo de uma temporada.
O gol de empate salvador, marcado pelo próprio Athekame em um lance de redenção pessoal, evitou a segunda derrota em casa contra um recém-promovido, um histórico que Allegri, em seus momentos de glória, jamais teria permitido. O empate em San Siro não é apenas a perda de dois pontos; é a perda de um impulso vital na corrida pelo Scudetto e um alerta de que o caminho para o título italiano passa inevitavelmente pela correção imediata das falhas táticas e defensivas. O clássico entre Inter e Napoli dará um novo líder, e o Milan terá que correr atrás do prejuízo, provando que a chance perdida na oitava rodada foi apenas um deslize, e não um prenúncio de instabilidade.
Il Milan pareggia 2-2 in casa contro il neopromosso Pisa, sprecando l'occasione di una fuga in vetta alla classifica. Dopo il vantaggio iniziale di Leao, i rossoneri subiscono la rimonta toscana con il rigore di Cuadrado e il gol di Nzola. Solo una rete nel finale di Athekame salva Allegri dalla sconfitta. Il risultato è un inatteso stop che frena le ambizioni Scudetto.
O Estádio Ennio Tardini foi palco de uma verdadeira batalha tática que terminou em frustração para o Como e alívio para o Parma. O empate em 0 a 0, na oitava rodada da Série A, foi um duelo de estilos: de um lado, a insistente, porém ineficaz, posse de bola do time de Cesc Fàbregas; do outro, a defesa férrea e as estocadas perigosas do Parma.
Desde o apito inicial, o Como tentou ditar o ritmo, mas se viu preso na teia defensiva armada pelo Parma. A tática defensiva dos gialloblù foi tão eficaz que, no primeiro tempo, o Como, que vinha de uma vitória notável contra a Juventus, sequer conseguiu acertar um chute na direção do gol. A torcida local vibrava com a organização de sua equipe e, ironicamente, com as melhores chances criadas pelo time da casa.
O nome que mais aterrorizou a defesa do Como foi Patrick Cutrone, um ex-jogador do clube. Ele teve uma chance clamorosa, acertando a trave e, no rebote, vendo o goleiro Butez fazer uma defesa milagrosa. Foi um momento de "lei do ex" quase concretizada, um susto que fez a torcida lariana prender a respiração. O gol de Ordoñez, anulado por impedimento, apenas aumentou a sensação de que o Parma estava mais perto de vencer, apesar do domínio estatístico do adversário.
Na segunda etapa, Fàbregas mexeu no tabuleiro tático, buscando o 4-2-3-1 e injetando sangue novo com as entradas de Diao e Kühn. A pressão aumentou, mas o muro do Parma se manteve inabalável. O goleiro Butez, do Como, teve que se esticar para evitar o gol de Delprato, em um lance que confirmou o mérito do Parma em ser mais perigoso no ataque, mesmo defendendo com todos os seus jogadores.
O ápice da frustração para o Como veio nos últimos segundos da partida. Aos 94 minutos, Douvikas, que havia entrado para ser a solução, desperdiçou o match-point que selaria a vitória. O chute para fora simbolizou o desempenho da equipe: muita intenção, mas pouca precisão.
Com o empate, o Como chega a 13 pontos, mantendo a longa invencibilidade, mas perdendo a chance de ouro de subir na tabela rumo às vagas europeias. Já o Parma, com 7 pontos, soma um ponto importante, mas registra uma preocupante marca de três jogos seguidos sem balançar as redes. A noite terminou com a sensação de que o Parma comemorou a defesa, e o Como lamentou o ataque.
Como e Parma pareggiano 0-0 al Tardini. Nonostante il possesso palla del Como, il Parma si difende in modo magistrale e crea le occasioni più pericolose, inclusa una doppia chance di Cutrone. Il Como spreca il match-point al 94', salendo a 13 punti e rallentando la corsa per l'Europa, mentre il Parma ottiene il secondo 0-0 consecutivo in Serie A.
A atmosfera no Bluenergy Stadium, casa da Udinese, na última rodada da Série A, não era apenas de expectativa, mas de um desejo reprimido. O placar de 3 a 2 sobre o Lecce representou mais do que três pontos; significou o fim de um tabu que se estendia por quase oito longos meses. A última vez que os friulani haviam comemorado uma vitória diante de sua torcida havia sido em 1º de março. Este triunfo marca um ponto de virada na campanha do técnico Runjaic, levando a equipe a 12 pontos e injetando confiança crucial.
A vitória foi pavimentada por atuações individuais notáveis. O meio-campista Arthur Atta emergiu como o grande arquiteto da noite, fornecendo duas assistências e confirmando-se como o motor criativo da Udinese. Sua contribuição foi estatisticamente significativa: antes dele, era desde setembro de 2022 que um jogador da Udinese não fornecia mais de uma assistência em um único jogo da Série A.
O primeiro gol, que quebrou o gelo, teve a assinatura do capitão Jesper Karlström, que em seu 45º jogo na liga, finalmente registrou seu primeiro gol. O feito de Karlström fez parte de uma raridade estatística: três jogadores (Karlström, Adam Buksa e Medon Berisha) estrearam nas marcações na Série A na mesma partida. O segundo gol, crucial para manter a vantagem, foi de Keinan Davis, que parece ter atingido um novo patamar de desempenho. Seus três gols nesta temporada já igualam sua marca das duas temporadas anteriores somadas, sugerindo uma explosão de eficácia ofensiva sob o comando de Runjaic.
O Lecce, mesmo derrotado, não se entregou facilmente. O técnico Roberto D'Aversa promoveu uma mudança tática ousada no segundo tempo, adotando um 4-2-3-1 iperofensivo que trouxe a equipe para o jogo. O jovem Konan N’Dri provou ser uma arma de fogo, marcando um golaço de fora da área no final. A equipe salentina demonstrou uma perigosa predileção por gols de longa distância, já somando quatro nesta temporada, igualando o total de todo o campeonato passado.
A reação do Lecce, contudo, expôs as fragilidades defensivas da Udinese, que quase permitiu o empate após um erro crasso do goleiro Maduka Okoye. Apesar de alcançar a marca de 50 jogos pelo clube, Okoye teve um momento de imprudência que quase custou a vitória, um lembrete para Runjaic de que o setor defensivo ainda precisa de ajustes finos. A Udinese voltou a sofrer em seus melhores momentos, assim como no primeiro tempo, mas conseguiu se manter firme.
A vitória não só alivia a pressão sobre a Udinese – que não marcava três gols em um jogo da Série A desde fevereiro – mas também interrompe a invencibilidade do Lecce, que vinha de três jogos sem derrota.
A performance ofensiva da Udinese, que marcou cinco gols em uma única partida no Bluenergy Stadium apenas pela segunda vez, indica que o time está encontrando seu ritmo. Este é um resultado que pode servir como catapulta para o restante da temporada, mostrando que a equipe tem o potencial para fugir da zona intermediária e buscar objetivos maiores na Série A.
L'Udinese torna alla vittoria in casa dopo quasi otto mesi, battendo il Lecce 3-2. La squadra, guidata da un brillante Arthur Atta (due assist), ha segnato con Karlström, Davis e Buksa. La vittoria, che interrompe una serie di quattro gare senza successi, è cruciale per la classifica di Runjaic, mentre il Lecce subisce la prima sconfitta dopo tre partite.
A vitória do Napoli por 3 a 1 sobre a Inter de Milão, no confronto direto da 8ª rodada da Serie A, é um resultado inesperado; já que o time da casa, vindo de tropeços recentes, mostrou grande capacidade de reação e um poder de fogo impressionante, sustentado pelo desempenho excepcional de seus meio-campistas.
O principal ponto forte da partida para o Napoli foi a eficácia letal no contra-ataque e a atuação superlativa do meio-campo. Mesmo sendo dominado em longos trechos do primeiro tempo — onde a Inter carimbou a trave e parou em Milinkovic-Savic —, o Napoli soube capitalizar os momentos-chave. A dupla Scott McTominay e Frank Anguissa se destacou de forma estrondosa, não apenas na marcação, mas na finalização e criação: McTominay, provou ser uma peça desequilibradora, enquanto Anguissa demonstrou sua capacidade de infiltração.
No entanto, o placar não reflete a totalidade do jogo. O time de Conte ainda apresentou o ponto fraco de ser excessivamente dependente de lances pontuais e de sofrer uma pressão intensa quando a Inter impôs seu ritmo. A abertura do placar com um pênalti "discutível e contestadíssimo" — dado por um contato mínimo — evidenciou a dificuldade em quebrar a linha defensiva nerazzurra de forma orgânica naquele momento. A lesão de Kevin De Bruyne, autor do gol, é um ponto de fragilidade futura a ser avaliado.
Pelo lado da Inter, o ponto forte foi o domínio tático no primeiro tempo e o volume de jogo ofensivo criado, que resultou em duas bolas na trave e excelentes oportunidades. A Inter demonstrou ter um plano de jogo bem definido, mas pecou pela ineficácia na finalização e, crucialmente, pela fragilidade defensiva no segundo tempo. O que era uma defesa sólida se tornou "muito mole" no gol decisivo de Anguissa. O comportamento da equipe após o pênalti sofrido e a desorganização que se seguiu, culminando no episódio de "Velho Oeste" entre Conte e Lautaro, revela um ponto fraco de controle emocional e tático que Chivu precisará endereçar imediatamente, interrompendo uma sequência de sete vitórias. A equipe demonstrou uma perigosa dependência da sorte e da inspiração individual, algo inadmissível em um time que almeja o scudetto.
O jogo, que foi o primeiro na história da Série A com ambas as escalações titulares com média de idade superior a 30 anos, ressaltou a experiência em campo, mas também a falta de renovação na Inter, que viu a sequência de vitórias ser quebrada. Já o Napoli celebra o marco de 1100 vitórias na Série A e a impressionante marca de 100 pontos de Antonio Conte em três clubes diferentes, um testemunho de sua capacidade de construir elencos vencedores e retomar a confiança após momentos de baixa.
Il Napoli batte l'Inter 3-1 nel big-match dell'8a giornata di Serie A e torna in vetta. Nonostante il dominio iniziale nerazzurro (due legni), i gol di De Bruyne (rigore controverso), McTominay e Anguissa hanno ribaltato il risultato, interrompendo la striscia di 7 vittorie di Chivu. Il match è stato segnato da un rigore contestato e da scintille tra Conte e Lautaro.
A jornada da Atalanta na Serie A 2025/26 está se desenrolando em um paradoxo. O clube de Bérgamo ostenta uma honrosa invencibilidade, um feito compartilhado apenas com o poderoso Bayern de Munique nos cinco maiores campeonatos europeus, e pela terceira vez em sua história, o clube chega às oito primeiras rodadas sem derrotas. No entanto, essa estatística positiva é obscurecida por uma sequência frustrante de quatro empates consecutivos em todas as competições, incluindo o 1 a 1 contra a Cremonese no Estádio Zini. O time de Ivan Juric, apesar do volume de jogo, demonstra uma alarmante falta de contundência, o que o impede de avançar na tabela e reforça uma crise de resultados que persiste desde 21 de setembro.
O empate com a Cremonese não foi um mero deslize, mas sim um microcosmo dos problemas da Dea. A ineficácia ofensiva de jogadores-chave como Krstovic e as chances perdidas por De Ketelaere (que, apesar de inspirado, não uniu precisão à exuberância) mostram que o time cria, mas não converte. A defesa, geralmente sólida, também falhou ao permitir que o veterano Jamie Vardy marcasse seu primeiro gol na Serie A, quebrando um jejum de 438 minutos sem gols para o clube. A intervenção salvadora de Brescianini, um substituto que marcou um gol vital, apenas reforça a dependência da equipe em lampejos individuais e na profundidade do elenco para evitar o desastre.
Do outro lado do campo, a Cremonese celebra um ponto com sabor de vitória, reafirmando sua crescente solidez tática sob o comando de Nicola. O Estádio Zini se tornou um verdadeiro forte. Desde março, a Cremonese (4V, 7E) e o Napoli são as únicas equipes na Série A e Série B que se mantêm invictas em casa, um registro que atesta a dificuldade de enfrentar os grigiorossi em seus domínios. A equipe demonstrou grande disciplina tática, com destaque para a versatilidade de Terracciano, que se moveu com fluidez entre zaga, ala e meio-campo, e foi crucial para manter a igualdade.
A estratégia de Nicola, baseada em alta intensidade e exploração das laterais, funcionou no primeiro tempo, expondo as dificuldades de Zalewski pela ala da Atalanta. O gol que abriu o placar, marcado pelo inoxidável Jamie Vardy, foi um momento histórico. Aos 38 anos e 287 dias, o inglês se tornou o atacante mais velho a balançar as redes na Série A desde Quagliarella em 2023, e o jogador mais velho a marcar pela Cremonese na história da primeira divisão. Vardy, que agora tem a Atalanta como sua 30ª vítima diferente nos Big-5 campeonatos europeus, simboliza a astúcia e a experiência da equipe, que soube aproveitar o momento de hesitação do adversário.
A série de empates da Atalanta evoca a fase vivida pelo clube entre abril e maio de 2015, sob o comando de Edoardo Reja, que também registrou quatro empates consecutivos. No entanto, o contexto atual é de maior pressão, já que a equipe aspira a posições europeias, e a sequência de jogos sem vitória (apesar da invencibilidade) começa a pesar na tabela. A marca de Marco Brescianini, que se igualou a Hakan Çalhanoglu com cinco gols fora de casa desde a temporada passada, só perdendo para Scott McTominay entre os meio-campistas centrais, é um vislumbre do potencial de reação do meio-campo da Dea.
Enquanto a Atalanta tenta quebrar a barreira do empate, a Cremonese se apoia em seus recordes defensivos, como os cinco primeiros tempos seguidos sem sofrer gols em casa, algo que não acontecia desde 1995/96 com Luigi Simoni no banco. O confronto direto também tem um histórico peculiar: a Atalanta é a equipe contra a qual a Cremonese mais empatou na Série A (oito vezes), sublinhando a natureza equilibrada desse duelo regional.
Para Juric, o desafio é claro: encontrar o killer instinct que falta ao ataque da Atalanta. A invencibilidade é louvável, mas se continuar a ser construída à base de empates, o clube corre o risco de estagnar na tabela. A Cremonese, por sua vez, está a cumprir sua meta de forma surpreendente: a proximidade com a Atalanta (11 a 12 pontos) após esta rodada mostra que o time de Nicola está muito mais competitivo do que o esperado. O objetivo agora é converter a solidez defensiva e o fator casa em vitórias que garantam a permanência na Série A, enquanto a Atalanta precisa urgentemente transformar sua superioridade estatística em vitórias cruciais para a disputa por vagas europeias.
L'Atalanta pareggia 1-1 contro la Cremonese allo Zini, registrando il quarto pareggio consecutivo nonostante resti imbattuta. Vardy segna il suo primo gol italiano (e un record di longevità) al 78', ma Brescianini pareggia all'84', evitando la sconfitta per Juric. La Cremonese conferma la sua imbattibilità casalinga, mentre l'Atalanta mostra una crisi di concretizzazione offensiva.
O Estádio Olímpico de Turim presenciou um drama de duas faces no último domingo. De um lado, o êxtase da torcida granata; do outro, a amargura do Genoa, mergulhado em uma crise histórica. Quando o relógio marcava 45 minutos do segundo tempo, e a tensão era palpável, o chileno Guillermo Maripán transformou o empate em vitória com um eurogol de pura plasticidade, consolidando uma virada épica para o Torino.
A partida começou com ares de redenção para o Genoa. O Grifone rugiu cedo, com Morten Thorsby aproveitando um cruzamento aos 7 minutos para balançar as redes. Aquele gol, o mais rápido da equipe em meses, prometia o fim de um jejum de vitórias que se arrastava. Thorsby, em sua 150ª partida na Serie A, era o símbolo da esperança rossoblù.
Aos 63 minutos, a fragilidade emocional do Genoa se manifestou de forma devastadora. O lateral Stefano Sabelli, em uma tentativa de afastar o perigo, acabou desviando para a própria meta. O gol contra, o quarto do Genoa na temporada, foi um balde de água fria, um sinal de que a crise estava longe de acabar.
A entrada do atacante Ngonge no Torino mudou o cenário. Suas arrancadas e cruzamentos injetaram uma nova vida no time da casa, que passou a cercar a área de Leali. O clímax, no entanto, estava reservado para o último suspiro. Em um escanteio cobrado por Lazaro, a bola encontrou Maripán, que, com um voleio improvável, mandou a bola para o fundo do gol. O chute, perfeito e potente, silenciou momentaneamente a frustração do Genoa e fez o Olímpico explodir em um misto de alívio e euforia.
Nos segundos finais, o goleiro reserva Paleari se agigantou. Com duas defesas monumentais sobre Vitinha e Cornet, ele garantiu que os três pontos ficassem em Turim, transformando-se no herói silencioso da noite.
Para o Genoa, o resultado é mais do que uma derrota: é um marco de desespero. Com apenas três pontos em oito jogos e sem vitórias, o clube de Gênova amarga o pior início de sua história na Série A, igualando um recorde negativo de quase cinco décadas. A virada do Torino, impulsionada por um golaço nos acréscimos, é o prenúncio de uma luta intensa contra o rebaixamento, enquanto a equipe granata respira aliviada.
Il Torino ha battuto il Genoa 2-1 in rimonta nell'ottava giornata di Serie A. Nonostante il vantaggio iniziale di Thorsby, l'autorete di Sabelli e l'eurogol decisivo di Maripan al 90' hanno condannato il Grifone al peggior inizio storico (solo 3 punti in 8 gare). Il Torino sale a 11 punti.
A vitória magra da Roma por 1 a 0 sobre o Sassuolo no Mapei Stadium recolocou a equipe de Gian Piero Gasperini na liderança, empatada em pontos com o Napoli. O resultado positivo é um reflexo da eficiência demonstrada pelo clube giallorosso em jogos fora de casa, um verdadeiro ponto forte que se consolida com a quarta vitória consecutiva como visitante.
Apesar do placar apertado, a performance da Roma revelou uma equipe com capacidade de criação e solidez defensiva, mantendo a baliza inviolada pela nona vez fora de casa neste ano, um recorde nas cinco principais ligas europeias. A aposta tática de Gasperini em colocar Paulo Dybala como "falso nove" e Cristante em uma função avançada mostrou-se acertada, culminando no gol de La Joya, que finalmente quebra um longo jejum de mais de oito meses sem marcar no campeonato. Dybala, em particular, demonstrou ser o catalisador ofensivo, celebrando sua 50ª participação em gols pela Roma na Serie A.
Por outro lado, o principal ponto fraco da Roma foi a ineficácia na finalização, especialmente no segundo tempo. A equipe criou um volume de chances impressionante, mas esbarrou em Muric e na trave, o que poderia ter custado a vitória em um dia de menor sorte. O atacante ucraniano Dovbyk, que entrou no segundo tempo, demonstrou ser um ponto forte com duas assistências claras, mas Wesley, em particular, desperdiçou oportunidades inacreditáveis.
Do lado do Sassuolo, a atuação do goleiro Muric foi o grande ponto forte, evitando uma derrota por placar elástico. No entanto, o time de Grosso demonstrou uma fragilidade ofensiva preocupante, um ponto fraco grave, com Pinamonti apagado e a notável ausência da qualidade de Berardi, que saiu lesionado. O Sassuolo não marca há dois jogos, e a falta de criatividade, somada à lentidão de Matic, sugere que o técnico Grosso terá um trabalho considerável para encontrar soluções táticas e motivacionais para reverter o quadro.
Em suma, a Roma venceu com autoridade moral, mas poderia ter simplificado a partida. A vitória de 1 a 0, a 12ª com este placar em 2025, é a prova de uma equipe pragmática e letal fora de casa, mas que ainda precisa refinar a pontaria para transformar domínio em goleadas.
La Roma batte 1-0 il Sassuolo al Mapei Stadium e raggiunge il Napoli in vetta alla Serie A. Decisivo il gol di Paulo Dybala al 16', che torna a segnare in campionato. Nonostante le numerose occasioni mancate (palo di Pellegrini e parate di Muric), i giallorossi ottengono la quarta vittoria esterna di fila, stabilendo un record europeo di clean sheet fuori casa nel 2025. Sassuolo in difficoltà offensiva.
A partida entre Verona e Cagliari no Estádio Bentegodi foi um autêntico espetáculo de inconstância tática e emoção tardia. O resultado final de empate (2-2) não apenas frustra o Verona, que cedeu dois pontos em casa, mas também coroa a persistência do Cagliari, que soube explorar as falhas do adversário nos momentos cruciais.
O Verona demonstrou uma excelente capacidade de finalização, transformando as oportunidades em gols. O gol de Gagliardini, uma inteligente "espiada" na bola parada, e o toque final de Orban após uma jogada rápida, confirmaram a qualidade individual. A defesa, operando numa linha de três zagueiros, mostrou-se sólida e bem aplicada por grande parte do jogo, limitando as investidas iniciais do ataque do Cagliari. A performance no segundo tempo, antes da queda de rendimento, sugeria um domínio total, com controle de meio-campo reforçado pela substituição de Akpa Akpro por Bernede.
O maior ponto fraco do Verona foi a falta de gestão emocional e tática da vantagem de 2 a 0. A equipe não soube "matar" o jogo ou proteger o resultado com a devida cautela. A linha defensiva, que parecia impenetrável, revelou uma vulnerabilidade fatal ao ser superada em lances rápidos nos minutos finais. A permissão para que o primeiro gol do Cagliari viesse de uma jogada iniciada na própria defesa adversária é um sinal de relaxamento tático imperdoável. O colapso final, culminando no empate aos 92 minutos, coloca em xeque a capacidade de concentração da equipe em momentos de alta pressão. O técnico tem o desafio de trabalhar a mentalidade do time para evitar a repetição desses desperdícios de pontos.
O Cagliari exibiu um espírito de luta notável, recusando-se a desistir, mesmo à beira do "abismo". O goleiro Caprile, veronês de nascimento, foi o herói silencioso da noite, com defesas milagrosas (especialmente a dupla intervenção no primeiro tempo) que mantiveram o placar estreito o suficiente para uma recuperação. A sacada tática de Pisacane ao colocar Felici em campo foi um trunfo: o jogador de reposição marcou o gol do empate, provando que as substituições podem ser decisivas. A jogada que originou o primeiro gol, envolvendo o zagueiro Obert e o estreante Idrissi, mostrou que o time tem capacidade de reação e que a defesa também pode criar.
Apesar da reação, o Cagliari apresentou dificuldades evidentes na criação de jogadas ao longo dos 90 minutos. O ataque "esbarrou" repetidamente na defesa do Verona. A dependência de lances individuais, como os chutes de longa distância e o lampejo final, sugere uma falta de repertório ofensivo mais estruturado contra defesas bem postadas. A defesa, apesar do bom desempenho de Idrissi em sua estreia, permitiu que o Verona abrisse o placar em uma bola parada relativamente simples e que o segundo gol fosse fruto de uma jogada de velocidade bem construída.
O 2 a 2 é um resultado amargo para o Verona e doce para o Cagliari. O Verona demonstrou ter potencial para competir, mas precisa de maturidade tática na gestão de resultados. O Cagliari, por sua vez, garantiu um ponto valioso através da garra e da inspiração individual, características que serão essenciais em sua jornada no campeonato, mas precisa desenvolver mecanismos ofensivos mais consistentes. O Bentegodi presenciou uma montanha-russa de emoções, mas, em termos de performance, ambos os times saem com lições importantes a serem aprendidas.
Serie A: Verona e Cagliari pareggiano 2-2 al Bentegodi. Il Verona, in vantaggio per 2-0 con i gol di Gagliardini e Orban, si è fatto rimontare negli ultimi minuti. Il Cagliari ha segnato con Idrissi e, al 92', ha trovato il pareggio grazie a Felici, in una partita ricca di colpi di scena.
A oitava rodada da Serie A entregou um clássico regional entre Fiorentina e Bologna que foi, no mínimo, eletrizante. O empate em 2 a 2 no Franchi, contudo, é um resultado que escancara as fragilidades de ambos os times, especialmente da Fiorentina, que precisou de dois pênaltis para evitar uma derrota em casa.
O Bologna demonstrou uma excelente organização tática na maior parte do jogo. A equipe de Niccolini, substituindo o técnico indisponível, soube controlar a posse de bola no início e explorar a amplitude do campo. O primeiro gol, um voleio espetacular de Castro, e o segundo, uma jogada bem construída e finalizada por Cambiaghi, atestam a qualidade ofensiva e a capacidade de finalização do time rossoblù. O meio-campo, com Ferguson e Freuler, operou com inteligência, controlando o ritmo e dificultando a criação viola.
No lado da Fiorentina, a principal força reside na sua inesgotável capacidade de reação. Estar perdendo por 2 a 0 em casa e conseguir buscar o empate, mesmo com a ajuda de lances polêmicos e do VAR, é um reflexo de uma mentalidade que se recusa a desistir. As substituições feitas por Pioli no segundo tempo, colocando Fortini, Dzeko e Ndour, mudaram o panorama tático e injetaram o vigor necessário para pressionar o adversário. A frieza de Gudmundsson e Kean na marca do pênalti garantiu um ponto crucial.
A Fiorentina está imersa em uma crise de desempenho preocupante, somando oito jogos sem vencer na Série A. A defesa, mais uma vez, se mostrou vulnerável e 'adormecida' no lance do primeiro gol de Castro. A falta de inspiração no toque de bola em espaços curtos e a dependência de jogadas longas ou lances individuais evidenciam a ausência de um plano de jogo coeso e criativo. Jogadores como Nicolussi Caviglia e Fagioli tiveram atuações apagadas, não conseguindo impor o ritmo no meio-campo e forçando Pioli a fazer substituições prematuras. A Viola precisa urgentemente reencontrar a consistência defensiva e a fluidez ofensiva para não comprometer seus objetivos na liga.
O maior ponto fraco do Bologna foi a falta de maturidade e gestão emocional no final da partida. Ter uma vantagem de dois gols fora de casa e permitir o empate nos acréscimos, em meio a lances polêmicos e uma expulsão, é inadmissível. O recuo excessivo da linha defensiva após a expulsão de Holm (que agiu de forma irresponsável com o duplo amarelo) permitiu que a Fiorentina exercesse pressão insustentável. A equipe perdeu a lucidez nos duelos e cometeu erros ingênuos na área, resultando em dois pênaltis cruciais. A falta de controle emocional do time, inclusive nos protestos acalorados, custou a vitória e expôs uma falha na gestão da vantagem.
O jogo no Franchi foi um microcosmo do futebol italiano atual: paixão, imprevisibilidade, e a crescente (e polêmica) influência do VAR. Para o Bologna, o empate tem sabor de derrota, por ter desperdiçado uma vitória quase certa. Para a Fiorentina, o ponto conquistado é um alívio, mas não esconde a crise de resultados e a dificuldade em vencer no campeonato. A equipe de Florença demonstra ter um elenco com potencial de reação, mas o sistema defensivo e a criação de jogadas precisam ser urgentemente revisados para que o clube não continue patinando no meio da tabela, uma situação indigna de sua história e de seu investimento. O resultado final de 2 a 2 reflete mais a inconstância e a falta de solidez de ambas as equipes do que uma grande exibição de futebol.
Fiorentina e Bologna pareggiano 2-2 al Franchi in una partita ricca di polemiche e interventi del VAR. Il Bologna, in vantaggio per 2-0 con Castro e Cambiaghi, ha subito la rimonta della Fiorentina con due rigori di Gudmundsson e Kean, decisi per tocchi di mano. L'espulsione di Holm per il Bologna ha favorito il pareggio finale, prolungando la serie di otto gare senza vittoria per la Viola.
A derrota por 1 a 0 para a Lazio de Maurizio Sarri no Estádio Olímpico não foi apenas mais um revés; foi a consolidação de uma crise que assola a Juventus de Igor Tudor. Em sua análise mais recente, o time bianconero não consegue disfarçar as profundas fragilidades estruturais e a ausência de um plano tático minimamente funcional, especialmente no ataque.
O ponto mais forte da Lazio foi a sua eficiência tática e a capacidade de capitalizar erros adversos. O gol de Toma Basic, logo aos 9 minutos, exemplifica essa virtude: um erro primário de David na saída de bola se transforma em assistência fatal. A equipe de Sarri, ao contrário da Juve, demonstrou solidez defensiva, mantendo a meta inviolada pelo segundo jogo consecutivo na Serie A, um dado estatístico que atesta a reconstrução da sua linha de zaga.
No que tange aos pontos fracos da Juventus, eles são numerosos e alarmantes. O principal é a crise ofensiva, traduzida em quatro jogos seguidos sem marcar gols, algo que não ocorria desde 1991, na gestão Maifredi. Esta ineficácia é resultado de uma manobra de ataque lento e previsível. Jogadores como Vlahovic, o principal atacante, ficam isolados e sem fornecimento adequado, desperdiçando as raras chances criadas. A tentativa de forcing de Tudor com a entrada de Yildiz, Kostic, Thuram e Openda não gerou resultados significativos, sublinhando a falta de repertório e confiança do elenco.
Em termos de gestão, a figura do técnico croata, Igor Tudor, é o elo mais fraco. A falta de confiança e o clima de descontentamento são evidentes. Suas palavras públicas, por vezes infelizes, e a incapacidade de reverter o ciclo de derrotas colocam seu cargo em risco iminente, com a diretoria já avaliando nomes como Spalletti e Palladino.
A crise da Juventus transcendeu o campo, atingindo a arquibancada. A reação de fúria e repúdio da torcida organizada no Olímpico, repelindo os jogadores ao final da partida, é um sintoma claro do esgotamento da paciência. Esta atitude da curva bianconera sublinha que o problema não é apenas a falta de resultados, mas sim a falta de atitude e a passividade da equipe em momentos cruciais. A Juventus, a seis pontos de Napoli e Roma, vive um período de "crise negra" que exige intervenções drásticas e imediatas para evitar que a temporada se torne um fracasso retumbante.
La Juventus è in crisi profonda dopo la sconfitta 1-0 contro la Lazio (gol di Basic al 9'). La squadra di Tudor ha perso la terza gara consecutiva e non segna da quattro partite (record negativo dal 1991). La classifica si complica (-6 da Napoli e Roma) e il tecnico croato è a rischio esonero. La Curva bianconera ha manifestato il proprio dissenso, respingendo la squadra a fine partita.
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