O Parma sofreu um revés decepcionante fora de casa, sendo superado pelo Cagliari em um placar de 2 a 0 no primeiro confronto da terceira rodada do Campeonato Italiano. O resultado marcou a primeira vitória do time da casa na temporada, enquanto os ducais lamentam as chances perdidas, especialmente no início da partida.
O jogo começou com um ímpeto ofensivo do Parma. O atacante Cutrone e o meia Pellegrino criaram oportunidades, mas foram impedidos por defesas espetaculares do goleiro do Cagliari, Caprile. Apesar da pressão inicial do Parma, o Cagliari foi quem abriu o placar. O gol, marcado pelo zagueiro Yerry Mina, foi resultado de uma falha do goleiro adversário, Suzuki, que não conseguiu segurar um chute de Belotti. A falha de Suzuki foi particularmente criticada, visto que o goleiro japonês vinha sendo monitorado por grandes clubes.
O segundo tempo seguiu uma dinâmica parecida. O Cagliari se mostrou mais eficaz e perigoso, com chances claras de Gaetano e Belotti. O Parma só conseguiu responder na etapa final da partida, mas novamente pecou na finalização. Bernabé quase marcou, e Oristanio acertou o travessão, demonstrando a ineficácia do ataque visitante.
A defesa do Parma, desestabilizada pelos erros, cedeu novamente. Aos 77 minutos, Mattia Felici marcou o segundo gol do Cagliari, aproveitando um rebote. O resultado consolidou a superioridade do time da casa, que além de conquistar a vitória, viu seu zagueiro, Yerry Mina, e seu novo atacante, Felici, se destacarem como artilheiros.
A vitória não só colocou o Cagliari com quatro pontos na tabela, mas também encerrou uma sequência de 28 anos sem derrotas para o Parma na Série A, com oito jogos de invencibilidade. Por outro lado, o Parma continua sua campanha decepcionante, sem vitórias nas três primeiras rodadas, algo que não ocorria desde 2018. A partida também destacou a eficiência do Cagliari em lances de bola parada e a solidez defensiva que sua dupla de zaga vem apresentando.
O confronto teve um início bastante claro em termos de estratégia. Sob as instruções de seu treinador Chivu, a Inter adotou uma postura de alta pressão ofensiva. Essa agressividade inicial sufocou a Juventus, que teve dificuldades para sair de seu próprio campo e trocar passes com fluidez. Apesar do domínio territorial da Inter, foi a Juventus quem surpreendeu, abrindo o placar com uma jogada bem construída, que contou com a participação de Yildiz e a conclusão precisa de Kelly.
A desvantagem no placar não diminuiu a intensidade da equipe nerazzurra. Explorando as laterais, a Inter buscou o empate, que veio aos 30 minutos. Uma boa triangulação pela esquerda resultou em um arremate certeiro de Çalhanoğlu da entrada da área, sem chances para o goleiro Di Gregorio. A igualdade, no entanto, durou pouco. Em um lance de puro talento, o jovem Yildiz, da Juventus, acertou um chute de longa distância que encobriu o goleiro Sommer, levando a Juventus para o intervalo com a vantagem de 2 a 1.
O segundo tempo seguiu o mesmo roteiro da etapa inicial. A Inter mantinha a posse de bola no campo adversário, enquanto a Juventus se defendia de forma compacta, esperando o momento certo para contra-atacar. O empenho da equipe de Chivu foi recompensado. Em uma jogada de persistência dentro da área, a bola sobrou para Çalhanoğlu, que marcou seu segundo gol, empatando o jogo em 2 a 2.
Com o jogo se aproximando do fim, as equipes começaram a sentir o desgaste. O técnico da Juventus, Tudor, então, fez substituições estratégicas, que acabariam sendo decisivas. A emoção ficou guardada para o final. Em um período frenético, a "família" Thuram se destacou. O primeiro, Marcus, marcou o gol da virada para a Inter, mas logo depois, Khephren Thuram, da Juventus, empatou o duelo. A "cartada final" de Tudor, no entanto, foi o jovem Adzic, que, nos acréscimos, selou a vitória da Juventus com um chute espetacular de fora da área, garantindo o triunfo de 4 a 3 e levando a torcida ao delírio no estádio.
A cada rodada que passa, a gestão de Antonio Conte no Napoli se firma como uma das mais promissoras do futebol italiano. A vitória do Napoli sobre a Fiorentina por 3 a 1 não foi apenas mais um resultado positivo; foi uma demonstração de solidez, estratégia e, acima de tudo, do DNA vencedor que o técnico tem implementado. Com o placar em Florença, o time azzurro se isola na liderança da Serie A, enviando uma mensagem clara aos seus concorrentes: o Napoli está de volta.
A partida foi uma verdadeira aula de eficiência. O ataque napolitano, letal e diversificado, contou com a presença de um artilheiro empolgante e um maestro experiente. O dinamarquês Hojlund, com sua força e movimentação, parece ter encontrado seu lugar perfeito sob a batuta de Conte. A rapidez com que ele se adaptou ao jogo italiano, culminando em mais um gol decisivo, é a prova de que o Napoli tem uma nova e promissora estrela para o ataque. Ao lado dele, Kevin De Bruyne mostra que sua classe é atemporal. O belga de 34 anos não apenas marcou um gol de pênalti, mas foi uma presença constante em todo o campo, orquestrando as jogadas e desequilibrando a partida.
O triunfo não se resume aos gols. A análise da partida aponta a importância de jogadores como Frank Anguissa, um verdadeiro motor no meio-campo, responsável por iniciar as jogadas dos dois primeiros gols. Sua capacidade de ser um elo entre a defesa e o ataque é o que dá fluidez ao jogo de Conte. O desempenho do estreante Beukema na zaga, coroado com um gol, também merece destaque, pois indica a profundidade do elenco e o sucesso do trabalho de montagem do time.
O capitão da Fiorentina, Ranieri, ainda conseguiu diminuir o placar aos 79 minutos, mas o gol serviu apenas para amenizar a derrota.
O Napoli de Conte está no caminho certo. A combinação de talento individual, tática apurada e um elenco coeso está rendendo frutos.
A derrota da Roma para o Torino por 1 a 0 no Estádio Olímpico representa um tropeço significativo e traz à tona falhas que o brilho inicial da temporada ofuscou. A equipe de Gasperini, apesar de ter o controle da posse de bola, pecou de forma grave em sua transição ofensiva. O jogo foi marcado por uma incapacidade gritante de transformar a superioridade estatística em oportunidades reais de gol, um problema recorrente que a equipe precisa resolver urgentemente para se manter competitiva no topo da tabela.
O ponto fraco mais evidente da Roma foi a ineficácia de seu ataque. A escolha de escalar Dybala como centroavante não funcionou; ele sofreu fisicamente, foi neutralizado por defensores como Maripan e acabou por não impactar a partida. A substituição no intervalo, mesmo justificada por uma lesão, sublinhou a inadaptação tática. A entrada de Ferguson também não mudou o panorama, mostrando a falta de profundidade no ataque da equipe. A Roma, com 22 finalizações e zero gols, viu o Torino fazer exatamente o que a equipe da capital não conseguiu: ser eficaz.
Por outro lado, o Torino, de Baroni, mostrou um modelo tático bem definido, com uma defesa sólida e contra-ataques cirúrgicos. A atuação de Maripan foi monumental, anulando o ataque giallorosso e se mostrando o grande pilar da vitória. A eficácia e a resiliência da defesa do Torino foram os grandes pontos fortes da equipe. Além disso, a capacidade de Simeone de criar uma oportunidade do nada e decidir a partida com um chute de fora da área foi o ponto crucial para o resultado. O Torino, que buscava seus primeiros pontos na temporada, conseguiu um feito importante, demonstrando que a equipe tem potencial para se recuperar no campeonato. A vitória do Torino não foi um acaso, mas o resultado de um plano de jogo bem executado contra uma Roma que se mostrou previsível e inofensiva.
A Atalanta obteve uma vitória dominante sobre o Lecce, marcando 4 a 1 e demonstrando um desempenho ofensivo convincente. A equipe de Juric, mesmo com uma primeira etapa morna, soube capitalizar em lances pontuais e, no segundo tempo, exibiu todo o seu poder de fogo. O grande destaque, sem dúvida, foi Charles De Ketelaere, cuja performance foi crucial para a goleada. Ele não apenas marcou dois gols de alta qualidade, mas também foi o principal motor criativo do time, variando sua posição e criando chances constantes para os companheiros.
A capacidade da Atalanta de se reerguer após um início de jogo lento é um ponto forte. O gol de Scalvini em um escanteio, que quebrou o jejum de um ano e meio sem marcar, e a atuação inspirada de Zalewski, que combinou gol e assistência, mostram a profundidade e as opções táticas da equipe. O ponto fraco da equipe pode estar, paradoxalmente, no acabamento de seus atacantes, como foi evidenciado pela atuação de Krstovic, que, apesar de criar e dar duas assistências, desperdiçou oportunidades claras que poderiam ter feito o placar ser ainda mais elástico.
Do lado do Lecce, a atuação foi preocupante. Apesar de um primeiro tempo defensivamente organizado, o time se desmoronou completamente na segunda etapa. A defesa, em especial a de Siebert, demonstrou fragilidade sob pressão, culminando em um erro crucial que selou o destino da partida. A dificuldade de criar jogadas e a ineficácia do atacante Stulic, que teve pouca participação no jogo, sugerem que o Lecce enfrentará sérios problemas para marcar gols nesta temporada. O gol de N'Dri, apesar de belo, foi um mero consolo e não esconde as deficiências de um time que parece ter um longo e árduo caminho pela frente.
A Serie A 2025/26 viu a Udinese vencer o Pisa por 1 a 0, fora de casa. A partida, disputada na Arena Garibaldi, foi um claro reflexo das boas sensações que a equipe friulana já havia deixado em campo na vitória convincente sobre a Inter, antes da pausa para a data FIFA. O resultado levou a Udinese a 7 pontos na tabela, posicionando-a na briga direta pelas primeiras posições, apenas dois pontos atrás dos líderes Napoli e Juventus.
O grande nome da noite foi o atacante espanhol Iker Bravo, que demonstrou instinto de artilheiro ao aproveitar uma bola rebatida na área do Pisa para marcar o único gol da partida, aos 14 minutos. A frieza e o oportunismo do jovem jogador de apenas 19 anos, emprestado pelo Real Madrid, foram cruciais para a vitória. O gol de Bravo não foi apenas um momento de inspiração individual, mas a coroação de uma estratégia tática que priorizou a solidez defensiva. A dupla de zaga, formada por Solet e Kristensen, foi uma fortaleza, neutralizando as investidas do adversário e garantindo a segurança do goleiro Sava.
A partida também marcou a aguardada estreia de Nicolò Zaniolo com a camisa bianconera. A chegada do talentoso meia-campista, que recentemente se transferiu para a Udinese, gerou grande expectativa. Embora sua participação tenha sido discreta, a sua presença em campo sugere um potencial de crescimento para o time. A Udinese de Runjaic parece ter encontrado um equilíbrio entre uma defesa sólida e um ataque capaz de ser letal em poucos lances.
Do lado do Pisa, a derrota expôs as fragilidades da equipe, que permanece com apenas 1 ponto na competição. A atuação do atacante Meister, que desperdiçou duas chances claras de gol, é um símbolo da ineficácia ofensiva que assola o time. A equipe de Gilardino não conseguiu converter as poucas oportunidades criadas em gols, e o setor defensivo se mostrou vulnerável no momento crucial que resultou no gol da Udinese. A pressão sobre o Pisa aumenta, e o time precisa encontrar respostas rápidas para reverter a má fase e evitar uma campanha de luta contra o rebaixamento. Fica a pergunta: Por mais quantas rodadas o atual treinador neroazzurro vai conseguir se manter na função?
O futebol italiano é movido por narrativas de superação e dramas táticos. E a partida entre Sassuolo e Lazio, na terceira rodada da Série A, foi um roteiro perfeito para a reabilitação de um time e o sinal de alerta para outro. Se você acompanha a liga, sabe que o Sassuolo de Fabio Grosso começou a temporada com um peso nas costas após duas derrotas seguidas. Mas a vitória de 1 a 0 sobre a Lazio não foi apenas um alívio; foi uma declaração de que a equipe neroverde ainda tem o que é preciso para tentar competir no mais alto nível.
A análise do jogo revela uma história de sucesso tático. O Sassuolo, em casa, no Mapei Stadium, apostou na organização defensiva para neutralizar o poderio técnico da Lazio. O plano de jogo deu certo, e o time romano, mesmo com um elenco superior, não conseguiu encontrar espaços. O destaque individual, sem dúvida, foi o goleiro Muric, que fez uma defesa espetacular em uma cabeçada de Zaccagni, um lance que parecia gol certo. Essa atuação inspirada solidificou a defesa do Sassuolo e pavimentou o caminho para a vitória.
Mas o grande nome do jogo foi Alieu Fadera. Vindo do banco, ele mostrou oportunismo ao marcar o gol da vitória, encerrando um longo jejum de quase um ano sem gols na Série A. A vitória do Sassuolo não só rendeu os primeiros três pontos na tabela, mas também encerrou uma sequência negativa que vinha desde o final da temporada passada.
Para a Lazio, no entanto, o resultado é motivo de preocupação. Esta foi a segunda derrota consecutiva fora de casa, um fato que a equipe não vivenciava há anos. O ataque, que conta com nomes de peso como Zaccagni e Castellanos, não conseguiu criar chances e, em boa parte do jogo, foi completamente neutralizado. As estatísticas não mentem: a Lazio não chutou a gol no primeiro tempo e enfrenta um problema de falta de gols em jogos fora de casa. Essa fragilidade de jogo, especialmente longe de Roma, acende um sinal de alerta para o técnico Maurizio Sarri e seus comandados. A busca por um melhor desempenho fora de casa será o principal desafio do time nas próximas rodadas.
O triunfo do Sassuolo, por outro lado, injeta a confiança necessária para que a equipe de Grosso siga sua jornada no campeonato, mostrando que, mesmo após um início difícil, o time está mais vivo do que nunca.
A terceira rodada do Campeonato Italiano teve um confronto em Milão, onde o Milan recebeu o Bologna. O time da casa, sedento por uma vitória após um começo de temporada com derrota em seu próprio estádio, buscou incansavelmente o resultado. O jogo, que se mostrou mais desafiador do que o esperado, foi marcado por momentos de grande tensão e reviravoltas.
O ímpeto ofensivo do Milan foi notável, porém a falta de precisão fez com que a equipe se frustrasse. As investidas ofensivas frequentemente esbarravam na defesa adversária ou, em uma impressionante série de azar, nas traves. Foram quatro bolas que pararam na estrutura do gol, vindas de diferentes jogadores, um indício claro de que a equipe criava oportunidades, mas não conseguia convertê-las em gol de forma efetiva.
O herói da partida foi um nome bastante familiar no cenário do futebol mundial: o experiente meio-campista Luka Modrić. Com seus 40 anos de idade, o veterano demonstrou sua classe e genialidade ao marcar o único gol do jogo. Em um lance de inteligência e precisão, ele finalizou de fora da área, garantindo o triunfo milanista. O gol, que se tornou um símbolo da vitória, foi fruto de uma jogada bem construída, que contou com uma assistência do companheiro de equipe Alexis Saelemaekers.
Além da emoção do placar, a partida foi palco de incidentes notáveis. O goleiro Mike Maignan, uma peça-chave na equipe, teve que ser substituído precocemente devido a uma lesão na panturrilha, preocupando a comissão técnica e os torcedores. Outro momento de tensão ocorreu nos instantes finais da partida, envolvendo o treinador Massimiliano Allegri. Após a intervenção do VAR (árbitro de vídeo) anular um pênalti a favor de Christopher Nkunku, Allegri demonstrou sua insatisfação de forma veemente e acabou sendo expulso pelo árbitro.
A vitória, apesar de apertada, foi um alívio para o Milan, que agora se recupera da derrota inicial em casa e ganha fôlego para as próximas rodadas. O resultado coloca o time em uma posição mais confortável na tabela, enquanto o Bologna, apesar de uma boa atuação, saiu de campo sem pontos.
A Cremonese, recém-promovida à primeira divisão, deu continuidade ao seu sólido início de campeonato ao conquistar um empate sem gols contra o Verona, fora de casa. Apesar de não ter alcançado a terceira vitória consecutiva, o resultado levou o time a sete pontos na tabela, mantendo-se na cola dos líderes Napoli e Juventus. A partida, disputada no Estádio Bentegodi, foi um embate entre o ataque persistente do Verona e a defesa resiliente da Cremonese, que contou com uma atuação decisiva de seu goleiro, Audero.
O Verona, por sua vez, tentou insistentemente abrir o placar, mas encontrou um obstáculo intransponível no goleiro adversário. Jogadores como Orban, Giovane e Sarr criaram oportunidades, mas Audero se mostrou inabalável, garantindo que o placar não saísse do zero. A equipe, que teve um desempenho ofensivo notável em termos de finalizações, saiu de campo frustrada por não conseguir converter suas chances. O empate, contudo, é o terceiro em jogos em casa para o Verona, uma sequência que não ocorria desde 2021.
Apesar da partida ter sido equilibrada e sem gols, houve momentos notáveis. Gagliardini, do Verona, teve que deixar o jogo cedo devido a uma lesão no ombro. Na segunda etapa, a torcida da Cremonese teve a chance de ver a estreia do atacante Vardy, que, embora sem tempo suficiente para mudar o placar, demonstrou potencial ao pressionar a defesa adversária.
O empate reforça o excelente início de temporada da Cremonese. O clube se tornou a primeira equipe recém-promovida desde a Sampdoria em 2012/13 a permanecer invicta nas três primeiras rodadas do campeonato. Essa solidez defensiva é evidenciada pelo fato de o time ter saído de campo sem sofrer gols em duas das suas últimas quatro partidas, um feito impressionante. Para o Verona, o resultado prolonga uma fase de dificuldades ofensivas. A equipe tem um dos piores registros de gols nos principais campeonatos europeus, e o empate sem gols, apesar das muitas finalizações, sublinha a urgência de melhorar sua eficiência no ataque.
O goleiro Emil Audero foi, sem dúvida, o grande nome da partida. Suas nove defesas estabeleceram um recorde pessoal na Série A e o colocaram na história recente do campeonato. Do lado do Verona, o meio-campista Suat Serdar teve um desempenho de destaque, com sua 50ª partida na Serie A, e foi o principal criador de chances de sua equipe, demonstrando a qualidade de seu jogo. A partida mostrou, em suma, o contraste entre a solidez defensiva de uma equipe em ascensão e a frustração de um time que, embora com bom volume de jogo, não consegue encontrar o caminho das redes. O resultado final, 0 a 0, coloca a Cremonese em uma posição surpreendente na tabela e mantém o Verona em uma situação de alerta.
O confronto entre Como e Genoa, válido pela terceira rodada do Campeonato Italiano, terminou em um empate por 1 a 1, com um desfecho dramático nos minutos finais. A partida, que aconteceu no Estádio Sinigaglia, foi caracterizada pela cautela tática e poucas chances claras de gol para ambos os lados. A equipe da casa, comandada por Cesc Fàbregas, parecia estar a caminho de uma vitória suada graças a um momento de pura genialidade.
O brilho do jovem talento Nico Paz, com apenas 13 minutos de jogo, foi a faísca que acendeu a esperança dos torcedores do Como. Com um lance individual impressionante, o meia argentino desequilibrou a defesa do Genoa e marcou um gol que demonstrou toda a sua qualidade. A jogada do garoto deixou a defesa adversária paralisada e foi o ponto alto de um jogo que, de outra forma, seria considerado morno. A partir desse momento, a equipe do Como se concentrou em defender a sua vantagem, mostrando solidez no sistema defensivo.
No entanto, o enredo da partida mudou drasticamente nos instantes finais. A estratégia de segurar o resultado foi posta à prova quando o zagueiro Ramon, do Como, cometeu uma falta desnecessária que lhe rendeu a expulsão. Com um jogador a menos, a defesa do Como ficou vulnerável e o Genoa aproveitou a oportunidade para pressionar. O esforço da equipe visitante foi recompensado nos acréscimos, quando o atacante Caleb Ekuban apareceu no lugar certo, na hora certa, para aproveitar uma sobra de bola na área e empatar o jogo. O gol de Ekuban foi o mais tardio marcado pelo Genoa nesta temporada da Série A e selou um resultado que, para os mandantes, teve um sabor amargo de derrota.
A atuação de Nico Paz foi o grande destaque individual da partida. O jogador, que já acumula oito gols nas principais ligas europeias desde a temporada passada, confirmou sua fama de ser um talento raro e imprevisível. Ele é o meio-campista mais jovem a atingir essa marca e, apesar de ser o foco da marcação adversária, continua a brilhar a cada jogo. Outros jogadores, como Kuhn, do Como, e Ekuban, do Genoa, também tiveram momentos importantes. O atacante do Genoa, por exemplo, marcou seu primeiro gol na temporada em um lance decisivo.
Do ponto de vista estatístico, o empate mantém o Genoa sem vitórias nas três primeiras rodadas do campeonato, algo que não acontecia desde 2017/18. Já o Como, com o resultado, mantém uma invencibilidade de três jogos contra o adversário genovês, um recorde histórico para o clube na Série A. Por outro lado, a defesa do Como, que havia mostrado solidez com quatro jogos sem sofrer gols entre abril e maio, agora demonstra uma vulnerabilidade que precisa ser corrigida, tendo levado gols em cinco dos últimos seis jogos.
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