O Estádio Alberto Braglia, em Modena, foi palco de mais uma demonstração de força da equipe local. Na abertura da 9ª rodada da Serie B 2025/26, o Modena não apenas venceu, mas reverteu um placar adverso contra o Empoli para garantir um 2 a 1, saltando para 21 pontos e abrindo uma vantagem provisória de cinco pontos sobre o vice-líder Palermo. A vitória, além de manter a invencibilidade, atesta a seriedade do projeto liderado pelo técnico.
A partida começou com um enigma tático imposto pelo treinador do Empoli, Dionisi. A escolha por um esquema 3-5-1-1, com Ceesay atuando como um segundo atacante móvel ao lado de Shpendi, pegou a defesa do Modena de surpresa. O gol de Ceesay, aos 22 minutos, com uma penetração rápida e um chute certeiro, evidenciou a dificuldade dos canarini em se adaptar à movimentação inesperada do adversário. Foi um momento de aprendizado forçado para a defesa, que precisou de tempo para encontrar o equilíbrio.
No entanto, a grandeza de um líder se mede pela sua capacidade de reação, e o Modena mostrou-se um verdadeiro capolista. A pressão ofensiva foi imediata e constante, culminando em um lance de grande impacto nos acréscimos do primeiro tempo. Após uma longa revisão do VAR, um toque de mão de Ghion foi convertido em pênalti. O artilheiro da liga, Gliozzi, não tremeu e marcou o seu sexto gol na temporada, garantindo o empate no último instante. Este gol não foi apenas um empate; foi um golpe psicológico que desestabilizou o Empoli.
O segundo tempo foi marcado pela superioridade do Modena, que conseguiu transformar o domínio em vantagem. Aos 66 minutos, o lateral Santoro acertou um cruzamento preciso que encontrou o zagueiro Tonoli para o gol da virada. O lance sublinha a profundidade tática do Modena, que não depende apenas de Gliozzi, mas sabe usar a bola aérea e o envolvimento dos defensores para construir o resultado. O gol anulado de Di Mariano pouco depois, devido a uma falta na recuperação da bola, apenas reforçou a superioridade do time da casa na etapa final.
A ascensão do Modena na Serie B tem um forte contexto histórico. O clube, que já viveu seus dias de glória na elite do futebol italiano, busca o retorno à Serie A, algo que a torcida sonha há décadas. A última participação dos canarini na primeira divisão remonta a um passado distante. A atual campanha, com resultados consistentes e vitórias de virada como esta, reacende a chama da esperança e coloca o clube na rota de um dos acessos mais aguardados do futebol italiano.
Por outro lado, o Empoli enfrenta um momento de crise. A "cura-Dionisi", que chegou para reverter a má fase da equipe toscana, ainda não engrenou, somando apenas um ponto em dois jogos. A derrota para o líder expõe a falta de consistência e a fragilidade defensiva do time, que precisa de ajustes urgentes. As mudanças táticas de Dionisi no segundo tempo, com a entrada de Popov e Pellegri, foram inócuas, mostrando que o problema do Empoli reside tanto na estrutura defensiva quanto na capacidade de criação no terço final do campo. A equipe estaciona nos dez pontos, em uma posição desconfortável na tabela, exigindo uma resposta rápida nas próximas rodadas para não se afastar do bloco de acesso.
A performance do Modena, com sua determinação e a pontaria do artilheiro Gliozzi, estabelece um padrão elevado para os concorrentes. A equipe de Modena não só lidera, mas o faz com autoridade, provando que é o time a ser batido nesta edição da Serie B. A capacidade de vencer, mesmo após sair atrás no placar, é a marca registrada de um time que se candidata seriamente ao retorno à elite.
Il Modena consolida la vetta della Serie B battendo l'Empoli 2-1 in rimonta. Nonostante il gol iniziale di Ceesay, i Canarini pareggiano su rigore con Gliozzi (sesto gol stagionale) e vincono con Tonoli al 66'. La squadra vola a 21 punti, mentre l'Empoli (fermo a 10) mostra difficoltà. La vittoria sottolinea la forza e la determinazione del leader del campionato.
O Associazione Calcio Monza, um clube cuja história recente tem sido marcada por uma ambiciosa ascensão nas divisões italianas, deu mais um passo significativo rumo ao seu objetivo maior, a Serie A. A vitória de 3 a 1 sobre a Reggiana, em casa, na mais recente rodada, não foi apenas mais um triunfo; foi a terceira vitória consecutiva, uma sequência que catapulta o Monza para a elite da tabela da Série B, somando 17 pontos. Este desempenho sugere que o projeto do clube, apoiado por figuras importantes do futebol italiano, está finalmente colhendo frutos em termos de estabilidade e resultados.
O jogo começou com um ímpeto ofensivo impressionante por parte dos brianzoli. Apenas no segundo minuto, o atacante português Dany Mota, em uma fase de forma exuberante, abriu o marcador, estabelecendo o tom de alta intensidade para a partida. Este gol relâmpago reflete uma estratégia de jogo agressiva, buscando desequilibrar o adversário logo no início, um fator-chave para o sucesso em ligas competitivas como a Série B.
No entanto, a Reggiana demonstrou que não seria um adversário fácil. Aos 13 minutos, a reação emiliana se materializou no gol de empate de Novakovich, que aproveitou uma assistência de Rover para igualar o placar. Esse breve momento de vulnerabilidade defensiva do Monza serve como um alerta para o técnico, indicando a necessidade de maior concentração e organização após o sucesso inicial.
A capacidade de superação e a resposta imediata, porém, são características de equipes que aspiram a grandes feitos. O Monza não se abateu com o empate. Pelo contrário, a equipe acelerou o ritmo, novamente com Dany Mota como principal orquestrador. Aos 25 minutos, o atacante se transformou em garçom, servindo Izzo para recolocar o Monza na liderança. E antes do intervalo, Mota selou sua atuação de gala com um gol, garantindo a expressiva vantagem de 3 a 1. A dupla participação do português em dois gols cruciais em um curto espaço de tempo sublinha não apenas seu talento individual, mas sua importância vital no esquema tático da equipe.
A gestão do segundo tempo, embora menos espetacular, foi madura. O Monza controlou o ímpeto da Reggiana, que tentou, sem sucesso, diminuir a desvantagem e buscar o empate. A solidez defensiva, com o goleiro Thiam, impediu qualquer surpresa, garantindo que o placar fosse mantido até o apito final.
A ascensão do Monza na tabela, distanciando-se dos perseguidores e colocando-se firmemente na zona de playoffs de acesso à Série A, envia uma mensagem clara aos seus concorrentes: o time está forte, confiante e determinado a lutar pelo seu lugar na elite. Com Dany Mota em estado de graça e uma sequência de vitórias, o clube de Brianza não é mais uma promessa, mas uma realidade na briga pelo acesso.
Il Monza ottiene la terza vittoria consecutiva battendo 3-1 la Reggiana e consolidando la sua posizione nelle zone alte della Serie B. Dany Mota è stato il protagonista assoluto, aprendo le marcature al 2' e segnando la sua doppietta personale al 43', oltre all'assist per il gol di Izzo. La Reggiana ha pareggiato temporaneamente con Novakovich, ma non è riuscita a reagire nel secondo tempo. Il Monza sale a 17 punti.
Em uma tarde de tensão e garra no Estádio Druso, o Cesena demonstrou a fibra de um time que sonha com a elite. Longe de casa e sob a pressão crescente do Sudtirol, os romagnolos conquistaram uma vitória suada por 1 a 0, um resultado que ressoará como um grito de guerra na luta pela Série A.
O duelo tático, comandado de um lado por Mignani e do outro pelo experiente Castori, foi resolvido por um gol de precisão e velocidade no primeiro tempo. Aos 31 minutos, a bola viajou dos pés do talentoso Berti para os de Shpendi. O atacante, em um toque fatal, mandou para as redes, abrindo o placar e silenciando a torcida local. Foi o momento de brilho que separou as duas equipes.
Mas a história da partida não parou aí. O segundo tempo foi um verdadeiro teste de fogo para a defesa do Cesena. O Sudtirol, impulsionado pela necessidade de reverter o placar, lançou-se ao ataque com fúria. E foi neste momento que Klinsmann se transformou no herói da tarde. O goleiro, em uma exibição de reflexos apurados, fechou o gol. No lance mais perigoso dos donos da casa, Klinsmann foi decisivo, erguendo um muro intransponível diante do chute de giro de Merkaj.
A cada tentativa frustrada do Sudtirol, a confiança do Cesena crescia. Os jogadores, os comandados de Mignani, lutaram por cada metro do gramado, mostrando uma coesão defensiva que faria inveja a qualquer time. O apito final do árbitro foi um alívio e um grito de celebração contido.
Os três pontos conquistados em Bolzano são mais do que números. Eles representam a consolidação do Cesena nas zonas de destaque da Série B, subindo para 17 pontos e alimentando o sonho de seus apaixonados torcedores. Para o Sudtirol, que permanece nos 10 pontos, resta a frustração de um time que lutou, mas não soube ser letal.
A vitória do Cesena é uma vitória de ouro, uma demonstração de que a solidez tática e o coração de leão são a combinação perfeita para quem deseja trilhar o caminho de volta à Série A.
Il Cesena batte il Sudtirol 1-0 fuori casa, grazie al gol di Shpendi (31') su assist di Berti. Nonostante la pressione dei padroni di casa nel secondo tempo, la difesa del Cesena e le parate decisive di Klinsmann mantengono il vantaggio. La vittoria porta il Cesena a 17 punti, confermandolo nelle zone alte della classifica di Serie B.
O Estádio Luigi Ferraris, em Marassi, foi palco de uma estreia eletrizante e conturbada para o técnico Gregucci no comando da Sampdoria. O empate em 1 a 1 contra o Frosinone pela Série B não apenas movimentou a tabela de classificação, mas também gerou intensos debates sobre a arbitragem e o uso do VAR. A partida pode ser dividida em dois atos dramáticos, refletindo as diferentes faces das equipes em campo.
O primeiro tempo pertenceu ao Frosinone. A equipe, apelidada de ciociari, demonstrou controle tático e se aproveitou da fragilidade inicial da Sampdoria. O gol da vantagem, marcado aos 38 minutos por Zilli, após uma boa jogada de Calò, foi o reflexo lógico de uma superioridade em campo. O silêncio e as vaias em Marassi ao final dos primeiros 45 minutos evidenciavam o descontentamento da torcida blucerchiata com a falta de ímpeto e organização de seu time. A Sampdoria parecia afundada em sua crise de resultados.
A história da Sampdoria na última década tem sido marcada por uma montanha-russa de expectativas. Vencedora de um scudetto em 1991 e com um passado europeu glorioso, a equipe tem lutado para reencontrar a estabilidade, alternando boas campanhas com rebaixamentos. A chegada de Gregucci visava, justamente, injetar novo ânimo e disciplina tática.
O segundo tempo foi um espetáculo de pura adrenalina e controvérsia. A Sampdoria retornou com uma postura completamente renovada, virando o jogo em termos de posse e volume de ataque. No entanto, o fator extra-campo se tornou protagonista. A revisão de lances pelo Árbitro de Vídeo (VAR) anulou dois pênaltis marcados a favor dos donos da casa, provocando a fúria do banco de reservas.
Em um momento de intensa pressão, o novo técnico, Gregucci, foi expulso por protestos veementes, um sinal claro da tensão que dominava o gramado. Historicamente, momentos de adversidade extrema no futebol italiano costumam gerar uma reação emocional imediata, e foi exatamente o que aconteceu. O time, galvanizado pela injustiça percebida e pela saída de seu treinador, encontrou forças para a reação.
O empate veio aos 69 minutos, e não poderia ser mais emblemático. Após uma excelente jogada iniciada por Ioannou, o atacante Massimo Coda disparou um chute potente e preciso, estufando as redes e incendiando Marassi: 1 a 1. Coda, com sua experiência, personificou a alma da Sampdoria naquele momento, garantindo um ponto crucial para a moral da equipe.
Para o Frosinone, o empate a tira do ritmo de Monza e Cesena, mas a equipe se mantém em uma posição de destaque, com 15 pontos. Já para a Sampdoria, o ponto a leva a 6, ainda longe da zona de classificação, mas com um ganho inestimável em termos de atitude e mentalidade. A estreia de Gregucci termina com o campo de jogo agitado, uma expulsão e a certeza de que a Sampdoria ainda possui uma chama de luta que pode ser o diferencial para o restante da temporada. O desafio agora é converter essa paixão em resultados consistentes, longe das polêmicas.
Bella reazione della Sampdoria, che pareggia 1-1 contro il Frosinone nella prima di Gregucci. Il Frosinone era passato in vantaggio con Zilli, ma la Sampdoria ha rimontato con un potente gol di Coda al 69’. La partita è stata segnata da polemiche sul VAR, che ha annullato due rigori, e dall'espulsione di Gregucci. La Sampdoria sale a 6 punti, il Frosinone a 15.
A noite de sábado no campo do Avellino era para ser mais um capítulo na luta apertada pelo topo da tabela, mas se transformou em uma exibição de força do Spezia e um pesadelo de indisciplina para os donos da casa. Aos 44 minutos do primeiro tempo, um lance mudou o destino da partida e, talvez, a moral de duas equipes.
O ar já estava pesado no estádio, com o Spezia martelando, mas sem conseguir furar a defesa adversária. Foi quando, em um ato de imprudência que gelou as arquibancadas, o meio-campista Palmiero, do Avellino, acertou Esposito com a sola das chuteiras. O brilho intenso do cartão vermelho direto, erguido pelo árbitro, foi o estopim. A expulsão não apenas tirou um jogador do Avellino; arrancou a alma da equipe da Campânia.
No segundo tempo, a superioridade numérica se transformou em um vendaval lígure. O Spezia sentiu o cheiro da vitória e, aos 63 minutos, a rede finalmente balançou. Um cruzamento perfeito de Nagy encontrou a cabeça de Aurelio, que mandou a bola para o fundo do gol, liberando o grito preso da torcida visitante. Era o 1 a 0, e a partida estava destravada.
O Avellino tentou reagir, com o coração na ponta da chuteira, mas a desvantagem era cruel. O golpe final veio como uma rajada de vento. Aos 82 minutos, o recém-entrado Vlahovic marcou o segundo, um gol que parecia decretar a derrota do Avellino.
Mas o Spezia estava faminto. Em um intervalo de tempo digno de flash, o ataque lígure desmoronou a defesa adversária. Vignali (aos 85 minutos) e Di Serio (aos 90 minutos) transformaram a vitória em goleada histórica de 4 a 0. O campo do Avellino testemunhou um nocaute técnico, com o Spezia conquistando sua primeira vitória da temporada de forma enfática, pulando para 6 pontos e enviando uma mensagem poderosa para o campeonato: a equipe está viva e pronta para lutar. Para o Avellino, o apito final trouxe um silêncio de reflexão sobre o preço alto da indisciplina.
Prima vittoria stagionale per lo Spezia, che vince 4-0 in trasferta contro l'Avellino. La partita cambia al 44' con l'espulsione diretta di Palmiero. Nel secondo tempo, i liguri sfruttano la superiorità numerica con i gol di Aurelio (63'), Vlahovic (82'), Vignali (85') e Di Serio (90'), salendo a 6 punti in classifica.
Um empate dramático entre Entella e Pescara (1 a 1), um resultado que, mais do que os números, reflete a instabilidade e a necessidade de evolução de ambas as equipes no campeonato. A partida, válida pela rodada, seguiu um roteiro dividido em dois atos distintos: um primeiro tempo de extrema lentidão tática e um segundo tempo marcado pela crescente intensidade e pela emoção dos minutos finais.
O início do confronto foi notavelmente morno. As duas equipes apresentaram pouca iniciativa ofensiva, resultando em um primeiro tempo sem grandes momentos e que terminou com o placar inalterado. Essa baixa intensidade inicial é um dado preocupante para treinadores e torcedores, sugerindo uma dificuldade em imprimir o ritmo desejado desde o princípio.
No retorno do intervalo, a equipe do Pescara, conhecida por sua tradição ofensiva em competições passadas, conseguiu elevar o nível do jogo. A pressão sutil, porém constante, resultou na abertura do placar aos 73 minutos. O gol de Di Nardo foi a síntese de uma jogada bem construída, com o cruzamento preciso de Dagasso encontrando o atacante em uma finalização de cabeça que superou a defesa adversária. Este gol injetou a adrenalina que faltava no confronto.
A reação da Entella após o gol sofrido foi imediata e desesperada. Nos quinze minutos finais, os donos da casa se lançaram ao ataque, numa busca incessante pelo empate. O esforço foi premiado no limite do tempo regulamentar. Aos 93 minutos, em um lance caótico de bate e rebate na área do Pescara, o atacante Tiritello demonstrou oportunismo e garra para finalizar e cravar o 1 a 1 no placar.
O gol de Tiritello não apenas salvou o ponto, mas evitou uma derrota que teria sido injusta, dada a pressão final. A equipe do Pescara lamenta a perda de dois pontos cruciais, uma falha na gestão do resultado que o time deve analisar cuidadosamente. O clube, que já teve seu auge em divisões superiores, busca agora estabilidade e a capacidade de segurar resultados.
Com o empate, a Entella soma 10 pontos, abrindo uma distância de três pontos sobre o Pescara, que acumula 7. Este ponto nos acréscimos é um reforço moral significativo para a Entella, sinalizando a mentalidade de "nunca desistir" que pode ser crucial para o resto da temporada. O confronto, historicamente, sempre foi um termômetro para as ambições de ambos os clubes na competição.
Para o Pescara, o resultado é um alerta: a equipe precisa traduzir a crescente intensidade em vitórias e, principalmente, desenvolver a frieza necessária para fechar jogos. O empate em casa da Entella com este sabor de vitória no último instante pode ser o catalisador que faltava para a equipe retomar a confiança e iniciar uma sequência positiva na competição.
L'Entella pareggia 1-1 in casa contro il Pescara grazie a un gol di Tiritello al 93' dopo il vantaggio ospite di Di Nardo al 73'. La partita, lenta nel primo tempo, è esplosa nel secondo, culminando con la rete del pareggio in pieno recupero, che porta l'Entella a 10 punti e il Pescara a 7.
A cidade de Carrara testemunhou uma noite de futebol memorável, digna dos anais da Série B. No que pode ser classificado como um dos jogos mais emocionantes da temporada, a Associazione Sportiva Dilettantistica Carrarese Calcio 1908, os gialloblù da Toscana, protagonizou uma virada histórica ao derrotar o Venezia Football Club por 3 a 2. O resultado não apenas garantiu três pontos vitais para a equipe da casa, mas também enviou um sinal de alerta para toda a competição sobre a força e o espírito de luta da Carrarese.
O confronto iniciou sob o domínio do Venezia. A equipe lagunar, conhecida por sua organização tática sob o comando de Paolo Zanetti (ou, no caso do texto, a equipe treinada por Stroppa), rapidamente impôs seu ritmo. Aos 13 minutos, a eficiência se traduziu em gol: uma jogada brilhante de Yeboah culminou em rebote do goleiro Bleve, prontamente convertido por Adorante. O 1 a 0 para o Venezia parecia prenunciar uma vitória tranquila, reafirmando sua superioridade na tabela, onde somavam 14 pontos.
No entanto, o futebol, muitas vezes, desafia a lógica. O primeiro ato de insubordinação da Carrarese veio aos 41 minutos. O gol de empate, marcado por Zuelli, não foi apenas um alívio; foi um golpe psicológico que restaurou a confiança dos toscanos e equilibrou as ações antes do intervalo.
O segundo tempo prometia ser um duelo de estratégias. O Venezia, mesmo com o gol sofrido, manteve a pressão ofensiva, flertando com o segundo gol em diversas ocasiões. Aos 63 minutos, a insistência foi recompensada. Yeboah, o grande articulador do time veneziano, encontrou Doumbia em uma infiltração precisa. O chute diagonal recolocou o Venezia na liderança: 2 a 1. A partir desse momento, a narrativa do jogo parecia escrita a favor dos visitantes.
Mas a história do Calcio é rica em reviravoltas nos minutos finais, e a Carrarese estava determinada a escrever a sua. O técnico demonstrou crença inabalável no potencial de seus jogadores. Aos 84 minutos, o veterano Rubino, com um gol de perseverança e experiência, marcou o 2 a 2. A atmosfera no estádio mudou drasticamente, e a pressão agora recaía totalmente sobre os ombros do Venezia.
O momento decisivo, e o mais dramático, estava reservado para o último suspiro da partida. Com o cronômetro marcando 96 minutos, em um momento de desespero e desorganização do Venezia, a Carrarese executou um contra-ataque perfeito. Zanon carregou a bola e encontrou Distefano, que com um toque sutil, selou a vitória por 3 a 2.
A vitória da Carrarese é um marco para a equipe, que agora se posiciona com 13 pontos, a apenas um do Venezia. Mais do que os pontos, este jogo cimentou a reputação da Carrarese como uma equipe de garra inabalável, e expôs uma vulnerabilidade crítica do Venezia: a dificuldade em proteger uma liderança conquistada. O jogo será lembrado como um clássico da Série B, onde a determinação superou o favoritismo.
La Carrarese ha sconfitto il Venezia 3-2 in una partita drammatica, con una doppia rimonta e il gol decisivo segnato al 96' da Distefano. Nonostante il Venezia sia andato in vantaggio due volte (Adorante e Doumbia), la Carrarese ha pareggiato con Zuelli e Rubino, completando la rimonta con un contropiede finale. La Carrarese sale a 13 punti, a un solo punto dal Venezia (14).
A Série B italiana, conhecida por sua intensidade tática e confrontos equilibrados, entregou mais um duelo de vontades no Estádio Ceravolo. No embate entre Catanzaro e Palermo, a equipe calabrese conquistou sua primeira vitória na temporada ao superar um adversário teoricamente superior, impondo-se com um placar magro de 1 a 0, mas de significado gigantesco para a tabela e o moral do clube. A partida, que começou com um ritmo lento e uma "fase de estudo" prolongada, rapidamente escalou para um nervosismo pontuado por decisões polêmicas do árbitro Pairetto, refletindo a pressão que paira sobre os clubes que buscam o acesso.
A primeira metade do jogo foi marcada pela frustração ofensiva, com poucas chances claras e uma notável rigidez tática. O Catanzaro, contudo, soube capitalizar a desorganização adversária. Foi preciso um lance de bola parada – um lateral longo de Brighenti – e a persistência de Alphadjo Cissè para quebrar a monotonia. Aos 47 minutos, Cissè aproveitou a dificuldade da defesa rosanero em afastar a bola e disparou um chute de esquerda na primeira trave que surpreendeu o goleiro Joronen. O gol não apenas colocou o Catanzaro em vantagem, como também reverteu a narrativa da partida, injetando confiança nos giallorossi e expondo as falhas do Palermo.
O confronto entre Catanzaro e Palermo carrega o peso de duas equipes com aspirações históricas. O Palermo, com um passado mais recente na Série A e o desejo de voltar à elite, entra em campo sempre com a pressão de favorito. No entanto, a equipe de Inzaghi demonstrou uma preocupante falta de criatividade e precisão, especialmente após o intervalo. A derrota no Ceravolo é a primeira da temporada para os rosanero e os faz cair para a quarta posição, vendo o líder Modena abrir uma distância de cinco pontos.
Para o Catanzaro, esta vitória é mais do que três pontos. É a reafirmação de que o clube tem poder de fogo para competir. Cissè, com mais um gol decisivo, consolida-se como o motor ofensivo, enquanto a gestão da vantagem, mesmo com o jogo sendo constantemente interrompido na segunda etapa, mostra maturidade tática na equipe.
A partida não foi perfeita para o Catanzaro. A chance claríssima desperdiçada por Pontisso no final do primeiro tempo, quando o jogador perdeu a lucidez e chutou em cima de Joronen, é um alerta sobre a necessidade de maior frieza na finalização. No futebol de alto nível, tais erros podem ser punidos.
No entanto, o maior erro da noite coube ao Palermo. Aos 87 minutos, em uma oportunidade de ouro, o atacante Pohjanpalo, um nome de peso no elenco, falhou inexplicavelmente um cabeceio a poucos metros do gol após um escanteio. Esse erro fatal selou a derrota e destacou a impotência ofensiva do Palermo em um dia de poucas ideias. A primeira derrota rosanera exige uma reavaliação tática para o prosseguimento da Série B, enquanto o Catanzaro respira aliviado e se afasta da zona de perigo.
Il Catanzaro vince 1-0 contro il Palermo nella 9ª giornata di Serie B 25/26. Il gol di Cisse al 45+2' del primo tempo decide l'incontro, caratterizzato da un predominio territoriale del Palermo (8-2 angoli) contrastato dall'efficacia tattica e dalla solida difesa del Catanzaro di Aquilani. La vittoria rafforza la posizione del Catanzaro nella zona alta della classifica.
Padova e Juve Stabia protagonizaram um empate eletrizante de 2 a 2, um resultado que, embora divida os pontos, expôs as virtudes e, sobretudo, as fragilidades de duas equipes com aspirações distintas na competição. A partida é um microcosmo da natureza volátil da Série B, onde a estabilidade defensiva é tão rara quanto um gol contra a corrente do jogo.
O contexto histórico do confronto na Série B frequentemente coloca em campo equipes com trajetórias opostas. O Padova, tradicional clube do Vêneto, busca o retorno à elite, enquanto a Juve Stabia, representando a força da Campânia, luta para consolidar sua presença na segunda divisão. O jogo começou com a equipe visitante, a Juve Stabia, mostrando mais ambição e organização. No entanto, o Padova demonstrou eficiência ao abrir o placar.
Aos 17 minutos, o atacante Bortolussi, artilheiro e peça-chave no esquema tático biancorosso, converteu uma penalidade máxima. Este gol não apenas quebrou a superioridade inicial do adversário, mas também reforçou a confiança do Padova em seu atacante, que se tornou o herói da noite ao marcar os dois tentos da equipe. A precisão e a frieza de Bortolussi são um dos poucos pontos de estabilidade ofensiva do Padova, um time que, historicamente, se apoia na força de seus artilheiros para alçar voos maiores.
O segundo tempo, contudo, desnudou a fragilidade do Padova, especialmente em momentos cruciais. A apenas um minuto do reinício (aos 46 minutos), a Juve Stabia encontrou o empate com Cacciamani. Este gol relâmpago é um indicativo de falha tática e, sobretudo, de concentração por parte do Padova, que não conseguiu gerir a vantagem do intervalo. O cenário se agravou aos 68 minutos, quando De Pieri completou a virada para a Juve Stabia, recompensando a persistência e a determinação da equipe visitante. A capacidade do Juve Stabia de impor seu ritmo e explorar a desorganização defensiva do Padova em transições rápidas foi a chave para o momento de glória da equipe.
A reviravolta no placar, porém, teve vida curta. A Juve Stabia, que mostrou grande ímpeto na virada, pecou pela incapacidade de defender a vantagem. Quatro minutos após o gol de De Pieri, aos 72 minutos, Bortolussi, em noite inspiradíssima, voltou a brilhar para o Padova, marcando o gol de empate. A facilidade com que o Padova conseguiu igualar o marcador expôs a falta de solidez na retaguarda da equipe da Campânia.
A análise fria da partida sugere que o empate foi um espelho das deficiências de ambas as equipes. O Padova demonstrou uma perigosa falta de coesão defensiva e de gestão do ritmo do jogo, enquanto a Juve Stabia provou que, apesar de sua força ofensiva e determinação para virar o jogo, ainda carece da experiência necessária para manter um resultado favorável fora de casa.
O ponto conquistado no Euganeo mantém as duas equipes em uma zona intermediária da Série B, mas o desempenho da nona rodada serve como um alerta. Para o Padova, a dependência de Bortolussi para resgatar pontos é insustentável a longo prazo; a equipe precisa urgentemente de um ajuste defensivo e de maior participação de outros setores ofensivos. Para o Juve Stabia, a lição é clara: na Série B, a disciplina tática e a concentração no pós-gol são tão cruciais quanto o ato de marcar. O caminho para a elite é pavimentado com consistência, e este 2 a 2, embora emocionante, não oferece a garantia de estabilidade que ambos os clubes necessitam.
Nella nona giornata di Serie B, Padova e Juve Stabia pareggiano 2-2 all’Euganeo. Bortolussi ha aperto le marcature su rigore (17’), ma gli ospiti hanno ribaltato il risultato con Cacciamani (46’) e De Pieri (68’). Ancora Bortolussi (72’) ha fissato il punteggio finale, salvando il Padova dalla sconfitta in una partita ricca di emozioni e ribaltamenti di fronte.
Foi preciso um suspiro profundo de alívio e uma intervenção milimétrica da arbitragem para que o Stadio San Nicola pudesse, enfim, soltar o grito de vitória. O Bari venceu o Mantova por 1 a 0 em uma partida tensa e dramática, mas o placar magro escondeu a montanha-russa de emoções que culminou em um lance nos acréscimos, que está no centro do drama da Série B desta semana.
O jogo parecia se encaminhar para um final tranquilo após o gol de Moncini, no início do segundo tempo. A jogada, iniciada em um escanteio ensaiado por Dorval, expôs uma falha gritante do goleiro Festa, que espalmou a bola diretamente para os pés do atacante do Bari. Era o golpe fatal em um Mantova que já demonstrava sinais de colapso tático.
No entanto, o futebol, especialmente na Série B, adora um roteiro inesperado. O Bari não conseguiu liquidar a fatura, desperdiçando chances, e a punição quase veio de forma devastadora. Aos 94 minutos, quando o cronômetro já entrava na última pulsação, um cruzamento encontrou a cabeça de Caprini, que mandou a bola para a rede. Silêncio no San Nicola. O medo pairou sobre a torcida pugliese e sobre o técnico Pasquale Caserta.
O lance foi para a checagem. Segundos de angústia. Um check rápido, e a decisão: impedimento. O gol foi anulado. O grito de alívio da torcida do Bari foi ensurdecedor, salvando Caserta de um empate desnecessário. A jogada, por um triz, mudaria completamente o cenário da competição.
Para o Mantova, contudo, o lance anulado foi o último prego no caixão de sua noite. Com a derrota, o time caiu para a lanterna da Série B, mergulhado em uma crise profunda. A pressão agora recai sobre os ombros de Davide Possanzini. A emoção da noite não foi a vitória do Bari, mas sim o drama da sobrevivência do Mantova, que agora precisa de uma reviravolta urgente para não afundar na tabela. A Série B, mais uma vez, provando que é um dos campeonatos mais emocionante da Itália.
Il Bari vince 1-0 contro il Mantova grazie a un gol di Moncini su corner all'inizio del secondo tempo. Nonostante un brivido nel finale (gol del Mantova annullato per fuorigioco al 94'), il Bari sale a 9 punti. Il Mantova, invece, scivola all'ultimo posto, mettendo a rischio la panchina.
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