Hércules Meneses: Série B 2025/2026: 8ª Rodada                                                                       

Série B 2025/2026: 8ª Rodada

 

A estreia do Derby da Ligúria entre Virtus Entella e Sampdoria, em Chiavari, foi mais do que um simples evento regional; foi um laboratório tático que expôs as virtudes dos donos da casa e as falhas estruturais dos blucerchiati. Com o Estádio Municipal de Chiavari em festa e sold-out, o Entella, time da casa, capitalizou a euforia e a pressão do ineditismo do confronto para construir um resultado robusto de 3 a 1.

O principal ponto forte do Virtus Entella foi a eficácia clínica na conversão das oportunidades. Em um primeiro tempo equilibrado, que viu as equipes alternarem o domínio da posse, o Entella demonstrou uma capacidade letal no jogo aéreo e nas bolas paradas. O gol inaugural de Debenedetti, aos 33 minutos, um cabeceio solitário no centro da área após escanteio de Fumagalli, sublinhou uma evidente desorganização na marcação da Sampdoria em lances cruciais. A rápida sequência, com o pênalti convertido por Franzoni aos 39 minutos após falta sofrida por Di Mario, evidenciou a maturidade do Entella em capitalizar a inércia do jogo e ir para o intervalo com uma vantagem significativa.

Outro aspecto louvável do time vencedor foi a resiliência psicológica demonstrada no momento crítico do segundo tempo. Após a Sampdoria, com seu artilheiro Coda, diminuir o placar aos 81 minutos e ameaçar uma reação tardia, o Entella não se desestabilizou. O terceiro gol, marcado por Tiritiello apenas dois minutos depois (83'), serviu como um golpe de misericórdia e sublinhou a concentração e a velocidade de resposta do time, um traço vital para equipes que buscam estabilidade nas tabelas. A vitória consolida o Entella com 9 pontos, demonstrando um início de temporada superior ao esperado.

Em contrapartida, os pontos fracos da Sampdoria foram gritantes e causam preocupação. A atuação defensiva foi caótica, especialmente na bola parada, conforme ilustrado pelo primeiro gol. A incapacidade de Ghidotti em evitar o pênalti que levou ao 2 a 0 e a total descoordenação no terceiro gol, que rapidamente anulou o ímpeto da reação, sugerem problemas mais profundos que a mera desatenção. A dependência do talento individual de Coda, que cumpriu seu papel ao marcar, é insuficiente quando o sistema tático falha em oferecer sustentação.

A Sampdoria, estacionada em 5 pontos, precisa urgentemente revisar sua cobertura defensiva e a estrutura de meio-campo, que se mostrou incapaz de impor o ritmo e a qualidade esperada de um time de sua estirpe. O fato de não conseguir manter o ímpeto após o gol de honra indica uma fragilidade mental que precisa ser abordada pela comissão técnica. Este derby inédito serviu como um doloroso alerta para a Sampdoria e uma celebração merecida da eficiência do Entella.


L'inedito derby ligure tra Virtus Entella e Sampdoria finisce 3-1 per i padroni di casa a Chiavari. L'Entella domina il primo tempo con i gol di Debenedetti (su corner) e Franzoni (su rigore). Nonostante il gol di Coda per la Sampdoria all'81', Tiritiello sigla il 3-1 finale all'83', portando l'Entella a 9 punti in classifica.



A rodada da Serie B italiana agitou o topo da tabela. O Frosinone, jogando em casa no Estádio Stirpe, perdeu por 1 a 0 para o Monza, um resultado que não apenas freia suas ambições de isolar-se na liderança, mas também abre o caminho para Palermo ou Modena assumirem a ponta.

O confronto entre Frosinone e Monza foi, de certa forma, um retrato da Série B: disputado, taticamente amarrado e decidido por um lance de oportunismo e falha defensiva. O Frosinone até começou o jogo com mais ímpeto ofensivo.

Entretanto, a equipe pecou na finalização e na conversão das oportunidades criadas, uma fragilidade evidente que custa pontos cruciais em um campeonato tão equilibrado. A pressão inicial dos donos da casa, ainda que momentânea, não se traduziu em gols, esbarrando na defesa adversária, como no lance em que Thiam intercepta Ghedjemis.

O Monza, por outro lado, demonstrou um futebol mais cirúrgico e letal, explorando os momentos de fragilidade do adversário. O gol decisivo, aos 38 minutos, é um exemplo clássico de persistência no ataque: Keita aproveitou o rebote da trave após um chute de Azzi para garantir os três pontos.

Este foi o ponto forte do Monza: a capacidade de resposta e a eficácia. A dupla Azzi e Colpani foi particularmente ativa e causou problemas constantes à defesa do Frosinone, que sofreu com as investidas laterais e as jogadas aéreas, um ponto fraco notório dos anfitriões.

A atuação do goleiro Palmisani, do Monza, merece um destaque especial. Ele foi um pilar de segurança, realizando defesas importantes, especialmente nos chutes de Birindelli e, já na segunda etapa, contra Petagna e Ciurria. A segurança na meta é um ponto forte inegável para as ambições do Monza na competição.

Por outro lado, o Frosinone precisa rever a sua organização defensiva, especialmente a maneira como concede espaço após o baque de um gol sofrido. Após o tento de Keita, a desorganização tática ficou patente, o que impediu uma reação imediata antes do intervalo.

O técnico Alvini, do Frosinone, terá o desafio de ajustar a mentalidade e a finalização de seu time. A derrota por 1 a 0, embora apertada, tem um peso psicológico significativo, pois mostra que a equipe ainda não tem a consistência necessária para se manter isolada no topo, dependendo agora de outros resultados.

Já o Monza, com esta importante vitória fora de casa, mostra que é um forte candidato à promoção. O time de Brianza, com méritos no esquema tático, demonstra uma ascensão consistente e se iguala ao Frosinone em pontos, provando que a briga na Série B será intensa até o fim.


Il Monza ha battuto 1-0 il Frosinone allo Stirpe, con gol decisivo di Keita al 38' su tap-in. La sconfitta ferma la corsa del Frosinone verso il primo posto isolato, ora conteso tra Palermo e Modena. La vittoria permette al Monza di agganciare il Frosinone in classifica, confermando la sua risalita in Serie B.



A Reggiana demonstrou uma notável capacidade de reação e maturidade tática ao conquistar uma vitória de 3 a 1 sobre o Bari. O resultado não apenas assegura a segunda vitória seguida para os emiliani, mas também os coloca firmemente na disputa por posições no topo da tabela, a meros dois pontos do Frosinone.

O ponto forte inicial da partida, ironicamente, foi a perseverança da Reggiana. Mesmo sofrendo um gol logo no início, com o belo lance de Moncini em jogada bem construída pelo lado direito, o time não se abateu. O gol de empate de Tavsan, no último lance do primeiro tempo, foi crucial, não apenas pelo placar, mas pelo impacto psicológico de ir para o vestiário com a igualdade.

Entretanto, o verdadeiro ponto forte da vitória reside na exploração inteligente da vantagem numérica. A expulsão de Nikolaou, aos 59 minutos, por uma imprudência que se provou fatal, mudou o panorama tático do jogo. A Reggiana foi eficaz e cirúrgica, aproveitando o lapso de dez minutos entre a expulsão e o gol da virada de Bozzolan, com nova assistência de Tavsan, o jogador mais influente da partida.

A eficácia nas substituições foi outro ponto positivo. O treinador soube usar o banco de reservas para dar o golpe final, com Lambourde entrando e, em apenas cinco minutos, selando a vitória com o terceiro gol. Essa capacidade de gestão de elenco e de leitura de jogo reforça a candidatura da Reggiana a um papel de destaque na competição.

Em contrapartida, o Bari apresentou pontos fracos gritantes. A incapacidade de manter a vantagem, mesmo após sair na frente com um belo gol, sinaliza uma fragilidade mental. O time não conseguiu gerir o placar nem controlar a pressão adversária.

O momento frágil mais crítico do Bari, contudo, foi a expulsão de Nikolaou. Em um jogo equilibrado, a atitude irresponsável do jogador custou a chance de somar pontos, desmantelando o plano tático defensivo e dando vida a uma Reggiana que já pressionava. Permanecer com dez jogadores por mais de 30 minutos em um duelo direto foi um fardo pesado demais.

O desempenho dos pugliesi no segundo tempo, após a expulsão, demonstra uma desorganização tática profunda, caracterizada por uma defesa que "fazia água" e um ataque que não conseguia reter a bola para aliviar a pressão. O resultado é a permanência na perigosa zona de risco, com apenas 6 pontos, ligando o sinal de alerta no clube de Bari.


La Reggiana vince 3-1 contro il Bari al Mapei Stadium, ottenendo la seconda vittoria consecutiva. Il Bari va in vantaggio con Moncini, ma Tavsan pareggia prima dell'intervallo. L'espulsione di Nikolaou al 59' favorisce la Reggiana, che completa la rimonta con Bozzolan (assist di Tavsan) e chiude con Lambourde. La Reggiana sale a 12 punti, a -2 dal Frosinone, mentre il Bari resta a 6 in zona retrocessione.



O empate em 1 a 1 entre Mantova e Südtirol,  reflete a mediocridade do momento vivido por ambas as equipes, mas com pesos distintos. Para o Mantova, o ponto conquistado em casa é, na melhor das hipóteses, um paliativo que falha em desviar o foco da crise persistente que assola o clube.

Um ponto positivo notável foi a capacidade de reação do Mantova, especialmente após um final de primeiro tempo turbulento. O gol de Pecorino para o Südtirol, embora merecido pela pressão inicial, colocou os anfitriões em desvantagem. O gol de Ruocco no início da segunda etapa, em jogada bem trabalhada por Bragantini, demonstrou que a equipe tem lampejos de combatividade e não se resigna facilmente. Essa persistência é o mínimo que se espera de um time lutando contra o rebaixamento.

No entanto, os pontos fracos do Mantova são estruturais e evidentes. O fato de permanecer na zona de rebaixamento com este resultado sublinha a ineficácia das estratégias do técnico Possanzini. O setor defensivo, que permitiu que o Südtirol abrisse o placar em uma jogada relativamente simples, continua a ser uma fonte de preocupação. A dependência de momentos de inspiração, como o gol do empate, sugere uma falta de consistência tática e domínio do jogo, elementos cruciais para a permanência na categoria.

Para o Südtirol, o empate é igualmente decepcionante. A equipe de Castori, que almeja posições mais elevadas, teve a vantagem e a perdeu, incapaz de administrar o placar ou de criar chances claras o suficiente para ampliar. O ponto soma, elevando o clube a 10 pontos, mas a falta de uma vitória contra um adversário em crise é um sinal de alerta sobre a dificuldade do time em concretizar sua superioridade em campo.

A atuação do setor de criação de Bolzano, que inicialmente funcionou bem com Davi servindo Pecorino, demonstrou inconstância. A incapacidade de manter o ímpeto ofensivo no segundo tempo permitiu que o Mantova voltasse ao jogo. O Südtirol precisa urgentemente recuperar o caminho das vitórias se não quiser se ver envolvido em uma campanha de meio de tabela sem aspirações.

Em suma, o 1 a 1 foi um resultado justo pelo que se viu em campo: duas equipes com limitações técnicas e, acima de tudo, psicológicas. O Mantova arrasta sua crise de resultados e desempenho. O Südtirol, por sua vez, perde a oportunidade de demonstrar solidez e de se consolidar na classificação, trocando três pontos valiosos por apenas um, em uma exibição que deixou a desejar em termos de ambição e capacidade de matar o jogo.


Il match tra Mantova e Südtirol termina 1-1. Il gol di Pecorino per gli ospiti è seguito dal pareggio di Ruocco nella ripresa. Un punto insufficiente per il Mantova, che resta in zona retrocessione, mentre il Südtirol non riesce a tornare alla vittoria e sale a quota 10 punti.



A partida entre Pescara e Carrarese, que terminou em um empolgante 2 a 2, é um estudo de contrastes e uma lição sobre a importância de manter a concentração até o apito final.

O início da Carrarese foi praticamente impecável, com um gol relâmpago de Abiuso, que capitalizou a assistência de Zanon logo no segundo minuto de jogo.

Essa eficiência inicial, complementada pelo gol de Hasa no segundo tempo – um jogador que mostra estar em excelente fase, marcando em jogos consecutivos –, colocou o time toscano em uma posição de domínio, com uma confortável vantagem de 2 a 0 até os 73 minutos.

O ponto forte da Carrarese, que é a sua capacidade de ser letal no ataque, se transformou rapidamente em seu maior ponto fraco: a gestão da vantagem e a solidez defensiva sob pressão.

O fato de permitir que o adversário reaja e anule uma vantagem de dois gols em menos de 15 minutos, e em casa, é um sinal de alerta que não pode ser ignorado pela comissão técnica.

A equipe toscana demonstra uma inegável capacidade de construir o placar, mas a incapacidade de manter o resultado é um padrão preocupante, evidenciado pelo terceiro empate consecutivo, justamente em uma partida que parecia decidida.

Por outro lado, o Pescara demonstrou uma resiliência notável, sendo o grande destaque positivo do jogo. A resposta do técnico com as substituições foi decisiva e cirúrgica.

A entrada de Meazzi, que marcou o primeiro gol e reacendeu a esperança, e a participação crucial de Okwonkwo, que serviu Di Nardo para o gol de empate, mostram a profundidade e a qualidade do elenco do Pescara.

A capacidade do Delfino de operar uma virada psicológica e tática, transformando uma derrota iminente em um ponto valioso fora de casa, ressalta a força mental do time.

A crítica à Carrarese é severa: a equipe tem perdido muitos pontos cruciais por falta de maturidade. Quarto resultado útil consecutivo é bom, mas dois empates em sequência onde a vitória era palpável significam uma perda significativa na corrida pela ponta da tabela.

O Pescara, por sua vez, sai fortalecido, com a certeza de que possui jogadores no banco capazes de mudar o curso de uma partida, e com a moral elevada após uma recuperação que beirou o épico.


Il Pescara recupera un epico 2-2 contro la Carrarese, che era avanti 2-0 fino al 73'. I gol di Abiuso e Hasa per i toscani sono stati annullati dalle reti di Meazzi e Di Nardo nel finale, dimostrando la grande capacità di reazione del Pescara e la fragilità della Carrarese nel gestire il vantaggio.



O dérbi campano entre Juve Stabia e Avellino, realizado no Estádio Menti, terminou com uma vitória categórica de 2 a 0 para os donos da casa, a Juve Stabia, em um confronto que se revelou um estudo de contrastes. A partida foi essencialmente decidida em um lapso de três minutos no final do primeiro tempo, um período em que os biancazzurri souberam capitalizar as fraquezas do rival.

O ponto forte inicial da Juve Stabia reside na capacidade de desequilíbrio individual. O gol de Mosti, aos 39 minutos, foi uma verdadeira pintura: um arremate de extrema precisão e potência de longa distância, que encontrou o canto da meta. Este lance isolado demonstrou que a equipe tem jogadores capazes de resolver jogos em momentos de pouca fluidez coletiva, uma qualidade crucial em campeonatos de longa duração.

Em seguida, o segundo gol expôs o principal ponto fraco do Avellino. Originado de uma jogada de bola parada, ele se concretizou graças a uma saída em falso clamorosa do goleiro Iannarilli. Falhas recorrentes em lances de escanteio e bola aérea são um sinal de desorganização tática ou falta de concentração, indicando que o técnico precisa urgentemente revisar o trabalho defensivo de seu time, especialmente a comunicação e o posicionamento do seu setor mais recuado.

A Juve Stabia mostrou maturidade tática ao gerir o resultado. A entrada de Insigne no Avellino na segunda etapa trouxe um momentâneo ponto forte ofensivo para o time visitante. A presença do experiente jogador desequilibrou a defesa da Juve Stabia e gerou as chances mais claras de gol para o Avellino. No entanto, o próprio Insigne acabou por simbolizar a frustração e a indisciplina da sua equipe ao ser expulso por uma entrada imprudente.

Este ato de indisciplina transformou-se em um ponto fraco crítico para o Avellino. A expulsão de um jogador chave, em um momento crucial do jogo, selou qualquer chance de reação. A incapacidade de Insigne em manter o foco reflete a pressão sob a qual o Avellino se encontra, acumulando três jogos sem vitória e vendo o adversário direto ultrapassá-lo na tabela.

Para a Juve Stabia, a vitória é vital. Ela demonstra uma rápida superação da derrota anterior, sinalizando uma boa saúde mental e competitiva. Os gialloblù souberam ser letais no momento certo e eficientes na defesa, garantindo um resultado importante. A eficiência em bola parada e a capacidade de finalização de média distância são seus pontos fortes a serem mantidos.

Já o Avellino enfrenta uma crise. A equipe precisa urgentemente reencontrar o caminho das vitórias e, mais importante, estabilizar sua defesa e o comportamento em campo. A derrota no dérbi, somada à sequência negativa, acende um sinal de alerta máximo. A frustração manifestada pela expulsão sugere que o desafio do técnico não é apenas tático, mas também de gestão emocional do elenco, um ponto fraco que pode custar caro nas rodadas seguintes do campeonato.


La Juve Stabia vince il derby campano contro l'Avellino per 2-0 al Menti. La partita si decide nel primo tempo con i gol di Mosti (splendido sinistro da fuori) e Bellich (su errore di Iannarilli da calcio d'angolo). La vittoria permette alle Vespe di superare in classifica l'Avellino, che non vince da tre giornate. Insigne (Avellino) viene espulso nel finale per un brutto fallo.



A partida entre Spezia e Cesena no Estádio Alberto Picco se desenrolou como um microcosmo da temporada de ambas as equipes: brilho individual e fragilidade coletiva para o lado derrotado, e cinismo tático e eficiência implacável para o vencedor. O protagonista incontestável da noite foi Gianluca Frabotta, cuja dupla de gols definiu o placar de 2 a 1 para o Cesena.

O ponto forte imediato do Spezia foi o início de jogo. A equipe da casa demonstrou intenção ofensiva e rapidez, materializada no gol de Lapadula aos 4 minutos. Esse timing inicial, que parecia prometer uma reação na luta para sair da zona de rebaixamento, é um raro lampejo positivo em uma campanha que se afunda. A jogada, com o cruzamento preciso de Aurelio, evidenciou que o elenco possui peças capazes de construir ações de ataque perigosas.

No entanto, a fragilidade emocional e tática do Spezia é o ponto fraco que mais salta aos olhos. A incapacidade de sustentar uma vantagem inicial e, pior, de permitir a virada nos acréscimos do primeiro tempo, é um sintoma claro da falta de liderança e organização defensiva. O primeiro gol do Cesena, proveniente de um escanteio, revela a vulnerabilidade da marcação em bola parada, um erro básico e recorrente. O segundo gol, fruto de uma jogada ensaiada em falta, sublinha a desorganização em momentos de alta pressão, expondo a defesa a uma finalização precisa.

Do lado do Cesena, o grande ponto forte é a eficácia e o pragmatismo. O time não se abateu com o gol sofrido e soube explorar as falhas do adversário em momentos psicológicos cruciais. Os minutos finais do primeiro tempo foram um assalto cirúrgico. Frabotta, com a frieza de um atacante, transformou duas oportunidades em gols, sendo o segundo um exemplo de execução tática. A performance dele, um lateral-esquerdo (ex-Juventus Primavera), é um ponto altíssimo, provando a qualidade do planejamento de elenco.

O segundo tempo do Cesena, baseado na resistência defensiva, mostrou a solidez da equipe de Romagna em gerir o resultado. Eles souberam sofrer, anularam as tentativas do Spezia e garantiram três pontos vitais. Talvez o único ponto fraco do Cesena seja a dependência de momentos de genialidade individual ou de bola parada para reverter placares, mas sua solidez defensiva compensa essa eventual falta de fluidez.

O resultado tem um impacto crítico na tabela. Para o Spezia, a quinta derrota e a lanterna com apenas 3 pontos representam uma crise profunda. O risco de demissão para o técnico D’Angelo não é apenas grande, mas iminente, dada a incapacidade de reverter o péssimo desempenho. A equipe lígure parece condenada a lutar contra o rebaixamento, e a falta de reação após a virada é o reflexo de um time sem confiança e sem um plano de jogo consistente. 

Em suma, a vitória do Cesena foi merecida, construída sobre a disciplina tática e a estrela de Frabotta, enquanto a derrota do Spezia é um atestado de suas dificuldades crônicas, sinalizando que mudanças urgentes, tanto no comando técnico quanto na mentalidade do elenco, são necessárias para evitar uma queda precoce.


La doppietta di Gianluca Frabotta decide la vittoria per 2-1 del Cesena sullo Spezia. Nonostante il gol iniziale di Lapadula (4°), il Cesena ribalta il risultato con i gol di Frabotta (su corner e punizione) nel finale del primo tempo. Lo Spezia incassa la quinta sconfitta ed è ultimo in classifica, mettendo a serio rischio la panchina di D'Angelo.


O Renzo Barbera rugiu na noite do grande confronto da Série B. Não era apenas mais um jogo; era a batalha entre os únicos invictos do campeonato, Palermo e Modena, valendo a liderança e a moral da temporada. O ar estava eletrizado, e o roteiro do jogo não poderia ter sido mais dramático.

Os corações rosanero explodiram em festa aos 32 minutos. A jogada, desenhada com a precisão de um artista, partiu da esquerda. O cruzamento de Augello foi cirúrgico, encontrando o toque sutil de Pohjanpalo. E então, o foguete de Segre estufou as redes, deixando o goleiro Chichizola sem reação. A vantagem era justa; o Palermo dominava e parecia encaminhar a vitória.

Mas o futebol, na Série B, é um esporte de nervos. No segundo tempo, o Modena, com sua resiliência característica, começou a apertar. O líder, apelidado de Canarini, bateu à porta do empate duas vezes, mas foi barrado por uma muralha chamada Joronen. O goleiro do Palermo fez duas defesas que pareciam impossíveis, parando o tempo e mantendo a vantagem com puro reflexo.

O drama final, no entanto, estava reservado para a reta final. Aos 75 minutos, em um lance de pressão total do Modena, a sorte virou as costas para o Palermo. O defensor Bereszynski, que havia acabado de entrar para reforçar a defesa, desviou a bola de forma infeliz, mandando-a para o próprio gol. O silêncio momentâneo no Barbera foi cortado pelo grito da pequena torcida visitante.

O gol contra selou o empate em 1 a 1. Foi um final agridoce para o Palermo, que viu a vitória escorrer por um erro. Para o Modena, o empate fora de casa tem sabor de triunfo, garantindo a permanência na liderança com 18 pontos, mantendo os rosanero a dois pontos de distância.

O resultado final preservou a invencibilidade dos dois gigantes da Série B. A batalha terminou empatada, mas a emoção e o impacto do big match deixaram uma certeza: a disputa pelo acesso será travada nos mínimos detalhes e nos momentos de maior pressão.


Il big match tra Palermo e Modena termina 1-1 al Barbera. I rosanero passano in vantaggio con Segre (32’), ma il Modena pareggia al 75’ con un autogol di Bereszynski. Nonostante il pareggio, il Modena resta in testa con 18 punti, due in più del Palermo (16). Entrambe le squadre mantengono l'imbattibilità nel campionato di Serie B.



O Estádio Carlo Castellani Computer Gross Arena foi palco de uma batalha de sistemas neste domingo, onde o Empoli e o Venezia empataram em 1 a 1. A partida, que prometia um festival de gols, transformou-se em um tenso xadrez tático, com dois momentos de pura emoção no final do primeiro tempo, antes que a cautela tomasse conta do gramado.

Aos 34 minutos, o Venezia deu o primeiro golpe. O atacante Adorante rompeu a barreira defensiva azzurra e, com frieza, balançou as redes. O grito de gol dos venezianos ecoou, prenunciando uma possível vitória fora de casa. Mas o Empoli, impulsionado pela torcida, não se deu por vencido.

A reação veio rápida e carregada de oportunismo. Aos 42 minutos, o jovem atacante Shpendi aproveitou uma rara desatenção da zaga adversária. Seu gol de empate, carregado de alívio e adrenalina, devolveu o sorriso aos rostos dos torcedores azzurri antes do apito para o intervalo.

O segundo tempo, no entanto, foi um atestado de anulação mútua. Os dois técnicos, Dionisi (Empoli) e Stroppa (Venezia), utilizaram o mesmo sistema, o 3-5-2, transformando cada centímetro do campo em um campo minado. As múltiplas substituições, com as entradas de nomes como Pellegri (Empoli) e Yeboah (Venezia), foram tentativas desesperadas de quebrar a rigidez, mas a defesa de cinco homens de cada lado se mostrou impenetrável.

O volante Yepes, do Empoli, e Busio, do Venezia, travaram uma guerra particular no meio-campo, onde a posse de bola era ferozmente disputada. O drama da partida ficou, ironicamente, na falta de drama na área adversária. O apito final do árbitro Pezzuto selou o placar de 1 a 1. A emoção dos gols deu lugar à frustração pela falta de criatividade. O Empoli e o Venezia saem do confronto com um ponto cada e a clara sensação de que precisam de mais audácia para transformar solidez tática em vitórias.


Empoli e Venezia pareggiano 1-1 al Carlo Castellani. Adorante porta in vantaggio il Venezia (34’), ma Shpendi pareggia per gli azzurri (42’). La partita è stata dominata da un equilibrio tattico tra i due 3-5-2, con poche occasioni da gol nel secondo tempo. L'esito finale riflette la solidità difensiva e la mancanza di creatività offensiva di entrambe le squadre.



O Estádio Ceravolo, conhecido por ser um caldeirão de paixão, assistiu a um drama de um único ato neste domingo. No último confronto da rodada 8 da Série B, o Padova conquistou uma vitória de ouro por 1 a 0 sobre o Catanzaro, em um jogo onde a emoção da pressão da casa foi brutalmente confrontada pelo cinismo frio dos visitantes.

O início do Catanzaro foi eletrizante, com a torcida empurrando o time a cada ataque. Contudo, o destino sorriu primeiro para o Padova. Após a primeira grande defesa de Pigliacelli, o goleiro da casa, o escanteio fatal se desenhou. Aos 18 minutos, em um lance de bola parada, Perrotta subiu e desviou para o fundo da rede. O silêncio momentâneo no Ceravolo foi ensurdecedor, logo substituído por um rugido de frustração.

O Catanzaro recebeu sua redenção na marca dos 35 minutos. Pontisso foi derrubado de forma ingênua por Faedo, e o árbitro apontou a cal. O capitão e centroavante, Iemmello, pegou a bola, com o peso de uma cidade inteira em seus ombros. O goleiro do Padova, Fortin, se agigantou. Iemmello correu, bateu... e Fortin mergulhou para fazer uma defesa heróica, desviando a bola. Foi o suspiro silencioso que definiu o jogo.

Na segunda etapa, o Catanzaro tentou se reerguer, com Pittarello e o próprio Iemmello tentando o empate, mas o muro defensivo do Padova estava intransponível. A equipe de Andreoletti jogou com inteligência, controlando a ansiedade e explorando contra-ataques, como a bicicleta de Buonaiuto que forçou outra intervenção de Pigliacelli.

Ao apito final, a festa era biancoscudata. O 1 a 0 garantiu ao Padova 11 pontos e a entrada no Top-10 da Série B. Para o Catanzaro, restou o lamento. O pênalti perdido não foi apenas um erro técnico; foi um golpe emocional que deixou o time com apenas 6 pontos, acendendo o sinal de alarme na luta contra o rebaixamento. O Ceravolo viu a paixão ser derrotada pela frieza e a eficácia do visitante.


Il Padova vince 1-0 in trasferta contro il Catanzaro, nella Serie B. Decisivo il gol di Perrotta e, soprattutto, il rigore parato da Fortin a Iemmello nel primo tempo. Con questa preziosa vittoria, il Padova sale a 11 punti, entrando nella Top 10, mentre il Catanzaro resta a quota 6, pericolosamente vicino alla zona retrocessione.




A Série B italiana entra em uma fase de definições precoces após a conclusão da 8ª rodada da temporada 2025/2026, com o Modena despontando como o grande azarão na briga pelo acesso direto à elite. Com uma campanha impecável, os emilianos somam 18 pontos e lideram isolados a classificação, deixando rivais como Palermo e Frosinone na poeira. No entanto, o verdadeiro tempero da competição vem do Z-3, onde times tradicionais como Spezia, Sampdoria e Bari patinam em uma crise que ameaça mandar uma lenda do futebol italiano para a Série C.

Uma grande equipe será, com certeza, rebaixada – falta saber quem será: Spezia, Sampdoria ou Bari? Outra certeza é que um time, no mínimo, da Ligúria vai jogar na próxima edição da Série C italiana. Com a Sampdoria e o Spezia – ambos da região – afundados no Z-3, o orgulho genovês e spezzino está em xeque.  


Il Modena guida la Serie B con 18 punti, imbattuto e con un saldo di +10, seguito da Palermo (16 punti) e Frosinone (14). Cesena, Monza e Venezia completano il gruppo di testa. In mezzo alla classifica, squadre come Reggiana e Carrarese tengono il passo, mentre Sudtirol ed Empoli faticano in difesa. In fondo, la lotta per non retrocedere vede Catanzaro e Pescara a 6 punti, ma il dramma si concentra su Bari (6, saldo -7), Sampdoria (5, saldo -5) e Spezia (3, saldo -8), lanterna rossa senza vittorie. È certo che una grande squadra retrocederà tra queste tre, e almeno una squadra ligure (Sampdoria o Spezia) scenderà in Serie C. 





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