O cenário do futebol italiano está prestes a ser palco de uma reforma administrativa sem precedentes no setor da arbitragem. A Federação Italiana de Futebol (FIGC), sob o comando de Gabriele Gravina, acelerou o processo de transição para um modelo de gestão autônomo e profissional para os árbitros de elite. Esta movimentação ocorre em um momento de vacância e crise na Associação Italiana de Árbitros (AIA), após a confirmação do afastamento de Antonio Zappi da presidência. O objetivo é claro: criar uma estrutura profissional nos moldes da PGMOL da Inglaterra, garantindo que os juízes italianos operem sob um regime de total independência e alta performance a partir da próxima temporada.
O plano delineado pela FIGC estabelece uma nova governança que separa rigorosamente as esferas política e técnica. No centro dessa mudança está a criação de uma sociedade independente, integralmente controlada pela FIGC, mas com autonomia de gestão. As ligas profissionais participarão deste novo arranjo exclusivamente como financiadoras, eliminando qualquer tipo de influência direta ou promiscuidade entre os clubes e os responsáveis pela arbitragem. A administração será exercida por um Conselho de Administração (CdA) composto por três integrantes independentes, que terão o poder de nomear as figuras-chave: o designador técnico (obrigatoriamente um ex-árbitro com trânsito na FIFA e UEFA) e um diretor geral administrativo focado na gestão do orçamento de 17 milhões de euros e na busca por novas receitas através do marketing.
Em termos de recursos humanos e estrutura técnica, o projeto prevê uma ligeira redução no quadro de árbitros (de 42 para 40) e de assistentes (de 74 para 66), enquanto amplia o corpo de especialistas em vídeo (VMO), que passará a contar com 24 profissionais dedicados. A revolução também atinge o status jurídico dos árbitros: eles deixarão de ser colaboradores eventuais para se tornarem profissionais com contratos de trabalho estruturados e sistemas de previdência social. Essa mudança visa atrair e reter talentos, tratando a arbitragem como uma carreira de alto nível.
Enquanto a elite se profissionaliza sob a nova entidade, a AIA manterá sob sua guarda a gestão da Série C e das categorias de base. Este arranjo permite que a associação foque no desenvolvimento de novos talentos, criando um fluxo de promoção que ainda será refinado em reuniões futuras com as ligas de Série A e B. O foco é a eficiência: uma estrutura organizacional enxuta, processos internos otimizados e uma clara barreira contra práticas de clientelismo que antes afetavam a instituição. O projeto é uma resposta direta à necessidade de modernização e transparência, buscando alinhar a Itália aos padrões mais exigentes do futebol global.
Lo scenario del calcio italiano sta per diventare teatro di una riforma amministrativa senza precedenti nel settore arbitrale. La FIGC, guidata da Gabriele Gravina, ha accelerato il processo di transizione verso un modello di gestione autonomo e professionale per gli arbitri di vertice. Questa mossa arriva in un momento di vacanza e crisi nell'Associazione Italiana Arbitri (AIA), in seguito alla conferma dell'inibizione di Antonio Zappi dalla presidenza. L'obiettivo è chiaro: creare una struttura professionale sul modello della PGMOL inglese, garantendo che i direttori di gara italiani operino in un regime di totale indipendenza e alta performance a partire dalla prossima stagione.
Il piano delineato dalla FIGC stabilisce una nuova governance che separa rigorosamente la sfera politica da quella tecnica. Al centro di questo cambiamento c'è la creazione di una società indipendente, interamente controllata dalla FIGC, ma con autonomia gestionale. Le leghe professionistiche parteciperanno a questo nuovo assetto esclusivamente come finanziatori, eliminando ogni tipo di influenza diretta o commistione tra i club e i responsabili dell'arbitrato. L'amministrazione sarà esercitata da un Consiglio di Amministrazione (CdA) composto da tre membri indipendenti, che avranno il potere di nominare le figure chiave: il designatore tecnico (necessariamente un ex arbitro con rapporti con FIFA e UEFA) e un direttore generale amministrativo focalizzato sulla gestione del budget di 17 milioni di euro e sulla ricerca di nuove risorse attraverso il marketing.
In termini di risorse umane e struttura tecnica, il progetto prevede una leggera riduzione del numero di arbitri (da 42 a 40) e di assistenti (da 74 a 66), mentre amplia il corpo degli specialisti video (VMO), che conterà 24 professionisti dedicati. La rivoluzione riguarda anche lo status giuridico degli arbitri: non saranno più collaboratori occasionali ma professionisti con contratti di lavoro strutturati e sistemi pensionistici. Questa modifica mira ad attrarre e trattenere talenti, trattando l'arbitrato come una carriera di alto livello.
Mentre l'élite si professionalizza sotto la nuova entità, l'AIA manterrà la gestione della Serie C e delle commissioni di base. Questo assetto consente all'associazione di concentrarsi sullo sviluppo di nuovi talenti, creando un flusso di promozione che sarà ulteriormente definito in futuri incontri con le leghe di Serie A e B. Il focus è l'efficienza: una struttura organizzativa snella, processi interni ottimizzati e una chiara barriera contro le pratiche clientelari che in precedenza affliggevano l'istituzione. Il progetto è una risposta diretta alla necessità di modernizzazione e trasparenza.
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