O desempenho da Seleção Feminina Italiana Under-17 na fase de grupos da Copa do Mundo de 2025 no Marrocos foi marcado por uma combinação rara de eficiência, equilíbrio emocional e ambição. As três partidas disputadas — contra Costa Rica, Marrocos e Brasil — revelaram uma equipe em evolução, capaz de se impor com autoridade técnica e futebol coletivo, sem deixar de lidar com os desafios do torneio.
Partida 1 – Itália 3×0 Costa Rica
No confronto de estreia, as Azzurrine demonstraram que vieram para competir: vitória clara por 3 a 0, sem margem para dúvidas. Logo ficou evidente que o ataque seria armadilha constante para as adversárias — com Copelli (eleita melhor em campo) e Galli (autor de dois gols) em destaque —, mas também com sustentação defensiva sólida e meio-campo versátil.
Aos 39 minutos, Galli abriu o placar após assistência de Copelli, e no segundo tempo o domínio se confirmou: aos 16 minutos, novo gol de Copelli; em seguida, o passe certeiro para o segundo de Galli. O 3×0 deixou as italianas já em confortável posição para buscar a classificação.
Partida 2 – Itália 3×1 Marrocos
A Itália precisava garantir uma boa colocação no grupo. Enfrentou um Marrocos empurrado pela torcida — quase 10 mil espectadores no Estádio Olímpico de Rabat —, mas impôs seu estilo desde o início. Com Robino no meio e Giudici mais avançada, a mecânica ofensiva se manteve fluida. Galli inaugurou o placar, repetiu em cobrança de escanteio e Giudici ampliou com bola parada.
No final, o Marrocos marcou um gol, mas já era tarde para interromper a festa italiana. A equipe sentiu um pouco no segundo tempo, mas soube reagir e fechar o duelo com autoridade.
Partida 3 – Itália 4×3 Brasil
O encerramento do grupo foi épico. Frente ao Brasil, as Azzurrine venceram por 4 a 3 em jogo repleto de variações táticas, emoções e reviravoltas. Um triunfo de peso, que garantiu a liderança isolada do grupo e confirmou o vigor do conjunto.
O placar traduziu a dramaticidade: Galli marcou logo aos 5 minutos, Venturelli ampliou no final do primeiro tempo com um lindo chute de longe. O Brasil reagiu, mas no segundo tempo Verrini restruturou com gol em meio à confusão, e Bedini sacramentou com um arremate certeiro. No apagar das luzes, Waksman ainda diminuiu para 4×3. Schavi destacou a maturidade emocional das jogadoras: apesar da pressão e instabilidade natural contra o Brasil.
Com 9 pontos conquistados e liderando o grupo, a Itália entra nas oitavas de final com moral e legitimidade. O confronto “de mata-mata” exigirá ainda mais da categoria técnica, emocional e física das Azzurrine. Mas se mantiverem o padrão visto até agora — ousadia ofensiva, equilíbrio defensivo e serenidade emocional —, têm plenas condições de estender sua caminhada no torneio.
0 Comentários
Deixe o seu comentário ou sugestão. Sua opinião é importante.